sábado, 28 de junho de 2014

Hummus de grão e tomate seco


Este não é exatamente o hummus tradiconal arábe, mas sim uma receita inspirada na original à qual dei sabores mais ibéricos. Podemos chamar-lhe hummus ou, simplesmente, um dip ou pasta para comer com pão tostado ou legumes crus em palitos. A ideia é "mergulhar" o pão, as tostas ou os legumes na pasta e degustar assim mesmo sem mais demoras. Serve como entrada e também é bom para lanches e refeições de petiscos. Esta receita rende uma taça de humus (uma chávena de chá grande bem cheia).

Ingredientes:
200 gr de grão de bico cozido
25 gr de tomates secos
1 colher de chá de oregãos
1 dente de alho
2 colheres de sopa do óleo do frasco dos tomates secos ou a mesma quantidade de azeite de boa qualidade (mais um fio de azeite para pôr por cima antes de servir)
20 gr de cebolinho fresco
25 gr de azeitonas descaroçadas
Meia malagueta picante
1 colher de chá de vinagre balsâmico
Uma pitada de pimenta moída
Uma pitada de flor de sal moída

Preparação:
Coloque todos os ingredientes (excepto o sal e pimenta) numa picadora ou processador de alimentos ou até mesmo num copo para triturar com a varinha mágica (foi como fiz). Triture tudo até formar uma pasta homogénea. Se achar que está muito seca, junte um pouco da água do grão cozido. Depois tempere com o sal e a pimenta e mexa bem. O hummus deve ficar com uma consistência de paste ou paté firme.
Sirva numa taça, colocando um fio de azeite por cima e polvilhando com cebolinho picado (também pode decorar com pedacinhos de azeitona ou de tomate seco). Para acompanhar, qualquer tipo de pão, tosta, pão árabe, tipo "pita" ficará bem. Eu servi com uns palitos largos (de compra) de trigo com sal e sementes de girassol. Eram muito bons e crocantes.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!




sexta-feira, 27 de junho de 2014

Bolo de queijo ricotta e frutos silvestres da prima Margarida




Comi este bolo há umas semanas num jantar em casa da prima Margarida e do primo Zé Lopes, de onde saímos quase a rebolar... O cozinheiro de serviço fez os pratos principais, todos muitos bons, e a Margarida preparou várias sobremesas, entre elas este bolo que me "caiu no goto" logo quando olhei para ele... Quando provei, confirmou-se o aspeto: uma delícia! Como sou doidinha por queijo, assim que percebi que o dito cujo levava queijo na sua preparação, ainda fiquei a gostar mais dele ;)

A Margarida teve a gentileza de dar a receita. Ainda não a fiz, só dei ao dente no referido jantar... Mas pretendo experimentar e deixo-vos a sugestão para que tenham um doce fim de semana.
Nota: estas quantidades fazem um bolo bastante grande, rende 12 fatias ou mais.
 
Ingredientes:
150gr de açúcar
150gr de margarina (podem usar uma margarina vegetal leve, como a Planta ou Becel sabor a manteiga)
2 ovos inteiros + 1 gema
120gr de farinha de trigo
30gr de chocolate em pó

Para a parte de cima: 1 lata de leite condensado, 6 ovos inteiros, 1 embalagem de 250 gr de queijo ricotta. 1 frasco de compota de frutos silvestres (300 a 350 gr).

Preparação:
Bata a margarina com o açúcar muito bem e depois junte os ovos, a farinha e o chocolate. Numa forma de fundo amovível (obrigatório porque o bolo não pode ser virado ao contrário para desenformar), deita-se a mistura e leva-se ao forno cerca de 20 minutos a 190º. Coloque a forma na parte inferior do forno e vá testando com um palito para ver se está cozido ao fim dos 20 minutos.

