quarta-feira, 30 de julho de 2014

Creme de ervilha com crocante de presunto


Um creme distingue-se de uma sopa pela sua consistência. Os cremes, de abóbora, cenoura, ervilha, fava ou outros, devem apresentar textura sedosa e têm pouca água, vivendo quase em exclusivo dos legumes com que são confecionados. Dar um sabor diferente ou uma textura a um creme faz com que este brilhe de outra forma e surpreenda quem o vai comer. Neste caso usei hortelã para aromatizar e o presunto para dar sabor e textura, mas podem dar largas à imaginação e fazer as mais variadas combinações. Creme de abóbora com sementes de abóbora tostadas ou creme de cenoura com folhas de salva estaladiças são algumas ideias que ficam guardadas para próximas publicações.

Ingredientes para 2 pessoas:
1 batata média
1 cebola média
200 gr de ervilhas
Sal qb
Água qb
1 dente de alho
1 raminho de hortelã
2 fatias de presunto

Preparação:
Numa panela coloca-se o azeite, o alho e a cebola, tudo picado. Deixa-se cozinhar ligeiramente sem deixar ganhar cor. Juntam-se as batatas cortadas em cubos uniformes. Tempera-se com sal e deixa-se a batata cozinhar uns 2 minutos. De seguida juntam-se as ervilhas, que também se temperam com sal e acrescenta-se um pouco de água, bem como o ramo de hortelã. Deixa-se a mistura cozinhar com a panela destapada para que as ervilhas não percam a cor e não fiquem amareladas. Deixe cozinhar as ervilhas em lume médio e, se estiverem muito secas, junte um pouco de água. A água deve ser pouca, nem chega a cobrir as ervilhas.
Entretanto, ao mesmo tempo que os legumes cozinham, faça o crocante de presunto. Corte a fatia em tiras finas e coloque-as numa frigideira anti-aderente, em lume médio, para que o presunto perca alguma gordura e humidade e fique crocante e estaladiço. Para não deixar queimar, convém mexer de vez em quando. Este processo é lento, vai levar entre 10 a 15 minutos para que o presunto fique desidratado, mas não se queime.
Assim que as ervilhas estiverem cozinhadas, triture tudo com a varinha mágica muito bem até obter uma textura cremosa e muito sedosa. Se necessário, acrescente mais um pouco de água. Pode fazer este creme com água ou com caldo de legumes. Acrescente um pouco de líquido até ficar com a consistência desejada. Volte ao lume só para deixar levantar fervura por um minuto e retifique de sal.
Quando terminado, sirva no prato, guarneça com o crocante de presunto e sirva de imediato para que o presunto se mantenha estaladiço.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!


terça-feira, 29 de julho de 2014

Bolo de bacon



Este bolo salgado é excelente para levar para pic nics ou outras patuscadas ao ar livre. Neste caso foi feito especialmente para ser partilhado em alto mar, numa noite em que fui observar a captura do polvo, uma aventura fantástica que acabou num belíssimo almoço de arroz de polvo em excelente companhia. Mas, antes de comermos o arroz, pelo meio da madrugada e da manhã a fome apertou e o bolo de bacon foi bem recebido :)

Ingredientes:
200 gr de bacon
150 gr de farinha de trigo
100 gr de mozarella light ou outro queijo ralado a gosto
3 ovos
1 cebola média/grande
1 dl de azeite
1,2 dl de leite
1 colher de chá de fermento em pó
Sal e pimenta qb

Preparação:
Unte uma forma de bolo inglês e pré-aqueça o forno a 180º. Corte a cebola em gomos (meias lulas) e cozinhe-a em metade do azeite até amolecer e começar a ficar transparente. Depois adicione o bacon em cubinhos e deixar cozinhar e libertar sabor por uns minutos, sem nunca deixar queimar. Depois de pronto, deixe arrefecer completamente. Depois de frio junte a farinha, o fermento, os ovos inteiros e vá misturando bem. Adicione o leite, o restante azeite e o queijo ralado. Tempere com sal e pimenta moída, volte a envolver toda a massa e deite na forma. Leve ao forno por 45 minutos.

Quando cozido, desenforme e sirva em fatias num lanche ou como refeição principal, acompanhado de uma salada.

Bom apetite!

domingo, 27 de julho de 2014

Cantaril no forno


Gosto muito, mesmo muito de cantaril. É um peixe de carne branca e firme, dos meus preferidos. É bom grelhado, inteiro ou escalado. no forno e em caldeirada. Desta vez fiz com este peixe um prato muito simples, no forno, com o cantaril inteiro aromatizado com alguns legumes e ervas aromáticas. Cozinhei-o destapado para tostar a pele e as rodelas de chouriço que lhe juntei, mas também fica muito bom se cozinharem o peixe embrulhado em papel vegetal ou folha de alumínio.

