quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Bife Wellington com Marmelos Estufados em Vinho do Porto # Feliz Ano Novo


Aqui está uma receita perfeita para um jantar festivo! Para a passagem de ano ou para o dia de Ano Novo, para quem ainda/já estiver acordado à hora de almoço... Eu não sei se vou estar, por isso mais vale deixar-vos já hoje a última sugestão deste ano e desejar-vos que 2016 seja repleto de muita saúde, boas receitas, bons amigos para as partilhar à mesa e muitos sucessos a todos os níveis.
Este Bife Wellington, uma receita que se serve por todo o mundo, foi batizado de Bife Magnusson na extinta Taberna 2780, restaurante de um benfiquista, que resolveu tornar gloriosos os nomes de alguns pratos, quanto a mim, com muito bom gosto ;)
O meu marido ofereceu-me o livro de receitas da Taberna, um conjunto muito interessante, pelas sugestões, pela simplicidade, pela forma como está escrito, pelas fotos. É o livro ideal para se poder tornar num verdadeiro chef em casa, mas implica que, de certa forma, que domine algumas noções e técnicas de cozinha. Já tenho tirado várias ideias deste livro e, desta vez, fiz o dito bife, em doses individuais, como era servido no restaurante. Também o podem confecionar num lombo grande, único, que serve a todos. As doses individuais têm a vantagem de possibilitarem servir nacos mais ou menos mal passados, conforme o gosto de cada um.
De uma forma ou de outra, experimentem este clássico. Deem largas à imaginação em relação aos acompanhamentos, eu escolhi estes, diferentes dos que são sugeridos no livro, vocês podem experimentar outros. Divirtam-se a fazer o prato e deleitem-se a saboreá-lo. Saiam bem de 2015 e entrem melhor no novo ano! Bons cozinhados, bom apetite, feliz 2016!
 
Ingredientes para 4 pessoas:
800 gr de lombo de bovino ou outra peça muito tenra (usei coração de alcatra) 
1 ovo
400 gr de cogumelos variados
8 fatias de presunto de boa qualidade
50 gr de mostarda (usei de Dijon)
1 ramo de tomilho
4 dentes de alho
50 ml de vinho branco
Sal e pimenta qb
Manteiga qb
2 embalagens de massa folhada retangular de compr
1 colher de chá de sementes de papoila (opcional)
Para acompanhar: 8 batatinhas novas, 1 molho de espinafres salteados, 2 marmelos maduros

Preparação:
Para os marmelos: descasque os frutos e corte-os em cubos. Coloque-os num tacho com 2 dl de Vinho do Porto, 1 pau de canela, 1 cravinho e 4 colheres de sopa de açúcar mascavado. Deixe estufar até os marmelos estarem macios e o Porto ter reduzido para metade, de forma a obter um molho espesso.  Se vir que está a ficar muito seco, junte um pouco mais de vinho e deixe reduzir em lume brando. No final tempere com umas gotas de vinagre balsâmico reduzido (opcional).
Coza as batatas com pele e termine-as na frigideira para tostarem e salteie os espinafres em azeite e alho.

Entretanto prepare a carne. Aqueça o forno a 210º. Corte a peça em 4 nacos e tempere-os com sal e pimenta preta. Frite numa frigideira com um fio de azeite durante uns segundos de cada lado (eu deixei cerca de 40 segundos de cada lado para a carne selar mas, se quiser o bife mais bem passado, deixe ficar vários minutos até a carne estar a gosto, não esquecendo que ainda vai ao forno).
Retire do lume e reserve, deixando arrefecer. Na mesma frigideira aloure, com manteiga, os dentes de alho picados e junte os cogumelos e o tomilho. Borrife com o vinho branco, tempere de sal e pimenta. Deixe cozinhar cerca de 5 minutos. Retire e escorra o excesso de molho. Deixe arrefecer e pique os cogumelos.
Com a ajuda de uma espátula, barre os nacos de carne com mostarda. Depois ponha uma camada de cogumelos picados a toda a volta da carne. Envolva cada naco de carne em duas fatias de presunto, tentando que fique bem apertado e bem fechado para que a carne conserve os seus sucos.
Estenda a massa folhada e embrulhe cada naco de carne já "escondida" pela mostarda, cogumelos e presunto. Feche a massa. Pincele com ovo batido. Eu polvilhei com sementes de papoila, mas é opcional.
Leve os embrulhos ao forno previamente aquecido durante 12 a 15 minutos, até a massa estar dourada.
Sirva com os marmelos estufados, as batatinhas e a verdura.

Bom apetite e feliz Ano Novo!









sábado, 26 de dezembro de 2015

Bolo Rei recheado com doce de figo



O ano passado fiz Bolo Rei pela primeira vez. Foi muito apreciado. Este ano inspirei-me na mesma receita, mas introduzi algumas alterações. Este bolo tem mais ovos em relação à quantidade de farinha, a massa ficou mais gulosa, menos seca. Também recheei o bolo com doce de figo, que foi feito por mim durante o verão (podem encontrar a receita do doce AQUI). Podem rechear com qualquer doce ou compota a vosso gosto. Este ficou uma maravilha, muito rico e guloso, o doce ainda deu mais humidade à massa, o que tornou o bolo delicioso.
Espero que tenham tido um Natal feliz e deixo-vos esta sugestão, para começarem já a inspirar-se para o Ano Novo e para os Reis. Boas festas!