Entretanto, vá preparando a parte de cima. Desfaça o queijo com um garfo. Depois deve bater com uma colher todos os ingredientes (ovos, leite condensado e queijo), misturando até obter uma consistência homogénea. Vai ficar com um aspeto líquido. Deita-se este preparado por cima da base de bolo que está na forma e, por cima, coloca-se o doce de frutos silvestres até cobrir toda a superfície do bolo. Como o preparado de queijo está líquido, a compota vai afundar, mas é normal. No fim, vai ficar uma mistura deliciosa.
Coloque novamente a forma no forno a 180º, agora na zona do meio do forno. Deixe por cerca de 45 minutos ou até a parte superior estar firme (teste com um palito) e de tom castanho.
Se fizer o bolo no verão, leve-o um pouco ao frio antes de servir.

Bom apetite!

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Filetes de garoupa na frigideira com arroz cremoso de ameijoas



Sabores do mar, envolvidos pelo delicioso e tão português arroz carolino. Portugal à mesa, com muito sabor, muita saúde e muita frescura! É essa a proposta de hoje, uma receita que foi inspiração do momento, no fim de um dia de trabalho. Uma ótima forma de relaxar e de comer um bom jantar, claro ;)

Ingredientes para 2 pessoas:
6 filetes de garoupa (500 a 600 gr de peixe)
1 chávena de chá de arroz carolino
Meio quilo de ameijoas (pesadas com a casca)
1 raminho de coentros
5 dentes de alho
1 cebola média
1,5 dl de azeite
Sal e pimenta qb
1 pedaço de gengibre fresco do tamanho de um dente de alho
1 dl de vinho branco
1 colher de sobremesa de manteiga

Preparação:
Arranje os filetes de garoupa, retirando todas as espinhas, mas mantendo a pele, e tempere-os com sal, pimenta preta moída, 1 dente de alho grande ralado finamente e gengibre ralado também finamente (a quantidade indicada, não mais). Deixe o peixe a marinar no frio, tapado com película aderente, enquanto prepara o arroz.
Coloque  num tacho 0,5 dl de azeite e 4 dentes de alho muito esmagados. Quando estiver quente, junte as ameijoas e os coentros picados (reserve algumas folhinhas para guarnecer no fim). Cozinhe as ameijoas como se fosse à "Bulhão Pato", mas com o tacho tapado para criar suco. Deixe cozinhar por 2 a 3 minutos e acrescente duas chávenas de água temperada com uma pitada de sal. Tape de novo e deixe cozinhar mais 2 minutos. Quando as ameijoas estiverem todas abertas, desligue o lume e reserve o caldo. Retire as ameijoas do tacho e retire o miolo das cascas, deixando apenas algumas inteiras para guarnecer no fim.
Deite 0,5 dl de azeite num tacho (pode ser o mesmo, depois de retirado o caldo) e a cebola picada. Deixe refogar um pouco até a cebola começar a alourar e junte o arroz carolino. Deixe o arroz frigir um pouco, tal e qual como se estivesse a fazer um risotto. Depois junte o vinho branco, mexa e deixe o arroz absorver o líquido. Junte metade do caldo das ameijoas e vá mexendo com o lume médio. Quando o arroz tiver absorvido quase a totalidade do caldo, junte o restante, retifique de sal e deixe o arroz acabar de cozinhar (não mais do que 15 minutos no total). Quando estiver pronto, adicione o miolo das ameijoas e uma colher de manteiga. Mexa para que a manteiga derreta com o calor do arroz. Volte a tapar o tacho até ao momento de servir.
Entretanto, deite o restante azeite numa frigideira previamente esfregada com um dente de alho esmagado. Deixe o azeite aquecer e coloque cuidadosamente os filetes de garoupa com a pele virada para baixo para que fique bem tostada. Deixei cozinhar por 3 minutos em lume alto. Vire o peixe e deixe cozinhar mais 1 a 2 minutos (se tiver placa vitrocerâmica, pode desligar neste momento e o peixe acaba de cozinhar com o calor que sobra).
Faça o empratamento com o arroz cremoso, os filetes por cima e termine com algumas ameijoas, o azeite de cozinhar o peixe e folhas de coentros.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!  





segunda-feira, 23 de junho de 2014

Quiche de espinafres, queijo, abóbora e bacon


Já não apresentava uma receita com espinafres há uns tempos e isso é estranho. O que é que se passava comigo?... Bom, cá vai mais uma receita com espinafres, daquelas muito rápidas que fiz num domingo à noite quando já chegámos tarde e não havia nada preparado para o jantar. Esta quiche rápida ficou especialmente boa. Não sei porquê... talvez fossem as saudades dos espinafres ;)
Não leva natas nem ovos, a cremosidade é dada pelo queijo, fica uma maravilha!