Ingredientes para 2 pessoas:
1 cantaril de 800 a 1000 gr
Meio alho francês
2 dentes de alho
1 cebola média
Sal qb
0,7 dl de azeite
0,7 dl de vinho branco
6 rodelas de chouriço de carne
1 ramo de cheiros com salsa, coentros e 1 folha de louro

Preparação:
Tenha o peixe arranjado (depois de retiradas as guelras e restantes entranhas) e faça-lhe uns golpes oblíquos. Nestes golpes insira as rodelas de chouriço de carne e os dentes de alho esmagados. Tempere o peixe com sal grosso. Faça um ramo de cheiros com salsa, coentros ou outras ervas a gosto e insira na barriga do peixe com mais uma rodela de chouriço.
Num tabuleiro de pirex coloque o azeite, o vinho branco, a cebola em gomos e o alho francês em rodelas. Coloque o peixe por cima e leve ao forno a 180ºC durante cerca de 30 minutos. Pode virar o peixe a meio da cozedura. Não deixe cozinhar demais (apenas o tempo suficiente para a carne estar toda cozinhada sem que exista sangue junto à espinha, depende do tamanho do peixe, mas nunca deve cozinhar excessivamente para não ficar seco).
No fim sirva com os legumes e o molho que se formou, refresque com mais uns raminhos de salsa fresca e sirva com uma salada verde.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!



 

As nossas árvores dão muitaaasss ameixas... fizemos compota e um bolo!



No terreno dos meus pais existem quatro ameixeiras, todas diferentes: uma de ameixas pretas, outra de amarelas, uma outra de ameixas Rainha Cláudia e outra ainda de umas ameixas grandes, vermelhas escuras por fora e muito mais claras por dentro, com variações de tom entre o amarelo e o laranja torrado. Estas últimas são muito aromáticas. As pretas são docíssimas e as amarelas são as preferidas da minha mãe, que gosta da fruta mais ácida. As Rainha Cláudia são absolutamente deliciosas, pena essa ser a árvore que dá menos quantidade de fruta.
A ameixeira das ameixas pretas ou vermelhas é a que dá mais quantidade. Por muito que se apanhe, se coma e se dê aos amigos, uma parte dos frutos acabam por cair no chão de maduros. A minha mãe costuma fazer doce destas ameixas. Este ano ficou particularmente bom, uma compota escura e suculenta, com um aroma de canela qb, uma maravilha! 
Entretanto eu revolvi os livros de culinária aqui por casa e encontrei uma receita de bolo de amêndoa e ameixas pretas. Pode ser feito com ameixas secas, mas o ideal é fazer com as frescas, que foi o que eu usei. Ficou muito bom, é um bolo de sabor distinto e diferente. Pode ser comido só ou acompanhado da compota das mesmas ameixas, que foi o que eu fiz e fique com uma "sobremeixa" excelente.

Nota: também é um bolo bom para aproveitar claras, dado que não leva nenhuma gema.

Bolo de amêndoa e ameixas pretas

Ingredientes:
300 gr de amêndoas sem pele moídas
200 gr de ameixas pretas frescas sem caroço
10 claras
200 gr de açúcar amarelo

Preparação:
Partem-se as amêndoas em quatro, ou ao meio se ferem pequenas, e junta-se com a amêndoa e o açúcar. Bata as claras em castelo bem firme e junte ao preparado anterior. Unte uma forma de fundo amovível e encha-a com a massa. Leve ao forno a 170ºC durante cerca de 30 minutos. Verifique com um palito se o bolo está cozido
Sirva apenas assim ou com a compota de ameixa. com um pouco de iogurte grego também fica bom.

Doce de ameixa:
Coloque num tacho 600 gr de açúcar amarelo por cada quilo de ameixas já lavadas e sem caroço. Junte um pau de canela e deixe cozinhar até estar no ponto. Esta é a forma como a minha mãe o faz. Ela corta as ameixas ao meio apenas e não lhes retire a pele, apenas o caroço, pelo que o doce fica bastante consistente e podemos encontrar generosos pedaços de ameixa.

Bom apetite!




sexta-feira, 25 de julho de 2014

Ervilhas guisadas com chouriço, ovos escalfados e aroma de hortelã


Entre favas e ervilhas, esta semana comeram-se muitas leguminosas verdes cá em casa. São alimentos saborosos, nutritivos e fáceis de preparar. Este prato fez-me lembrar a infância, na altura em que não havia (ou pelo menos não eram minhas conhecidas) as ervilhas congeladas.  A minha mãe comprava ervilhas frescas, na época delas, e pedia a minha ajuda para as descascar. Era um trabalho giro porque, de vez em quando, havia bolinhas verdes a saltar pela cozinha e nesses momentos eu parava de descascar com o pretexto de ir procurar os berlindes verdes fugidos. Também era uma tarefa compensadora porque o alguidar ficava cada vez mais cheio de ervilhas, enquanto o monte das vagens verdes dava lugar a um aglomerado de cascas. Aos olhos de uma criança parecia, inicialmente, uma tarefa impossível de concluir, mas conforme o monte de bolinhas ia crescendo dentro do alguidar, eu passava a acreditar que o almoço ou o jantar acabaria por se fazer e por ser bom. Normalmente esta era uma tarefa de sábado à tarde.