Ingredientes:
600 gr de farinha sem fermento tipo 55
150gr de açúcar mascavado
1 dl de leite tépido
5 ovos + 1 para pincelar
200 gr de manteiga sem sal
30 gr de fermento de padeiro fresco
3 colheres de sopa de vinho do Porto
Raspa e sumo de uma laranja 
350 gr de fruta seca e cristalizada a gosto cortada em pedaços (usei pinhões, nozes, amêndoas, avelãs, corintos, cereja, abóbora, figo e casca de laranja cristalizadas)
200 gr de compota a gosto para o recheio
2 colheres de sopa de geleia de marmelo pincelar

Preparação:
De véspera deixe as frutas cristalizadas a macerar em vinho do Porto e sumo de laranja. O vinho e o sumo podem depois ser utilizados na massa.
No dia de fazer o bolo, comece por diluir o fermento de padeiro granulado no leite tépido. Depois junte uma chávena de farinha (que deve ser retirada à quantidade total), misture, faça uma pasta e deixe repousar para levedar durante 15 minutos. Enquanto começa a fazer a massa, este preparado vai crescer para o dobro.
Na batedeira (com o gancho de amassar) ou à mão, bata a manteiga com o açúcar numa velocidade média. De seguida vá juntando os ovos um a um e batendo entre cada adição. Junte o vinho do Porto e a raspa e sumo da laranja. De seguida junte o preparado fermentado, que deve ter crescido para o dobro do volume. Bata novamente e junte a restante farinha peneirada. Bata ou amasse bastante bem até a massa ficar uniforme e elástica (começam a ouvir-se algumas bolhas a estalar). Se tiver uma boa batedeira, bata aí o bolo, fica uma massa com uma consistência espetacular.
Depois deste processo, deite a massa num alguidar ou tigela de loiça e tape com um pano. Deixe levedar em local quente (na cozinha, junto ao forno) até a massa duplicar de tamanho (duas a três horas).
Depois volte a amassar um pouco e incorpore os frutos secos e cristalizados. Deixe repousar mais 45 minutos. Eu fiz este bolo numa forma porque a massa é muito tenra e levou o recheio no meio. Tratando-se de consistências mais moles, é preferível usar uma forma para que o bolo não se desmanche. Depois da massa repousar pela segunda vez, já com as frutas incorporadas, deite metade do preparado numa forma untada, coloque o doce de figo por cima espalhando uniformemente (ver foto) e depois deite por cima a restante massa. Para a massa não fechar no meio, coloque uma chávena de café a fazer o buraco (ver foto). Disponha pedaços de fruta cristalizada e pinhões por cima do bolo e pincele com ovo batido. Leve ao forno pré aquecido a 200ºC durante 30 minutos. Retire, deixe arrefecer ligeiramente, desenforme e pincele com geleia  de marmelo ou outra a gosto para dar brilho.

Bom apetite e boas festas!


quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Sugestões para cabazes de Natal # Compota de Laranja


Fiz esta compota de laranja a pensar nos meus pais porque eles gostam muito deste tipo de sabores e a minha mãe já tinha pedido para eu experimentar. Ficou boa, com um toque ácido (juntei as cascas, mas é opcional), mas deliciosa e um pouco diferente. Para não ficar ácida demais, juntei o mel e acabou por ficar mesmo muito boa, acho que é um sabor que liga bem com canela e chocolate.
Alguns frasquinhos deste doce vão fazer parte dos cabazes de Natal deste ano, bem como outras coisas boas. Deixo-vos mais algumas sugestões que podem encontrar aqui no blog e desejo a todos um Natal muito feliz. Passem a quadra junto de quem realmente gostam, com harmonia e amizade. Lembrem-se daquela pessoa que já não veeem há algum tempo, façam-lhe um telefonema, deem um miminho extra ao vosso animal de estimação, deem um sorriso especial a todos os que se cruzam convosco e tratem-se bem a vós próprios. Encontrar dentro de nós aquilo que é mais belo, que nos fez sentir melhor durante o ano, que nos faz mais felizes, isso é fazer Natal, é fazer nascer alegria. Beijinhos desta Susana cozinheira e gulosa, que gosta de vos ter desse lado para partilhar uma das coisas que mais alegria me dá: cozinhar. 

Ingredientes:
1 kg de laranjas de boa qualidade
0,5 kg de açúcar amarelo
5 dl de água
1 pau de canela
1 estrela de anis
200 gr de mel

Preparação:
Descasque as laranjas, reservando a parte laranja da casca de metade delas. Corte essa casca em tiras muito finas e ferva-as em água a cobrir durante 10 minutos. Coloque as laranjas cortadas em gomos (sem a película branca) numa taça e reserve.
Num tacho deite o açúcar e a água e leve ao lume até obter ponto-pérola. Nesse momento junte o pau de canela e a estrela de anis, bem como toda a laranja cortada em pedaços e as cascas em tirinhas já fervidas (se não gostar de sentir as cascas, não as junte). Deixe ferver até obter um ponto de compota (20 a 30 minutos).
Retire o tacho do lume, retire o pau de canela e a estrela de anis. Junte o mel, misture bem e distribua a compota por frascos esterilizados. Coloque-os de cabeça para baixo para ganhar vácuo e deixe-os assim de um dia para o outro.