Ingredientes:
1 placa de massa folhada retangular
200 gr de abóbora
200 gr de queijo da ilha
100 gr de bacon fumado
200 gr de folhas de espinafres
Sal, pimenta e noz moscada qb

Preparação:
Coloque a massa folhada (com o papel vegetal que vem com a embalagem) num tabuleiro de forno retangular. Cobra com lascas de queijo da ilha (metade da quantidade total). Por cima disponha a abóbora (crua) ralada em fios. Depois disponha as folhas de espinafres cruas temperadas com muito pouco sal e uma pitada de pimenta (o sal tem que ser mesmo muito pouco porque o bacon e o queijo já são salgados). Por cima dos espinafres deite o bacon cortado em fatias finas e o resto do queijo em lascas. Termine com uma colher de café de noz moscada ralada. Ajeite as pontas da placa de massa folhada para cima do recheio e leve ao forno a 220º por 15 minutos.
Sirva com salada mista.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!






sábado, 21 de junho de 2014

Arroz de pato


Este clássico é um prato que adoro e, parecendo simples, nem sempre é bom... Em certos restaurantes o prato é confecionado com excelência e até com um toque diferenciador, enquanto outros nos servem um arroz seco e sem graça.
Sendo a base do prato sempre a mesma (o arroz e o pato), certo é que cada cozinheiro tem os seus truques e detalhes que fazem a receita ficar personalizada. Deixo-vos a minha versão mais tradicional, pois às vezes também introduzo variantes. Mas isso fica para outra receita. para já gostava de partilhar esta fórmula simples e saborosa de fazer o arrozinho de pato. Quá quá!

Ingredientes:
1 pato de 2 kg com miúdos
2 cebolas grande + 1 média para cozer com o pato
1 alho francês
3 dentes de alho
1 dl de azeite
2 folhas de louro
3 cravinhos da Índia
1 colher de chá de alecrim
3 chávenas de arroz carolino
100 gr de bacon
80 gr de chouriço de carne de boa qualidade
1 dl de vinho do Porto

Preparação:
Coza o pato com os miúdos em água e sal e com uma cebola espetada com três cravinhos e um alho francês partido ao meio. Depois de cozido, retire a pele e ossos e desfie toda a carne. Reserve a água. Parta os miúdos em pedacinhos (não use o pescoço).
Coloque o azeite num tacho, aqueça e junte as cebolas picadas e os alhos esmagados e picados, bem como as folhas de louro. Deixe começar a refogar e junte o bacon em fatias finas e os miúdos do pato em pedaços. Deixe refogar e cozinhar tudo por uns minutos, sem queimar a cebola. Por fim junte o pato desfiado, o alecrim e o vinho do Porto. Mexa e deixe a carne tomar sabor cerca de 10 minutos com o tacho tapado.
Entretanto vá cozendo o arroz na água da cozedura do pato. Esta água já tem gordura e sal, no entanto deve retificar temperos. Deixe cozinhar o arroz até estar quase totalmente cozido, ou seja, deixe-o ligeiramente "rijinho" (9 a 10 minutos). Por fim, retire o arroz da água da cozedura, mas deixe-o levar algum líquido (não se preocupe em escorrer muito, este líquido vai ajudar a terminar a cozedura do arroz no forno). Misture o arroz com o pato, envolvendo tudo bem. 
Disponha num tabuleiro de forno e guarneça por cima com rodelas de chouriço de carne. Leve ao forno a 220º até estar tostado. Sirva com salada.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!