Ingredientes para duas pessoas
500 gr de ervilhas congeladas ou frescas já descascadas
2 ovos grandes
Meio chouriço de carne de boa qualidade
2 colheres de sopa de azeite
1 dente de alho
1 cebola média
1 tomate maduro grande
Sal e pimenta qb
1 raminho de hortelã
Arroz branco para acompanhar (opcional)

Preparação:
Corte o chouriço em rodelas e deixe-o alourar num tacho anti aderente até ficar ligeiramente tostado. Nesse momento junte a cebola picada e o dente de alho esmagado. Deixe refogar um pouco sem que a cebola ganhe cor. Junte as ervilhas e o tomate maduro bem desfeito, cortado em pedacinhos. Tempere com sal e junte a hortelã. Junte também um pouco de água (muito pouca, cerca de 0,5 dl). Deixe as ervilhas cozinharem no tacho sem tampa até estarem tenras, mas ainda crocantes (30 a 40 minutos).  Os legumes verdes devem cozinhar destapados para manterem o verde vivo e não perderem a cor. Junte colheradas de água quente se necessário, apenas se constatar que as ervilhas estão a secar. Deixe cozinhar em lume médio. No fim retifique o sal e retire o ramo de hortelã.
Entretanto prepare a água de cozedura para os ovos escalfados. Escalfei os ovos à parte para ficarem perfeitamente "no ponto" e não cozinharem demais. Para fazer um ovo escalfado na perfeição (clara cozida e gema líquida), siga os seguintes passos:

- Num tacho deite meio litro de água com duas colheres de sopa de vinagre e não junte sal. O vinagre vai alterar o PH da água e ajuda a clara a ficar em torno da gema e não se separar.
- Deixe a água ferver e, quando isso acontecer, reduza o lume para obter uma fervura suave (só com umas bolinhas a formar na água).
- Com uma colher agite a água em círculos para formar um remoinho no meio do tacho.
- Entretanto deve ter partido um ovo para dentro de uma chávena ou tigela.
- Quando o remoinho estiver pronto, deite o ovo com muito cuidado no centro do remoinho e deixe-o cozinhar assim entre 2,5 a 3 minutos, até estar no ponto explicado anteriormente.
- Assim que a clara estiver cozinhada, retire. Se desejar a gema mais cozida, só líquida no meio, mas com uma camada sólida à volta, deixe o ovo na água mais uns momentos. Faça conforme o seu gosto e não se esqueça que o ovo só é temperado no fim.
- Os ovos têm que ser escalfados um de cada vez. Quando prontos, retire com uma espumadeira.
- Depois de cozinhados, tempere com sal e pimenta.
Disponha os ovos em cima das ervilhas com chouriço e abra o ovo, deixando escorrer a gema, para que a sua cremosidade torne o seu prato ainda mais suculento.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!








terça-feira, 22 de julho de 2014

Peixe espada frito com favas


Tão simples e tão bom! Peixe frito com favas, simplesmente. Eu gosto muito de peixe, como os seguidores mais habituais da Deliciosa Paparoca já se devem ter apercebido, mas o peixe espada talvez seja, curiosamente, o peixe que menos me agrada. Estive mesmo alguns anos sem o comer porque, como gosto de tantos outros peixes, "decidi" que não perdia muito em deixar este de lado. Se calhar perdi... mas ainda vou a tempo de recuperar sabores ;)
O que me agrada menos é a textura um pouco mole do peixe espada. Apesar disso, como gosto de experimentar de tudo e normalmente tudo me agrada, voltei ao dito chato e comprido e, dependendo de como é temperado e confecionado, até fica muito agradável.

Esta receita não tem propriamente quantidades muito certas, pois tudo depende da quantidade de peixe que fizerem, conforme o número de pessoas que vão servir. O "truque" está nos detalhes. Para tornar o peixe mais saboroso temperei-o com antecedência com um pouco de sumo de limão, sal e bastante alho ralado. No momento de fritar, sequei-o muito bem com papel absorvente e passei-o por farinha de milho amarelo. A farinha de milho torna o peixe frito mais crocante e douradinho.

Para as favas, fiz um refogado ligeiro com azeite, cebola picada e alho. Juntei as favas, temperei de sal e adicionei coentros. Reduzi e lume e deixei estufar até as favas ficarem macias. Se necessário, deve juntar um pouco de água para as favas não secarem nem pegarem ao tacho.
Sirva as favas com o peixe e rodelas de limão para refrescar. Uma salada verde também acompanha bem.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Salada de frango, fusilis e cogumelos


Fiz esta salada para aproveitar sobras de frango no churrasco. Desfiei o frango, cozi uns fusilis e depois fui ver o que mais havia no frigorífico... O resultado foi esta salada fresca e nutritiva. Espero que gostem da sugestão.