Boas festas!!

Outras sugestões de prendas para cabazes de Natal:



segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

domingo, 20 de dezembro de 2015

Pudim Abade de Priscos # Sugestões de Natal



Gosto muito de pudins, mas nunca tinha feito este, que é um dos ex-líbris da doçaria tradicional portuguesa. Provei-o várias vezes, mais ou menos suculento, mais ou menos a meu gosto, mais ou menos doce demais... a última frase pode parecer estranha, mas a verdade é que os 500 gr que a receita original indica são excessivos, na minha opinião e, ao que parece, na opinião de muitas pessoas que "cortam" 100 gr de açúcar, conseguindo um pudim igualmente delicioso. Ao roubar no açúcar não quero pôr em causa a receita original do Abade de Priscos, mas penso que o evoluir dos tempos traz mudanças no palato e nos gostos de quem come, por isso quem cozinha também tem que evoluir em conformidade. Eu usei os 400 gr e o pudim ficou maravilhoso. Consegui a consistência certa, homogénea, uma textura aveludada, que se desfaz na boca sem ser preciso mastigar (o que é extremamente perigoso, garanto-vos!). 
Vou deixar-vos a receita com todos os detalhes e truques que recolhi de várias pesquisas que fiz sobre o pudim. Também revelo o único aspeto que não me correu tão bem: utilizei caramelo já feito, de compra, mas barrei a forma em demasia, o que fez com que o pudim ficasse demasiado escuro e com um sabor a caramelo excessivo (retirei todo o caramelo para atenuar esse efeito e, então, conseguimos saborear o verdadeiro sabor do pudim). Por isso, aconselho a que façam vocês próprios o caramelo, pois assim usam a quantidade de açúcar indicada na receita que, supostamente, é a quantidade certa para o pudim.
Outra questão que me correu de forma diferente de quase todas as receitas que li foi o tempo de cozedura. Tenho um forno razoavelmente potente e 30 a 40 minutos não foram suficientes para cozer o pudim. Não sei se teve a ver com o tipo de banho maria que fiz (com muita água, dica que retirei de uma revista), o certo é que o pudim teve que cozer a 200º durante uma hora.
Bom, contas feitas, Manuel Joaquim Machado Rebelo, que foi Abade na freguesia de Priscos, Braga, no século XIX, dizia que "O pudim é muito fácil de fazer, mas difícil de acertar". Se foi ele quem criou a iguaria e se ele o afirmou, eu acredito, o certo é que acertei logo à primeira, fiquei contente por isso e espero não ter sido sorte de principiante :)

Ingredientes:
400 gr açúcar (a receita original indica 500 gr)
400 ml água (a receita original indica 500 ml)
50 g de toucinho de presunto, de preferência de Chaves ou Melgaço (usar só a parte branca, da gordura do toucinho, não usem manteiga ou outra gordura, pois o resultado será completamente diferente)
15 gemas de ovo
1 cálice de vinho do Porto (0,5 dl) de boa qualidade
3 casquinhas de limão (a receita original indica 1)
1 pau de canela
200 gr de açúcar para fazer o caramelo para barrar a forma (vi algumas receitas que indicavam 150 gr de açúcar, deixo à vossa consideração)

Preparação:
Levar num tacho a água ao lume e, assim que ferver, juntar os 400 gr de açúcar, a casca de limão, o pau de canela e o toucinho cortado em tiras finas. Deixar ferver até atingir ponto de espadana (120º). Depois de pronta, deixar a calda de açúcar arrefecer um pouco e passá-la por um coador fino, onde ficam retidas as tiras de toucinho, o pau de canela e as cascas de limão.
À parte, bater 15 gemas, depois de passadas por um passador de rede fina para retirar os resíduos de clara de ovo. Juntar o cálice de vinho do Porto às gemas e voltar a bater bem com vara de arames ou um garfo até ficar em "meio ponto", ou seja, bem batidas, como se fosse para ovos mexidos, mas sem formar muita espuma
Verter a calda de açúcar em fio nas gemas. Misturar tudo e verter na forma previamente untada com o caramelo líquido que se fez com os 200 gr de açúcar. Tapar a forma e colocá-la num tabuleiro em banho maria. Eu li uma dica do Chef Ernâni Hermida que indicava que a água do banho maria devia estar acima do nível do pudim que está dentro da forma, para que a cozedura seja uniforme. Segui esta dica porque achei que fazia sentido e o certo é que a consistência do pudim ficou perfeitamente homogénea e aveludada.
Levar o tabuleiro com o banho maria e a forma tapada ao forno pré aquecido a 200º durante uma hora (várias receitas indicam cerca de 40 minutos, mas no fim desse tempo o pudim não estava cozido)
O pudim deve ser desenformado quando estiver quase frio ou mesmo frio para não se desmanchar.