sexta-feira, 20 de junho de 2014

Garoupa em aromas cítricos com arroz de coco e lima

Esta receita foi mais uma inspiração do livro do Chef Ramsay, "Cozinhar para os amigos", que o meu pai me ofereceu no Natal. A receita original, na verdade, é um caril de peixe, mas eu fiz algumas alterações, de acordo com o que tinha em casa, que deixaram este prato algures entre um caril e uma moqueca de peixe. Seja como for, estava ótimo, fresco e repleto de sabores vibrantes.
O ponto de partida do prato foi uma garoupa fresca que comprei inteira e arranjei em lombos. O arroz também fazia parte da receita do Gordon Ramsay e ficou um excelente acompanhamento.
Achei este prato francamente delicioso e muito próprio para o verão. Adoro garoupa, acho que é um peixe que se cozinha com sucesso de quase todas as formas. Espero que gostem da sugestão, bom apetite ;)

Ingredientes para 4 pessoas:
8 a 10 lombos de garoupa (todos sensivelmente com o mesmo tamanho para cozinharem uniformemente)
Um pedaço de gengibre fresco com 5 cm
2 malaguetas (com ou sem as sementes, conforme queiram mais ou menos picante)
1 cebola grande
5 dentes de alho
1 fio generoso de azeite
5 gr de talos dos pés de coentros frescos (+ 2 colheres de sopa de folhas de coentros)
1 colher de café de sementes de coentros
1 colher de café de cominhos
1 colher de café de canela em pó
1 colher de café de açafrão (usei açafrão em pó)
4 cravinhos da Índia
1 colher de chá de pimenta branca em grão
Sal qb para temperar o peixe e o arroz
2 tomates de cacho maduros
0,5 dl de água
1 dl de leite de coco espesso

Para o arroz:
2 chávenas de chá de arroz agulha ou outro que fique solto
200 ml de leite de coco + 200 ml de água
Sal qb
Sumo de 1 lima
Raspas de coco tostadas para guarnecer (opcional, não usei porque não tinha coco ralado - guarneci com raspas de lima e coentros)

Preparação:
Comece por arranjar a garoupa em lombos, retirando todas as espinhas, mas reservando a pele para o peixe não se desmanchar. Tempere com sal e cubra com umas colheradas de leite de coco até ao momento de cozinhar. Tape com película aderente e reserve no frio.
Ponha o leite de coco, a água, sal e sumo da lima ao lume, tudo junto num tacho. Quando estiver a ferver, adicione o arroz. Coza 8 a 10 minutos em lume médio até o arroz absorver a maioria do líquido. Desligue o lume e deixe continuar a cozer no vapor, com o tacho tapado, por mais 5 a 10 minutos.
Enquanto o arroz cozinha, coloque numa picadora todas as especiarias, incluindo o gengibre, o tomate em cubos, meia cebola, 3 alhos, os pés de coentros (as folhas são para guarnecer no fim). Triture tudo até formar uma pasta.
Coloque o azeite num tacho e junte a outra meia cebola e dois alhos picados. Deixe refogar levemente. Junte a pasta de especiarias, mexa e deixe cozinhar. Junte o leite de coco e um pouco de água com cuidado para que o molho não fiquem líquido nem excessivamente espesso. Tempere com uma pequena pitada de sal (não muito porque o peixe já está temperado). Entretanto junte o peixe, tape o tacho e deixe cozinhar por 10 a 12 minutos. No fim, desligue o lume, reserve por mais 5 minutos, junte as folhas frescas de coentros e sirva com o arroz.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!






quarta-feira, 18 de junho de 2014

Pescada dourada com risotto de cogumelos



Esta é uma daquelas receitas boas para fazer quando estamos com pouco tempo. É muito rápida, prática e saudável e penso que o resultado final é melhor e maior do que o trabalho que realmente dá.
A pescada é o tipo de peixe que se pode preparar de muitas formas e que agrada a todos. Os cogumelos também são muito meus amigos e estão quase sempre cá por casa... Por isso, com estes ingredientes, basta puxar um bocadinho pela imaginação para confecionar um prato de peixe delicioso.