Ingredientes para 1 salada/pessoa:
1 peito de frango ou outras sobras de frango assado ou cozido
Uma mão cheia de massa fusili tricolor ou outra a gosto
100 gr de cogumelos brancos frescos
1 cenoura média
3 folhas de alface
3 nozes
Azeite qb
Vinagre balsâmico qb
1 dente de alho
Sal qb
1 colher de sopa cheia de salsa picada muito finamente

Preparação:
Coloque água com sal a ferver para cozer a massa e dar tempo que esta arrefeça, dado tratar-se de uma salada fria. Coze a massa até estar al dente. Desfie o frango ou corte-o em pedaços pequenos, conforme o gosto. Arranje os cogumelos, corte-os em quartos e salteie-os num pouco de azeite e um dente de alho picadinho.
Descasque a cenoura e rale-a em fios grossos. Corte as folhas de alface em juliana e junte estes ingredientes ao frango desfiado. Assim que a massa tiver arrefecido, junte-a também. Quando os cogumelos estiverem prontos, deixe arrefecer e junte aos ingredientes anteriores. Misture tudo.
Num frasco com tampa (costumo usar um frasco vazio de compota para fazer isto) misture uma proporção de três para uma parte de azeite e vinagre balsâmico, junte um pouco de sal, a salsa muito picada e um pouco do suco de cozinhar os cogumelos. Agite bem o frasco de forma a emulsionar bem todos os ingredientes e deite por cima da salada. Numa tigela, envolva tudo bem e depois deite no prato. Termine deitando por cima de tudo 3 nozes partidas em pedacinhos.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!

terça-feira, 15 de julho de 2014

Pavlova com compota de ruibarbo e cerejas



A pavlova é uma sobremesa que entrou na moda das nossas cozinhas há uns tempos e que também pode adoptar outros nomes conforme o país. Os ingleses chamam-lhe Eton Mess e é a sua sobremesa estival por excelência. Mas, para conseguirmos esta versão inglesa, que se serve tradicionalmente na partida anual de críquete a 4 de junho em Eton College, o merengue deve acompanhar de ruibarbo, tal como eu fiz neste caso.
No entanto, a sobremesa pavlova terá sido, garantem os franceses, inventada em terras gaulesas pelo grande chef Auguste Escoffier, responsável pela cozinha do charmoso Ritz, em Paris, nos finais do século XIX. À semelhança do hotel, esta também é uma sobremesa cheia de charme, com imensa voluptuosidade e delicadeza ao mesmo tempo. No fundo trata-se de um merengue cozinhado no forno a baixa temperatura de forma a que fique estaladiço por fora e tipo nuvem por dentro. O chef francês, ou alguém por ele, lá entendeu que um doce tão belo devia ter um nome digno, pelo que resolveram homenagear a brilhante bailarina russa Anna Pavlova, que encantou com o "Lago dos Cisnes" nos palcos das óperas e teatros do século XIX, e deram o seu nome à sobremesa.
Tantas histórias em torno deste doce... uma delícia!

Para o merengue:
4 ovos grandes (só as claras), 175 gr de açúcar branco refinado, 1 colher de sopa de amido de milho (maizena), 1 colher de chá de sumo de limão, 1 colher de chá de extrato de baunilha

Pré-aqueça o forno a 140º. Prepare o merengue batendo as claras em castelo na velocidade máxima da batedeira. Quando começarem a ficar consistentes, mas não demasiado rijas, comece a adicionar o açúcar, colher a colher, sem nunca deixar de bater. Neste momento adicione o sumo de limão e reduza a velocidade para média/alta, mas já sem ser no máximo. Conforme for adicionando mais açúcar, o merengue continua a ganhar consistência, ficando mesmo muito denso, mas macio (vai notar que as claras vão oferecer cada vez mais resistência conforme se passa com a batedeira). No fim de adicionado todo o açúcar, junte a maizena peneirada e o extrato de baunilha. Bata um último minuto só para misturar. No total deve estar cerca de 10 a 12 minutos a bater o merengue.
Num tabuleiro coloque papel vegetal e disponha o merengue por cima com a ajuda do saco de pasteleiro. Deve encher o saco de pasteleiro e ir fazendo círculos de dentro para fora até ter uma coroa toda repleta de merengue. se não tiver saco de pasteleiro, coloque colheradas, desde que respeite a forma redonda. Leve ao forno a 140º por uma hora e nunca abra o forno. No fim dos 60 minutos, desligue o forno e deixe ficar até que arrefeça um pouco (10 a 15 minutos). Depois abra a porta e deixe ainda repousar mais uns 15 minutos antes de retirar para não haver grandes diferenças de temperatura.
Guarnição:
Bata 200 ml de natas (usei de soja, especiais para bater) com 3 colheres de sopa de açúcar refinado até ficarem firmes. As natas devem ser colocadas por cima do merengue depois deste estar completamente frio. Depois deve guarnecer com uma compota a gosto, de preferência de frutos de cor vermelha, dado que as cores mais tradicionais da pavlova são o vermelho e branco.
Eu optei por compota de cerejas e ruibarbo, uma planta da qual só se comem os caules e não as folhas. É muito comum em Inglaterra e na Holanda, apesar de ser originária da Ásia. Por cá conseguimos encontrar em alguns supermercados. O sabor é algo ácido, mas muito agradável depois de se juntar açúcar e/ou outros frutos. Como não é um alimento barato, podem optar por outro tipo de fruto, como morangos, alperces, cerejas ou um mix de bagas vermelhas