Bom apetite e boas festas!


quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Broas Castelares # Sugestões de Natal





Esta receita chegou até mim, num primeiro momento, já em forma de broa. O meu marido chegou a casa com uma broa (apenas uma, vejam só!!) e disse que eu tinha que provar porque era muito boa. E era! Muito boa mesmo! Uma colega de trabalho dele, a Maria, levou algumas para partilhar, explicando que são as broas que a avó faz há muitos anos (décadas, direi...) sempre por esta altura do Natal. A D. Arminda Barbosa, 73 anos, natural de Rio Maior, deve ter mãos de fada para fazer umas broas assim e ainda teve a enorme gentileza de ceder a receita, que a neta nos entregou com carinho e orgulho.
Em bem compreendo o que é ter uma avó de quem gostamos muito e que nos orgulha com as coisas boas que faz, porque eu sou uma neta muito babada e também aprendi algumas receitas deliciosas e cheias de preceito com a minha avó Lurdes. Neste caso, propus-me a fazer justiça à receita da avó da Maria. Ora, se gostei tanto das broas, não podia ficar à mercê que me trouxessem uma (apenas uma!!) de vez em quando. A Maria lá pediu a receita e a cedência dos direitos de autor à D. Arminda para que agora eu conseguisse partilhar convosco esta maravilha.
Nunca tinha feito broas castelares, felizmente correu bem à primeira. A avó da Maria ainda não as provou, mas a Maria já e gostou. Cá em casa todos adoraram, incluindo a minha avó, que ficou encantada com as broas. Tenho obrigação de avisar que são um pouco viciantes, ficam muito molinhas, comem-se bem... e rápido. A receita rendeu quase 80 broas e, entre familiares, amigos e colegas de trabalho, desapareceram todas em 48 horas...
 
Ingredientes para 70 a 80 broas:

Um quilo de açúcar
Meio quilo de água (pese a água)
Um quilo de batata doce, pesada depois de cozida e descascada (em cru deve ter cerca de 1,2 kg)
125 gramas de côco ralado
5 gemas de ovo + gemas suficientes para pincelar as broas (3 a 4 gemas)
250 de miolo de amêndoa descascada e moída
Raspa de três tangerinas ou raspa de um limão (usei raspa de meio limão e de meia laranja)


Preparação:
Deite o açúcar e a água num tacho e deixe ferver até ficar da cor do óleo Fula antes de ser usado (amarelo muito claro). Esta era a indicação da receita da D. Arminda e eu achei, desde logo, este detalhe maravilhoso! Fiz algumas pesquisas e com a experiência de ter posto em prática a receita, posso dizer que devem deixar o açúcar em ponto de espadana (120º) o que, de facto, corresponde à cor do óleo Fula :) Como em qualquer calda de açúcar, misturem o açúcar com a água apenas antes de levarem ao lume e depois abanem o tacho de vez em quando, mas não mexam com colher para não cristalizar.
Coza a batata doce com casca, depois descasque-a e esmague com esmagador (foi como fiz) ou passe pelo passe vite (não usar varinha mágica). Junte a calda de açúcar à batata doce já esmagada e misture. Junte as raspas dos citrinos, o coco e amêndoa moída. 
Deixe arrefecer um pouco e junte as gemas ligeiramente batidas. As gemas não devem ser misturadas com o preparado muito quente para não cozerem. Misture tudo bem e, quando as gemas estiverem envolvidas, leve ao lume no tacho uns minutos até o preparado atingir o ponto de estrada.  
Reserve até ao dia seguinte. Eu coloquei o preparado numa taça grande de vidro, tapei com película aderente e guardei no frigorífico. 
No segundo dia… a receita original dizia para tender as broas com muita farinha nas mãos, mas a minha massa ficou mesmo molinha e eu acabei por moldar as broas com duas colheres de sopa, como se faz com os pastéis de bacalhau. Forrei o tabuleiro do forno com papel vegetal e polvilhei com farinha. Fui dispondo as broas, achatei cada uma um pouco, deixando-as ligeiramente côncavas no meio para "reterem" a gema de ovo.
Levei ao forno pré aquecido a 200º durante 15 minutos. O tabuleiro deve estar na zona superior do forno e as broas devem cozer o tempo que indico ou até estarem tostadinhas. Retire-as cuidadosamente com uma espátula e deixe arrefecerem.

A D. Arminda sublinhou que o ponto do açúcar é a questão crucial da receita. A calda não deve ser mexida, apenas podemos abanar o tacho de vez em quando. O açúcar deve ficar no ponto indicado, nem mais nem menos. Pela experiência que tenho em trabalhar com batata doce, e esta receita também o comprovou, a qualidade de batata e a forma como absorve a água durante a cozedura também é importante. Penso que as minhas broas ficaram mais molinhas do que as "originais" por causa, precisamente, da batata. Estavam ótimas, o único "problema" é que, assim, ainda são mais fáceis de comer...