Ingredientes para duas pessoas:
2 postas grandes de pescada
1 dl de azeite
3 dentes de alho
Sal e pimenta qb
1 chávena de chá de arroz arbóreo ou carolino
1 cebola 
200 gr de cogumelos brancos frescos
1 dl de vinho branco
1 colher de sopa de manteiga (usei Becel sabor a manteiga)
1 colher de sopa de queijo da ilha ralado
1 colher de sopa de cebolinho fresco picado

Preparação:
Comece por fazer o refogado do risotto com um generoso fio de azeite, a cebola picada finamente e um alho esmagado. Assim que a cebola estiver transparente, junte o arroz e deixe fritar um pouco. Depois junte os cogumelos laminados, tempere de sal e mexa. Adicione o vinho branco e mexa até o arroz absorver o líquido. Depois vá juntando água a ferver ou caldo de legumes, se tiver tempo de o preparar. Vá juntando aos poucos enquanto o arroz vai cozinhando e absorvendo o líquido. Mexa sempre para não pegar.
Entretanto deite o restante azeite numa frigideira, esmague e pique os alhos e disponha-os na frigideira juntamente com as postas de pescada pescada. Tempere a pescada com sal e pimenta preta moída na altura. Deixe a pescada alourar em lume alto de ambos os lados. A pescada cozinha rapidamente. O objetivo é que fique dourada de ambos os lados e absorva o sabor dos alhos e do azeite.
Termine o risotto, acrescentando o resto do caldo e deixando cozinhar até estar cremoso e no ponto, o que depende do gosto de cada um (prove sempre, é a melhor forma de saber se está bom e a seu gosto). Desligue o lume e acrescente ao arroz uma colher de manteiga, outra de queijo ralado e pimenta moída na altura. Mexa bem para que os laticínios derretam no calor do arroz.
Coloque um montinho de risotto em cada prato e, por cima, os lombos retirados das postas de pescada dourada. Polvilhe com cebolinho picado.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!


 

sábado, 14 de junho de 2014

Tarte de amêndoa e coco


Uns dias de férias no Algarve e vim viciada em doces com amêndoa. Gosto muito da doçaria algarvia e, desta vez, provei algumas tartes de amêndoa excelentes. Quando cheguei a casa fui pesquisar os meus livros de receitas em busca de doces algarvios com amêndoa. Tenho uma coleção de livros das várias regiões do país que saiu há uns anos no jornal Público. No livro dedicado ao Algarve há uma receita de Toucinho do Céu que resolvi adaptar, juntando algum coco e a massa philo para dar a textura crocante. Já fiz por duas vezes, sempre para jantares com amigos e o doce foi muito bem recebido. Espero que também gostem.

Ingredientes:
300 gr de açúcar
2 dl de água
200 gr de amêndoa ralada + 30 gr de amêndoa palitada
50 gr de coco ralado
125 gr de manteiga
8 gemas + 1 ovo inteiro
2 folhas de massa philo
2 colheres de sopa de amêndoa laminada
Açúcar em pó qb para polvilhar

Preparação:
Misture a água com o açúcar num tacho e leve ao lume até o açúcar ficar em ponto de pérola. Quando atingir este ponto, retire do lume, junte a amêndoa pelada e ralada e o coco (a receita pode fazer-se só com um dos ingredientes - 250 gr de amêndoa ou a mesma quantidade de coco). Junte também a amêndoa palitada. Misture bem e leve de novo ao lume e deixe ferver por dois minutos. Retire do lume e deixe arrefecer um pouco. Junte a manteiga e mexa, deixando-a derreter totalmente. Por último bata ligeiramente o ovo inteiro e as gemas e vá juntando os ovos lentamente ao preparado anterior e mexendo sempre para que as gemas não fiquem talhadas.
Cubra uma tarteira com duas folhas de massa philo, colocando uma por cima da outra. Deite o preparado dentro da massa e só depois apare com uma tesoura os excessos da massa. Leve ao forno a 210ºC. Ao fim de 10 minutos polvilhe a tarte com as amêndoas laminadas. Leve novamente ao forno até o recheio estar cozinhado e a tarte tostada (cerca de mais 20 minutos). 
Retire do forno, deixe arrefecer, desenforme e polvilhe com açúcar em pó.
A tarte deve ficar com uma consistência firme, mas húmida, molinha.