Compota de ruibarbo e cerejas: 350 gr ruibarbo em pedaços de 2 cm, 150 gr cerejas frescas sem caroço, 200 gr açúcar e 1,25 dl de água

Coloque a água e o açúcar num tacho e deixe ferver. Nesse momento adicione a fruta, mexa e deixe estufar até atingir um ponto de compota. Deixe apurar entre 20 a 40 minutos, conforme pretenda a compota mais fluída ou mais espessa.

Esta receita de pavlova resultou de uma mistura de receitas de livros de chefs ingleses que tenho na minha cozinha, como Gordon Ramsay e Sophie Dahl. Se pesquisarem na net ou noutros livros, vão encontrar outras. Eu gosto desta versão porque não é doce demais e o merengue ficou perfeito, como podem ver nas fotos. O interior ficou suave e cremoso e a compota com um sabor diferente deu-lhe um toque muito especial. 





segunda-feira, 14 de julho de 2014

Salada de lapas



Peixes e mariscos fazem as minhas refeições preferidas e, durante o verão, ainda há mais apetite para este tipo de iguarias. Uma ida até Peniche resultou em que trouxemos estas lapas, que não foram apanhadas por mim, mas foram compradas vivas e frescas e vieram até à minha cozinha fazer as nossas delícias e de uns amigos que ficaram para jantar depois de um agradável dia de praia.
Cozinhar as lapas em arroz, podendo este ser só de lapas ou de lapas e um bom peixe ou camarões, também é muito bom. E confecioná-las na chapa, como fazem tradicionalmente nos Açores, também é um petisco delicioso. Mas, desta vez, deixo-vos a sugestão mais simples de todas: uma salada de lapas que se faz em menos de 10 minutos e surpreende qualquer palato com o sabor a mar intenso e maravilhoso deste marisco.

Ingredientes:
1 kg de lapas frescas
2 colheres de sopa de azeite
Meia colher de sopa de vinagre (usei balsâmico)
2 colheres de sopa de salsa picada muito finamente
1 colher de sopa de cebola picada muito finamente
Sal e pimenta qb

Preparação:
Preparar lapas para as deixar "no ponto" é tão minucioso como cozinhar a maioria dos mariscos. Os mariscos têm tempos de cozedura precisos e, se ficarem demasiado passados, tornam-se secos. No caso das lapas podem mesmo tornar-se intragáveis, pois ficam "borracha rija" se exagerarmos no calor que lhes damos. Por isso, sigam exatamente o modo de confeção, que é muito simples, e garanto-vos um petisco simples, rápido e delicioso!
Primeiro que tudo ponham ao lume 1,5 litros de água sem sal a ferver.
Lavem as lapas (vivas e com a concha) em água e sal só para tirar algum resto de areia que possam ter. Numa tigela cheia de água (1,5 a 2 litros) basta deitarem 2 colheres de sopa de sal grosso e lavarem aí as lapas. Depois retirem-nas da água e coloquem-nas numa tigela larga ou alguidar.
Assim que a água estiver a ferver, apaguem o lume e deitem esta água a ferver por cima das lapas. Logo de seguida (é mesmo imediatamente, estamos a falar de segundos), as lapas começam a soltar-se da concha. Assim que isto acontecer retire-as imediatamente com uma espumadeira. Vá retirando rapidamente as lapas para um prato ou tigela sem água. Não as deixe ficar mais tempo na água quente porque vão enrijar. As maiores podem levar um pouco mais de tempo a soltarem-se, mas nunca mais de um minuto. Esta operação tem que ser feita rapidamente até termos retirado todos os miolos de lapa dentro da água. A isto dá-se o nome de "escaldar" as lapas. se desejar fazer arroz, coe a água com um passador, aproveite-a para cozer o arroz e adicione as lapas só no fim da confeção.
Voltando à nossa salada, depois das lapas escaldadas, resta temperá-las. Eu fiz como se estivesse a temperar uma salada de polvo. Temperei com um bocadinho de sal (não muito, pois não é necessário, o sabor a mar já é muito forte), pimenta preta moída na altura, cebola e salsa picadas e azeite e vinagre. Misturei tudo bem e servi em cima de umas fatias de pão caseiro. Estava muitooooo bom :)
Como podem ver na foto, a nossa mesa tinha outras coisas trazidas do mar, como sardinhas e berbigões. Os croquetes foram exigência do meu sobrinho e do meu marido... apesar da diferença de idades, às vezes os gostos assemelham-se ;)