Bom apetite e boas festas!







terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Frango com mel, mostarda e alecrim


Esta receita é muito simples, mas a conjugação de vários sabores dá-lhe um toque especial. Para acompanhar o frango, salteei os miúdos com cogumelos e espargos, mas também podem acompanhar com um arroz de miúdos. Se usarem um frango maior, que tenha que estar mais tempo no forno, tapem com folha de alumínio para não queimar e destapem só no fim para tostar a pele. A mostarda e o mel fazem a pele crocante, mas também corremos o risco de ficar queimada em demasia, se ficar muito tempo no forno.

Ingredientes para 2 pessoas:
1 franguinho pequeno, inteiro e com miúdos de preferência
2 colheres de sopa de mel
3 colheres de sopa de mostarda de Dijom
Sal qb
1,5 dl de azeite
2 astes/ramos de alecrim

Preparação:
Tenha um frango inteiro, ao qual retirou os miúdos, que podem ser usados no acompanhamento da carne.
Faça uma pasta com o mel, a mostarda, as folhas de alecrim, sal e azeite qb. Misture tudo bem e esfregue todo o frango. Tempere-o com mais algumas pedras de sal de ambos os lados, coloque-o num tabuleiro de forno e regue com mais um fio de azeite.
Leve a assar em forno pré aquecido a 190º durante 25 a 35 minutos de cada lado, conforme o tamanho do frango. Neste caso era pequeno, foram menos de 30 minutos de cada lado e virei o frango a meio da cozedura.
O mel, a mostarda e o azeite vão deixar a pele muito tostada. Sirva com o molho resultante do cozinhado e acompanhamento a gosto.
 
Bom apetite e boas festas!


domingo, 13 de dezembro de 2015

Paté de fígado com pimenta rosa # Sugestões de Natal


Esta receita de paté é boa para oferecer, para juntar a um cabaz de Natal com outros miminhos, como compotas, bolachas ou azeites aromatizados. Também é uma boa ideia para compor a mesa de natal com um paté caseiro, faz uma boa entrada só com pão ou tostas ou a acompanhar um chutney de maçã ou marmelos assados, por exemplo.

Se fizerem o paté para oferecer, para o conservar, coloquem-no num frasco esterilizado que feche bem e, antes de o fecharem, deitem manteiga clarificada por cima. A manteiga vai solidificar e formar uma capa de gordura que protege o paté.
A manteiga clarificada é a manteiga depois de retirados os resíduos líquidos de água, soro, entre outros, ficando apenas a gordura. Para o fazer coloque uma porção de manteiga sem sal num tachinho em lume muito brando até derreter. Retire para um recipiente de vidro e deixe em repouso até ver que a gordura se separou do líquido. Retire a espuma e os resíduos que ficam à superfície com uma colher e utilize apenas a gordura. Isto também pode ser feito em banho maria.

Ingredientes:
700 gr de fígados de aves ou de porco
3 colheres de sopa de manteiga + manteiga sem sal qb para a manteiga clarificada
3 colheres de sopa de aguardente
1 colher de sobremesa de vinagre balsâmico
Sal e pimenta moída qb
3 colheres de sopa de pimenta rosa em grão

Preparação:
Comece por cozinhar os fígados em 3 colheres de sopa de manteiga, temperados com pouco sal e bastante pimenta moída na altura. Depois junte 3 colheres de sopa de aguardente velha e deixe cozinhar numa frigideira até os fígados estarem no ponto, sem deixar secar em demasia. Se os fígados estiverem cortados em pedaços, isto demora não mais do que 15 minutos. Depois de arrefecidos, triture no processador de alimentos até obter uma pasta. Neste momento junte uma colher de sobremesa de vinagre balsâmico e, depois de tudo pronto, 3 colheres de sopa de pimenta rosa em grão. Misture.
Também pode aromatizar este paté com ervas a gosto, por exemplo alecrim ou tomilho ou com outras pimentas ou outras bebidas (vinho do Porto em vez de aguardente, por exemplo).

Bom apetite e boas festas!

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Spicy cookies sem glúten # Sugestões de Natal



Depois de ter participado num showcooking da marca Nacional, onde tomei contacto com esta farinha sem glúten, esta foi a primeira receita que fiz para usar este produto. Como se trata de amido de milho, as bolachas ficam muito fofas, eu já tinha experimentado bolachas com amido de milho e tive sempre bons resultados, mas estas ficaram ainda mais deliciosas. 
São simples de fazer e penso que constituem uma boa opção para fazer parte de cabazes de Natal, para quem gosta de fazer prendinhas personalizadas para amigos e familiares. Fica a ideia :)
E hoje é dia 8 de dezembro, o dia em que, tradicionalmente, se monta o presépio e a árvore. Como já fiz as minhas decorações, vou aproveitar o feriado para comprar as prendas de Natal. desejo um bom dia a todos!