quinta-feira, 12 de junho de 2014

Doce de requeijão da Paula


Este doce não foi feito por mim, mas sim pela amiga Paula. Na maioria das vezes ela gosta mais de provar os cozinhados do que de os fazer, mas quando faz aquelas sobremesas que eu adoro, é mesmo uma querida! Mousse de morango e este doce de requeijão são as sobremesas que eu amo que a Paula faça. Ficam sempre boas e o único problema é que dá vontade de comer sem parar, de pôr a tigela à frente e vamos lá, de colherada em colherada, até ao "fundo do tacho"... Não foi assim, claro está, até porque o doce de requeijão foi servido no fim de uma caracolada/churrascada e partilhado com vários amigos. No fim a Paula teve a generosidade de partilhar a receita :) Espero que gostem!

Ingredientes:
300 gr de açúcar
2 dl de água
70 gr de miolo de pão
125 gr de requeijão
6 gemas de ovos
50 gr de manteiga
Canela qb para polvilhar

Preparação:
Leva-se o açúcar com água ao lume até obter ponto de pérola fraco. Junta-se o miolo de pão muito bem desfeito e deixa-se ferve um pouco. Tira-se do lume, deixa-se arrefecer um pouco e junta-se a manteiga. Depois vão-se juntando as gemas batidas com o requeijão desfeito. Mistura-se tudo bem e voltamos a levar ao lume alguns minutos para cozer as gemas. Deita-se o preparado numa taça e polvilha-se com canela.

Bom apetite!

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Caracóis: o petisco do verão!



Caracóis são "O" petisco do verão. Para quem gosta, claro. Eu adoro! Fui habituada a comer desde pequena e gosto mesmo muito. Dos pequeninos, dos grandes, das caracoletas assadas... na família todos gostamos e os nossos amigos, quase todos, apreciam bastante. Há mesmo um tal amigalhaço que faz concursos de "comesaina caracolesca" comigo ;) Ele acha que tem o melhor ritmo a comer os "ranhosos", mas eu bem sei que, se não me distrair, o ultrapasso. No fim do petisco sou sempre eu quem tem o maior monte de cascas de caracóis (vergonha... ou não!).
Por tudo isto e muito mais que se prende com a vontade de convivermos e estarmos juntos em torno da mesa, assim que chega o verão, temos sempre a tradição de inaugurar a "época do caracol" e a "época do churrasco". Na verdade, não é preciso esperarmos pelo solstício de verão para fazermos os bichinhos. Este ano comi caracóis pela primeira vez em maio. E agora, aproveitando o feriado do 10 de junho, confecionei-os para os amigos. Serviu como entrada de um churrasco à maneira. Estava tudo muito bom!

Fiquem com a receita... (para 2 quilos de caracóis)

Lave os caracóis em várias águas até largarem toda a sujidade. Depois coloque-os dentro de um tacho com água a cobrir os caracóis. A água não deve ter sal para que os caracóis não se escondam. Coloque o tacho em lume brando para o calor ir atingindo os caracóis lentamente e estes irem saindo da casca. Se o lume estiver demasiado alto e o calor for muito intenso os caracóis podem esconder-se.
Quando verificar que estão todos mortos e com a cabeça de fora, ponha o lume no máximo e adicione os temperos: um punhado de sal grosso por cada quilo de caracóis, neste caso, dois, 1 cabeça de dentes de alho esmagados, 2 folhas de louro, uma cebola inteira espetada com 3 cravinhos, 1 fio de azeite, 1 colher de chá de mistura de pimentas em grão, 1 malagueta, 3 cubos de caldo de galinha. Junte isto tudo de uma vez e deixe cozinhar, sempre a ferver, durante 20 minutos. Vá retirando, com uma escumadeira, a espuma que se forma.
No fim, desligue o lume e só neste momento mexa os caracóis com um ramo de oregãos secos ou, se não tiver o ramo, deite um bocadinho pouco de oregãos (1 colher de cchá, mais do que isso vai deixar os caracóis amargos). Mexa bem e deixe ficar ao lume com o calor restante para apurar um pouco o sabor. Os caracóis não devem ser cozinhados mais do que os 20 minutos para não ficarem demasiado moles.