sexta-feira, 11 de julho de 2014

Frango com cebolas caramelizadas e aroma de limão


Para finalizar uma semana que foi intensa, pelo menos por estas bandas, sugiro um franguinho muito rápido e suculento para iniciar o fim de semana de forma descontraída.
Fiquem bem e gozem o sol e o calor!

Para esta receita, use as partes do frango que preferir e a quantidade necessária para servir os seus comensais. Eu usei as pernas. Temperei-as de flor de sal e alhos esmagados. Na verdade, ralei-os com um ralador fininho. Usando este método o alho fica muito fininho e os pedacinhos vão envolver toda a carne.
Coloquei um fio de azeite numa frigideira anti aderente e cebolas em quartos. Deixei as cebolas começarem a cozinhar e juntei o frango com a pele para baixo para ficar corada. Deixei começar a caramelizar e depois virei. De seguida baixei o lume para não queimar e deixei o frango acabar de cozinhar. As cebolas vão largar sucos e açúcares, caramelizando e criando um molho grosso. Se estiver a ficar muito seco, juntem um pouco de vinho branco. Deixem cozinhar cerca de 30 minutos no total. Se necessário, verifiquem junto ao osso se o frango está cozinhado. Desde que não tenha sangue, está pronto e não deve ser cozinhado mais tempo para não ficar seco.
Servi com arroz branco, o molho das cebolas e salada. No fim juntei raspas de casca de limão (só a parte amarela) para dar sabor e frescura.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Salada de feijão maduro e atum


Tenho andado muito a correr e o tempo tem sido apenas o suficiente para preparar umas saladas. Mas como parece que o calor veio para ficar, estas são sugestões frescas e que sabem sempre bem nesta altura do ano. Bom apetite!

Ingredientes para 1 pessoa:

3 colheres de sopa de feijão maduro cozido em água e sal
5 folhas de alface frisada
150 gr de espinafres + alho e azeite para saltear
Meia beterraba crua
1 lata de atum de conserva

1 colher de sopa de azeitonas em rodelas
Sal e pimenta qb
Azeite e vinagre qb

Preparação:
Disponha as folhas de alface no prato. Por cima coloque a beterraba ralada em fios. Descasque os feijões, retirando-os das vagens, e coza-os em água e sal. De seguida deixe arrefecer. Espalhe metade dos feijões por cima da alface. Entretanto salteie os espinafres em azeite e alho durante poucos minutos, até estarem tenros e macios. Deixe arrefecer ligeiramente e faça uma coroa no prato com os espinafres, no meio desse círculo coloque o restante feijão. Guarneça com umas rodelas de azeitonas pretas. Tempere tudo com azeite, vinagre, sal e pimenta moída na altura.

 Nota: o feijão maduro é muito saboroso e começa a aparecer nesta altura do ano. Além de ser bom assim, cozido, é perfeito para feijoadas ou sopas.


domingo, 6 de julho de 2014

Cataplana de cherne com amêijoas e mexilhões


Associo várias comidas ao verão: sardinhas assadas, peixe assado em geral, caracóis, saladas frescas, cataplanas...
As cataplanas fazem refeições ótimas, deliciosas, saudáveis e simples de confecionar. Podemos fazer cataplanas de tudo o que a imaginação e o mercado diário nos fornecer. Esta foi de peixe e bivalves, neste caso, cherne, ameijoas e mexilhões. Estava boa, simples e fresca. Soube bem depois de um dia de praia :)

Ingredientes para 2 pessoas:
400 gr de lombos de cherne já arranjados e sem espinhas
300 gr de amêijoas de boa qualidade
6 mexilhões meia casca (há congelados de boa qualidade, mas também podem usar frescos com casca, nesse caso devem ser limpos previamente)
3 tomates maduros
1 cebola grande
2 dentes de alho
1 malagueta (opcional)
1 ramo de salsa e coentros + folhas de coentros picados para guarnecer no fim
0,5 dl de azeite
Sal qb

Preparação:
Coloque o azeite, os alhos esmagados, a cebola em rodelas e o tomate pelado e cortado em cubos na cataplana. Tempere com um pouco de sal e a malagueta e deixe cozinhar e apurar até a cebola estar macia, mas não totalmente cozinhada. Quando pronta a cebolada (mas não demasiado cozinhada), disponha o peixe por cima e tempere-o com sal. Junte um ramo de salsa e coentros frescos. Deixe cozinhar 5 minutos e depois adicione as amêijoas e os mexilhões.
Em princípio a cataplana vai criar molho com o suco do peixe e de todos os ingredientes mas, se quiser acrescentar suco, adicione um pouco de vinho branco.
No fim, retire as folhas de louro e o ramo de cheiros e polvilhe com coentros frescos picados.
Sirva com batata cozida ou frita, conforme o gosto. Com pão frito também fica bom. Se quiser substituir o cherne por garoupa ou tamboril, também é muito saboroso e os mariscos também são adicionados conforme o gosto de cada um. Todas as variações são possíveis.
As cataplanas são um estímulo à imaginação culinária de conjugações simples e deliciosas!