Ingredientes para cerca de 60 bolachas:
500 gr farinha sem glúten da Nacional
200 gr açúcar
100 gr manteiga sem sal
2 ovos inteiros
3 colheres de sopa de mel
1 colher de chá de canela em pó
1 colher de chá de gengibre em pó
1 colher de café de cravinho moído
1 colher de café de noz moscada moída

Preparação:
Envolva todos os ingredientes e amasse até obter uma massa consistente. Faça uma bola e guarde, dentro de um saco de plástico, por 20 minutos no frigorífico.
Depois estique a massa com o rolo (cerca de meio cm de espessura) e corte as bolachas no formato que preferir. Coloque-as num tabuleiro de forno untado e leve ao forno a 190º cerca de 12 minutos (um pouco mais se preferir as bolachas mais douradas e se elas tiverem ficado muito altas/espessas, pois assim demoram mais a cozer).
Eu deixei-as muito macias, cozeram mesmo só os 12 minutos e ficaram suculentas e macias. Quando moldarem a massa, tenham em atenção que não fica elástica, mas sim do género de uma massa areada, tem que ser bem moldada com as mãos e a ajuda do rolo e depois cortadas com o cortador. Mas depois de cozidas e arrefecidas ficam perfeitas e não se desfazem.

Bom apetite e boas festas!


sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Bacalhau com crosta de alheira e broa



Há cerca de um ano tive a oportunidade de conhecer pessoalmente o Chef José Avillez. Foi num showcooking promovido pela Riberalves, que incluiu uma visita à fábrica e um almoço confecionado e partilhado à mesa com o Chef e com o pessoal da Riberalves. Foi maravilhoso, a palavra é essa. Já conheci outros chefs que são simpáticos, bons profissionais e que proporcionaram experiências interessantes, mas com o Avillez fiquei encantada! Como partilhei aqui na altura, achei-o mesmo especial. É um excelente comunicador (ainda melhor ao vivo do que na tv) e tudo lhe sai com naturalidade: as explicações, os detalhes, a partilha do conhecimento. A generosidade em explicar tudo é assinalável.
Desta vez, foi em outubro deste ano, novo showcooking, agora no Mercado da Ribeira, também promovido pela Riberalves, marca que tem, de facto, um produto de grande qualidade. Voltei a ficar encantada. O Chef lembrava-se de mim, o que achei assinalável e fiquei a pensar que, além de tudo o resto, ele deve ter uma memória prodigiosa... Mais uma vez senti no Avillez algo que sinto com muito poucas pessoas: parece que se lhe ouve o pensamento, as ideias a fervilharem e a dúvida sempre a surgir. Nunca conheci ninguém com tanto conhecimento específico sobre uma matéria que tivesse tantas dúvidas... Ainda desta vez, no showcooking do Mercado, disse: "Tenho pensado e continuo com a dúvida se cozinhar é uma arte". Na minha opinião, se ele tem dúvidas, basta olhar para o seu próprio trabalho para as desfazer, mas o Avillez está mais além na exigência, na reflexão sobre o assunto e na procura de algo a que possa chamar arte. Ainda assim, mantenho a minha opinião de que cozinhar é uma arte, sim. A arte de conjugar sabores, aromas e  cores, texturas e culturas. A arte de despertar sentimento através da satisfação de uma necessidade básica que, quando surpreende, encanta e maravilha os sentidos... é arte.

Ingredientes para 4 pessoas:
1 alheira
50 gr de broa de milho 
2 dl de azeite
1 cebola pequena + 1 média
8 tomates cacho frescos
2 dentes de alho 
Salsa ou outra erva aromática fresca a gosto (usei salsa frisada)
12 batatinhas novas
Sal e pimenta qb

Preparação:
Deixe os lombos de bacalhau a descongelar no frigorífico. Depois de descongelados, seque-os bem com um pano e retire a pele com a ajuda de uma faca. Num tabuleiro de forno deite um generoso fio de azeite e disponha os lombos de bacalhau por cima. Reserve.
Triture a broa na picadora. Pique a cebola mais pequena muito finamente. Deite um fio de azeite num tacho e junte a cebola. Deixe refogar ligeiramente sem ganhar cor. Retire a pele à alheira e desfaça o recheio para dentro do tacho. Junte a broa e um pouco mais de azeite se necessário para não ficar seco. Misture tudo bem, retifique de sal e pimenta e deixe cozinhar por 5 minutos. Depois de pronta esta pasta de alheira e broa, disponha uma colherada em cima de cada lombo de bacalhau. Regue com mais um fio de azeite e leve ao forno pré aquecido cerca de 15 minutos a 200º (depois de pronto, o bacalhau deve estar a lascar e a crosta ligeiramente tostada, não o deixe cozinhar demais para não secar).
Entretanto ponha batatinhas novas a cozer com água e sal e prepare a tomatada. Deite 1 dl de azeite num tacho, junte a cebola média picada e os alhos laminados. Deixe refogar ligeiramente sem que a cebola ganhe cor. Depois pele os tomates e corte-os em pequenos pedaços. Junte-os à cebola e adicione também um raminho de salsa para aromatizar. Tempere com sal e deixe cozinhar até o tomate estar macio, durante 20 a 25 minutos.
Coloque um pouco de tomatada em cada prato, um lombo de bacalhau por cima e algumas batatinhas. Decore com salsa fresca. As batatas podem ser servidas simplesmente cozidas com casca ou passadas na frigideira depois da cozedura para ficarem tostadas e estaladiças (também podem ser terminadas no forno).
Este bacalhau é rápido de fazer e fica mesmo delicioso. A tomatada dá uma frescura espetacular ao prato e a salsa ou outro aromático é o retoque final e fresco que equilibra os sabores quentes da alheira e da broa. O bacalhau é rei nesta receita e aparece servido da forma que mais o valoriza, em lombos, por isso este vai ser o prato na minha mesa da Consoada este ano.