O caracol é um alimento muito saudável, com pouco colestrol, baixas calorias e, por outro lado, muitos sais minerais, nomeadamente o cálcio.


segunda-feira, 9 de junho de 2014

Costeletas de peru com favas e ervas aromáticas


Porque adoro favas e porque elas não são boas apenas com entrecosto, deixo-vos esta sugestão. Espero que gostem!

Ingredientes para 4 pessoas:
1 kg de costeletas de peru
800 gr de favas 
0,5 dl de azeite
1 cebola
3 dentes de alho
Meio chouriço de carne em rodelas
1 ramos de cheiro (coentros, louro e hortelã)
1 dl de vinho branco
1 malagueta (opcional)

Peça no talho que cortem a perna de peru (a parte mais grossa, da coxa) em bifes ou costeletas. Mesmo que as costeletas não fiquem muito direitas, não tem importância, pois estes nacos de carne da coxa do peru são sempre muito saborosos e servem para várias receitas. Eu costumo escolher uma perna bem grande, peço que cortem a coxa em costeletas e reservo a zona de baixo, do couto, para assar no forno.

Tempere as costeletas com louro, alho, sal e pimenta preta. Num tacho faça um refogado com azeite, cebola picada, alhos esmagados e algumas rodelas de chouriço de carne de boa qualidade. Deixe alourar um pouco e depois junte as costeletas para alourarem por fora. Assim que estiverem a ficar lourinhas, junte uma quantidade de favas a gosto, um ramo generoso de coentros e um raminho pequeno de hortelã. Adicione um bocadinho de picante, se gostar, e regue com vinho branco. Tape o tacho e deixe cozinhar até as favas estarem tenras.
No fim, retire o ramo de cheiros e adicione mais um raminho de hortelã, mexa para libertar o sabor e retire. Polvilhe com folhas frescas de coentros. Sirva com arroz branco.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!




domingo, 8 de junho de 2014

Tacinhas de alheira com espinafres e ovinho de codorniz


Tapas e petiscos, simplesmente adoro! Sou mesmo apelidada pelos amigos de "petisqueira" ;)
Fiquem com esta sugestão suculenta e tenham um bom domingo.

Ingredientes para 6 tacinhas:
2 alheiras
400 gr de folhas de espinafres
0,5 dl de azeite
2 dentes de alho
1 cebola pequena
6 ovinhos de codorniz
Sal e pimenta qb
Salada para acompanhar

Preparação:
Coloque um pouco de azeite num tacho, pique a cebola e refogue ligeiramente. Junte o interior das alheiras desfeitas (depois de lhes retirar a pele). Desfaça com um garfo e vá mexendo até o creme das alheiras ficar envolvido na cebola. Retire e reserve. No mesmo tacho coloque um generoso fio de azeite e os alhos esmagados e picados. Adicione os espinafres, tempere com um pouco de sal e salteie por uns minutos até estarem macios.
Divida a pasta de alheira em 6 partes iguais e coloque cada uma numa forma de silicone de cupcakes. Com os dedos, dê a forma até fazer uma espécie de tacinha. No meio coloque uma colher de sopa bem cheia de espinafres e, por fim, um ovinho de codorniz. Leve ao forno a 220º por 10 minutos.
Retire, deixe arrefecer ligeiramente e desenforme as tacinhas. Tempere a gema do ovo com pimenta preta moída no momento. Sirva com salada verde (opcional).

Nota: outra versão mais simplificada, consiste em colocar as várias porções do preparado em taças que possam ir ao forno. Assim não tem que desenformar e a taça que foi ao forno é a mesma em que se serve a tapa. 