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!




sexta-feira, 4 de julho de 2014

Bolo Basco



No vasto e variado portefólio de livros de culinária que tenho, cabem uns pequeninos livros, tipo livro de bolso, que são dedicados à gastronomia de vários países. A edição foi responsabilidade do jornal Público, há uns anos, e o meu marido foi colecionando alguns exemplares dos países que mais me interessavam. O Rui não quer que me falte nada, pelo que está sempre a contribuir para que não se me acabem as ideias de cozinhados e receitas. Veem algum interesse nisto da parte dele?... ;)
Bom, de livrinho em livrinho, lá juntei países como o Brasil, o México, a Itália e... a França. França, esse território mítico para a gastronomia do mundo, onde nasceram tantas criações clássicas, que se mantêm atuais ou deram origem a novas e deliciosas ideias. E foi do livro dedicado ao país do queijo, do chantilly e do coq au vin que retirei esta receita de Bolo Basco. Nunca tinha experimentado este bolo, mas calculei que seria bom. Tenho a dizer que não é bom... é divinal!
Crocante por fora, tipo biscoito muito amanteigado, depois... cremoso por dentro, a saber a leite creme, uma delícia. E tudo aromatizado pela baunilha e pelo rum. Se bem que adicionei rum apenas na massa e no creme não, por esquecimento. Como adorámos o bolo assim, de futuro vou continuar a fazer tal e qual, mas deixo-vos a receita completa com a indicação de onde deve entrar o rum.

Nota importante é referir que usei uma forma de 17 cm de diâmetro, que é bem mais pequena do que as de medida standard. Usei esta forma, apesar da receita não ter indicação sobre isto, porque verifiquei que as quantidades não eram suficientes para um bolo grande. Além disso torna-se muito mais fácil montar o bolo assim com uma forma pequena, aconselho a fazerem o mesmo.
Fiquem com a receita e bom apetite :) Este bolo é mesmo muito bom e guloso!

Ingredientes:
Massa: 200 gr de farinha, 170 gr de açúcar, 140 gr de manteiga, 1 gema de ovo, 1 colher de chá de fermento, 1 colher de sobremesa de rum amarelo, uma colher de café de extrato de baunilha.
Creme: 2,5 dl de leite, 4 gemas de ovo, 90 gr de açúcar, 30 gr de farinha peneirada, 1 colher de sobremesa de rum amarelo, 10 gr de manteiga, meia vagem de baunilha

Preparação:
Comece por preparar a massa. Bata a manteiga com o açúcar e a farinha. Pode fazê-lo num processador de alimento ou à mão. Junte o fermento, a gema de ovo, o rum e o aroma ou extrato de baunilha. Bata tudo muito bem e faça uma bola com a massa. Embrulhe em película aderente e deixe repousar 1 hora no frigorífico. Esta massa vai ficar muito mais densa que uma massa de bolo comum, mas mais mole e tenra do que massa de biscoitos. No entanto é suficientemente moldável.

Enquanto a massa repousa, faça o creme. Junte as gemas com o açúcar e bata bem. Depois adicione a farinha e mexa até conseguir uma massa homogénea. Ferva o leite com meia vagem de baunilha (raspe as sementes do interior para dentro do leite). Junte o leite em fio à mistura anterior. Leve ao lume lento até engrossar, sem deixar formar grumos. Se lhe acontecer engrumar/encaroçar, passe o creme com a varinha mágica. No fim, com o creme ainda quente, junte a manteiga que vai derreter com o calor. Aromatize com o rum, mexa e deixe arrefecer.

Unte a forma com manteiga e polvilhe com farinha. Divida a massa em dois bocados (um maior do que o outro). Pegue no maior e forre o fundo e "paredes" da forma de modo a ficar com uma taça que vai receber o creme (ver foto em baixo). Deite o creme lá dentro (este está muito mais líquido do que a massa, que é sólida). Estenda o resto da massa com o rolo para formar uma placa que vai servir de "tampa". Coloque esta tampa por cima da outra massa e feche os rebordos, pressionando com os dedos entre as duas zonas de massa. Leve ao forno pré-aquecido a 200º durante 35 a 40 minutos, no máximo, conforme tenha um forno mais ou menos potente. No fim deste tempo, retire e deixe o bolo arrefecer até o retirar da forma. Espere algum tempo antes de o abrir.
Para o meu gosto, este bolo beneficia de um bocadinho de frio antes de servir. Não o sirva gelado, mas um pouco fresco. Quando cortar as fatias, a parte de fora deve estar tenra, mas rijinha, enquanto a de dentro fica cremosa.