Bom apetite! Boas festas!



terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Bolo de laranja e noz moscada




O desafio deste mês no grupo "Dia Um... Na Cozinha" é "A minha especiaria". Ao entrarmos no mês do Natal, achei um tema bonito, que permitiu ir ao "baú" das memórias perceber qual a especiaria que nos diz mais, que marcou as nossas memórias gustativas ou os pratos preferidos quando éramos crianças. 
A especiaria que mais associo ao Natal é, inevitavelmente, a canela, até porque na minha família, além das fatias douradas, sonhos e coscorões, adoçados com açúcar e canela, na mesa das festas nunca falta o arroz doce muito cremoso, obviamente decorado e aromatizado com canela. Na cozinha das minhas avós, no mês do Natal, cheirava sempre a canela e era maravilhoso...
Além da canela, há outra especiaria que sempre foi utilizada nos cozinhados da família e que me habituei a apreciar desde pequena: a noz moscada. Aprendi a fazer puré de batata com uma pitada de noz moscada ralada na altura e a verdade é que, para mim, puré que não tenha este aroma, pode estar bom, mas não está perfeito. Também gosto de usar a noz moscada noutros cozinhados, como o molho bechamel ou o bacalhau com natas. Em doces também já tinha utilizado este aroma, nomeadamente em bolos que levam várias especiarias. Mas, desta vez, quis fazer sobressair a noz moscada e resolvi juntá-la à laranja e a um ligeiro toque de gengibre, que veio completar esta conjugação de sabores ácidos, doces e quentes.
A noz moscada tem um aroma a madeira maravilhoso e é mais uma das especiarias que os portugueses trouxeram do Oriente para a Europa e que ficou até hoje na nossa gastronomia. Nunca falta cá em casa, em noz, para ralar no momento, e já em pó, guardada num frasquinho. Com esta especiaria fiz um bolo aromático que ficou macio e algo húmido, ao mesmo tempo. Espero que gostem da sugestão e desejo a todos um feliz mês de dezembro.
 
Ingredientes:
250 gr de açúcar
5 ovos
2 laranjas
200 gr de farinha
1 colher de chá de noz moscada em pó
1 colher de café de gengibre em pó
1 colher de chá de fermento em pó
Para a calda de laranja:
2 laranjas
130 gr de açúcar
50 gr de manteiga
1 colher de café de noz moscada ralada na altura

Preparação:
Bata o açúcar com as gemas, a raspa de duas laranjas e sumo de uma até obter uma mistura fofa. Misture a farinha com a noz moscada e gengibre em pó. Envolva estes ingredientes secos no preparado anterior sem bater muito. Bata as claras em castelo e junte-lhes o fermento. Envolva bem na massa.
Deite a massa numa forma retangular previamente untada. Leve ao forno pré aquecido a 180º durante 25 minutos. Depois de pronto, desenforme o bolo, corte-o em quadrados e deite por cima a calda de laranja ainda quente.
Para fazer a calda misture todos os ingredientes num tacho e leve a lume médio até o açúcar de desfazer, a manteiga derreter e toda a  misturar reduzir para cerca de metade, formando uma calda grossa.

Bom apetite! Boas Festas!

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Focaccia de alecrim, azeitonas e alheira



Aqui está a minha primeira receita cozinhada no forno a lenha. Fiz uma focaccia inspirada na do livro "Clara de Sousa - As minhas receitas 2". Adaptei a receita, juntando-lhe azeitonas e alheira para a enriquecer. Ficou muito boa, crocante por fora e fofa por dentro. Em relação ao forno a lenha, esta primeira experiência correu bem, mas não a 100%. Tinha um tabuleiro com coelho e uma peça grande carne de porco. Acendi o forno, queimei bastante lenha (demorou 2 horas e meia), mas penso que "perdi" os primeiros 20 a 30 minutos de calor do forno, pois não coloquei o tabuleiro assim que o forno ficou branco. A focaccia cozeu na perfeição e a carne esteve 2 horas no forno, que foi o suficiente para cozinhar o coelho, mas não o porco. Como o forno já não estava quente, tive que terminar a carne durante 30 minutos no forno elétrico.
De qualquer das formas, acho que identifiquei os erros e para a próxima vou ajustar os tempos. A carne ficou excelente, tostada, mas nada seca, com molho e saborosa. Deixo-vos com a receita da focaccia.