Bom apetite!





sábado, 7 de junho de 2014

Doce de alperce


A fruta de verão é absolutamente deliciosa. É fresca, perfumada e colorida. Nunca é aborrecida, dá vontade de comer ao natural ou fazer os mais variados doces, sobremesas, compotas... Esta semana entrei na frutaria e cheirava tão bem a todo o tipo de frutas, que me deu logo vontade de as comprar e vir para a cozinha. E vim! E fiz doce de alperce :) Ficou uma delícia! A acidez do alperce foi aromatizada pela canela e o resultado foi uma compota que pode ser degustada com pão ou tostas ou utilizada na preparação de outras sobremesas. 

Ingredientes:
1 kg de alperces (pesados depois de retirados os caroços)
650 gr de açúcar branco
1 pau de canela

Preparação:
Lave os alperces, corte-os ao meio e retire o caroço. Coloque cada metade em cima de uma tábua e corte todos os frutos em fatias muito finas. Deite no tacho, junte o açúcar e o pau de canela. Deixe cozinhar em lume médio, mexendo de vez em quando com colher de pau, até atingir ponto de estrada e consistência de compota. (Depende dos fogões e até do gosto de cada um, o meu doce esteve ao lume cerca de uma hora. Não deixe apurar demais para não cristalizar o açúcar).
No fim, é só retirar o pau de canela, colocar o doce em frascos esterelizados e guardar. Ou comer logo um bocadinho...
 
Bom apetite! Bom fim de semana!

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Lulas recheadas e panadas com molho de tomate


Hoje proponho-vos um daqueles pratos a que chamo de peixe, mas "peixe guloso". É do mar, é peixe, ou melhor, moluscos, mas é bom mesmo para quem não aprecia muito peixe. Eu adoro tudo o que é do mar, mas cá em casa os gostos não são todos iguais e há que inventar formas de fazer o peixe de forma saudável e muito saborosa. Esta lulas foram recheadas com legumes. O tempero e o panado com fritura, no fim, deram-lhes um toque realmente especial e guloso.
Espero que gostem!

Ingredientes para duas pessoas:
1 kg de lulas (4 lulas grandes inteiras)
6 rodelas de chouriço de carne
1 cebola grande
1 courgette
2 dentes de alho
sal e pimenta qb
2 colheres de sopa de pão ralado
3 colheres de sopa de azeite
Para fritar: óleo, 1 ovo, pão ralado

Preparação:
Arranjar as lulas, deixando-as inteiras. Refogar no azeite as rodelas de chouriço com a cebola picada, os dentes de alho e a courgette ralada. Juntar a isto os tentáculos das lulas, temperar com sal e pimenta e deixar cozinhar. Os legumes vão libertar bastante suco, por isso juntei duas colheres de sopa de pão ralado para dar consistência. Mexer bem e deixar cozinhar, no total, cerca de 15 minutos. De seguida, deixar arrefecer ligeiramente e triturar tudo na picadora. Rechear as lulas com este preparado e fechar cada uma com um palito. Levar as lulas a cozer cerca de 15 minutos em água a ferver temperada com sal. Deixar arrefecer e passar as lulas por ovo e pão ralado. Fritar em óleo quente.

Servi as lulas com salada e molho de tomate caseiro. Se quiser poderá ainda fazer um arroz na água onde foram cozidas as lulas. Fica saboroso.

Para este molho de tomate: deitei 0,5 dl de bom azeite num tacho com 2 dentes de alho esmagados e picados. Deixei "puxar" os alhos. Quando estes começaram a "saltar", mas sem queimar nem fritar, adicionei 4 tomates muito maduros cortados em cubos. Temperei com uma pitada de sal e oregãos (uma colher de café). Deixei cozinhar tudo por 15 a 20 minutos. A meio da cozedura acrescentei 0,5 dl de vinho branco só para refrescar. O molho de tomate vai cozinhando em lume médio. Provei de sal, acrescentei uma pitada muito pequena (colherzinha de café) de açúcar para compensar o ácido do tomate. No fim, triturei o molho.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!