quarta-feira, 2 de julho de 2014

Hamburguer de salmão com courgette salteada e chips


Esta é uma sugestão boa para crianças, não esquecendo os adultos, os que gostam de peixe e mesmo os que lhe torcem o nariz ;) Uma refeição de hamburguer e batata frita que pode ser aprovada com distinção por qualquer nutricionista!
É uma forma saborosa e muito saudável de comer peixe, neste caso salmão. As tranches de salmão que usei eram de mar (peixe capturado) e muito saborosas. Juntei-lhes tempero a meu gosto, mas podem dar largas à imaginação e fazer outras variantes (com cebola roxa, com outro tipo de ervas aromáticas ou até com especiarias). A courgette salteada fez parceria na perfeição e as batatas foram confecionadas na Actifry, pelo que foram cozinhadas com muito pouca gordura. Outros acompanhamentos que também podem ligar bem com os hamburgueres de salmão: feijão verde cozido, salada de tomate ou uma salada de couscous e legumes.

Ingredientes para 4 hamburgueres:

500 gr de lombos ou tranches de salmão
Meio alho francês
Flor de sal e pimenta qb
1 pedaço do tamanho de um dente de alho de gengibre ralado
Raspas de meio limão
Salsa (2 pezinhos)
1 colher de chá de molho de soja

Acompanhamento: 1 courgette, 1 dente de alho, tomates cereja, sal qb e azeite para saltear

Preparação:
Coloque numa picadora ou processador de alimentos o salmão cru cortado em cubos, o alho francês (parte branca) em rodelas grossas, o gengibre e todos os restantes temperos, incluindo o sal. Triture tudo bem. Retire e faça 4 bolas grandes, que depois deve achatar com as mãos, com a ajuda de uma espátula ou de uma forma redonda. Molde os hamburgueres com cerca de 2 centímetros de espessura. Não é obrigatório, mas será conveniente deixar os hamburgueres no frio por 30 minutos para que fiquem mais consistentes.
Quando chegar a altura de os cozinhar, deite um fio de azeite numa frigideira anti aderente e deixe aquecer bem. Coloque os hamburgueres e deixe cozinhar 2 minutos de cada lado. Vire com a ajuda de uma espátula larga. No fim do tempo retire, não os deixe cozinhar demais para não ficarem secos.

Sirva com a courgette cortada em cubos (de forma a que todos os pedaços tenham casca) e salteada em azeite e alho. Nos últimos minutos, juntei uns tomates cereja que também saltearam com a courgette. Também juntei a este prato umas chips feitas na Actifry e um pouco de molho maionese de compra, pois não tive tempo de fazer outro desta vez. Mas deixo-vos uma sugestão leve e fresca, uma receita da Mafalda Pinto Leite que costumo fazer para acompanhar nugets de frango no forno, mas que também combina bem com estes hamburgueres.

Molho de iogurte:
250 gr de iogurte natural ou grego (sem açúcar)
1 dente de alho
Sumo de meio limão pequeno
1 cenoura ralada (triturada, muito desfeita)
Sal e pimenta qb
Coloque a cenoura e o dente de alho numa picadora e pique até ficar tudo completamente desfeito. De seguida deite numa tigela, junte o iogurte e os temperos e misture tudo muito bem. Sirva com os hamburgueres.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!




terça-feira, 1 de julho de 2014

Esparguete com salsichas e espinafres, tudo gratinado no forno



O jantar hoje foi assim. Tinha sobrado esparguete do almoço e umas salsichas frescas de perú, que tinham sido grelhadas. E carne grelhada não é coisa fácil de aproveitar porque fica sem graça... Mas, com um pouco de imaginação e muito sabor, tudo se transforma numa deliciosa refeição!


Fica a ideia... Espero que gostem.


Num tabuleiro de forno misturei a massa que tinha sobrado (suficiente para duas pessoas) com folhas de espinafres crus (umas duas mãos bem cheias, neste caso era o resto do molho de espinafres). Cortei as salsichas (cinco unidades) em pedacinhos e juntei também à massa. Misturei tudo dentro do tabuleiro. Por cima adicionei uma mistura de mozarella e queijo da ilha ralados. Bati um ovo inteiro com 150 ml de nata de soja e uma colher de chá de mostarda e deitei uniformemente por cima da massa para cobrir toda a superfície. Coloquei um cacho de tomates cereja por cima e polvilhei com pimenta preta moída na altura. Levei ao forno a gratinar por 30 minutos.
Estava uma delícia e tudo se aproveitou! Este tipo de prato pode ser confecionado com qualquer tipo de massa e restos de carnes.
Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!