Ingredientes:
1 saqueta (11 gr) de fermento de padeiro seco
200 ml de água tépida
320 gr de farinha T55 sem fermento
1 colher de chá de mel
2 colheres de sopa de azeite
2 colheres de chá de sal fino
Alecrim qb
Azeite qb
Flor de sal qb
Meia alheira
2 colheres de sopa de azeitonas pretas
Preparação:
Numa taça grande dissolva o fermento com a água. Junte a farinha, o mel e o azeite. Amasse durante 5 minutos, junte o sal e continue a amassar vigorosamente até obter uma massa elástica e macia. O processo pode ser feito manualmente ou na batedeira com o acessório amassador.
Forme uma bola, coloque numa taça, tape com um pano de cozinha e deixe descansar 20 minutos. Depois retire a massa para a bancada enfarinhada, estique-a em forma retangular, dobre ao meio e ao meio de novo de modo a obter um quadrado com 4 camadas. Isto é fundamental para uma massa mais leve e arejada. Coloque a massa num tabuleiro untado com cerca de 20x20 cm. Cubra com o pano de cozinha e deixe repousar 1 a 2 horas, dependendo da temperatura ambiente.
Depois de ter levedado, estique a massa com as mãos para cobrir todo o tabuleiro, pincele com azeite, salpique com flor de sal, o alecrim e junte pedaços de alheira (sem pele) e azeitonas descaroçadas. Deixe descansar mais 30 minutos. Depois, com as pontas dos dedos, faça buraquinhos na massa. Leve ao forno pré aquecido a 200º por 30 minutos. A minha cozeu no forno a lenha durante 20 minutos. Depois de a retirar do forno, pincele com mais um pouco de azeite.
Ficou estaladiça por fora e fofa e macia por dentro. As azeitonas e a alheira fui eu que acrescentei à receita. Em vez de a colocar num tabuleiro, usei o tabuleiro das pizzas.




sábado, 28 de novembro de 2015

Tâmaras com queijo da ilha e nozes



Esta é uma forma diferente de servir as tâmaras como entrada. Com presunto são boas, com bacon também, mas eu adoro fazê-las assim. É uma boa sugestão para servir na noite de Natal ou Passagem de Ano. É um petisco que faz sempre sucesso. Espero que gostem. Bom fim de semana!

Preparação:
Faça um corte transversal nas tâmaras e retire-lhes o caroço.
Recheie cada tâmara com um pedaço de cerca de 1,5 cm de queijo da Ilha de São Jorge e meia noz.
Leve ao forno pré aquecido a 200º por 5 minutos. Sirva sobre raminhos de alecrim. As tâmaras vão ficar ligeiramente caramelizadas e o queijo derretido, é uma delícia.

Bom apetite!

Antes de irem ao forno:



segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Tacinhas de massa philo com creme de salmão e queijo



Falta pouco mais de um mês para o Natal, as ruas já estão todas enfeitadas, muitas pessoas já andam a pensar nos presentes e outras tantas a pensar na ceia de Natal. Para quem gosta de cozinhar e comer, esta é uma das melhores partes :) o jantar de Natal! Eu costumo organizar uma lista de entradas e sobremesas que quero ter na mesa nessa noite. Escolho também o prato principal (normalmente faço um prato de bacalhau diferente todos os anos). Depois distribuo as sobremesas a fazer pelos familiares e trato de organizar tudo, pois a noite de Natal é sempre passada cá em casa.
As entradas são algo a que dou muita importância porque gosto muito e todos cá em casa adoram, além disso acho que fazem uma mesa bonita, ainda antes de nos sentarmos em redor do prato principal. Na minha família e grupo de amigos somos todos muito "petisqueiros" e perdemo-nos em entradinhas, salgadinhos e miminhos do género que, muitas vezes, já deixam a barriga meia cheia para o que vem a seguir. Mas, nesta altura do ano, há mesmo é que fazer o gosto ao dente e à gula, que a contagem das calorias vem depois ;)
Espero que gostem desta sugestão de entrada. A partir de agora vou publicando algumas receitas alusivas ao Natal para vos abrir o apetite para esta época especial. Beijinho para todos!

Ingredientes para 6 pessoas:
3 folhas de massa philo
300 gr de salmão fumado
3 colheres de sopa de queijo creme Regional Cremoso, da Saloio
Ervas frescas aromáticas a gosto (salsa, coentros, cebolinho)
Sal e pimenta qb
Sumo de limão qb
Azeite qb

Preparação:
Pré aqueça o forno a 170º. Junte as 3 folhas de massa philo e corte-as em cícurlos de cerca de 10 cm de diâmetro (os cículos têm que ser um pouco maiores do que as formas, eu utilizei forminhas bastante pequenas, com 6 cm de diâmetro).
Coloque 3 folhas já em formato redondo em cada forma. As folhas de massa philo devem ser pinceladas com um pouco de azeite e depois de juntas, 3 a 3, devem ser ajeitadas com os dedos nas formas para tomarem o seu formato.
Na picadora ou processador de alimentos coloque o salmão fumado, o queijo creme, umas gotas de limão a gosto e triture tudo muito bem. Junte as ervas aromáticas e um pouco de pimenta moída na altura, triture mais uma vez e coloque o preparado num saco de pasteleiro com um bico em forma de estrela.
Leve as forminhas ao forno até obter umas tacinhas de massa douradas (cerca de 10 minutos). Retire-as do forno, deixe arrefecer e depois encha cada uma com a pasta de salmão e queijo. Termine com uma das ervas aromáticas, eu decorei com salsa frisada.
Dica: pode utilizar esta ideia das tacinhas para as rechear com o que preferir: queijo e nozes, queijo e compota, mistura de alheira com maçã e espinafres, etc.

Bom apetite e Boas Festas!