sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Tortas de Azeitão deliciosas!


Quem gosta de Tortas de Azeitão? Ou melhor, quem não gosta? É um doce tão levezinho e delicioso que é impossível resistir. Vi a receita no programa Prato do Dia, no 24 Kitchen e resolvi experimentar. O meu marido delirou! Ficaram realmente muito boas e são fáceis de fazer. Muito mais fáceis do que se possa pensar. Levei uma travessinha delas para um aniversário no fim de semana passado e quem provou também gostou muito. Ficaram, portanto, aprovadas :) Vou, seguramente, fazer estas tortas muitas vezes!

Receita para 12 tortas

Massa: Separar as gemas das claras de 10 ovos. Bater as gemas com 180 gr de açúcar com as varas (as das claras) da batedeira elétrica. Bater bem até formar um creme esbranquiçado e fofo. As gemas vão crescer muito em volume. Depois juntar 50 gr de farinha Maizena peneirada e envolver bem no preparado dos ovos. Bater as 10 claras em castelo firme e envolve-las com muito cuidado na massa. Devemos envolver de baixo para cima de forma delicada para a massa não perder o ar. Vamos obter uma massa com uma textura de mousse.


Entretanto, forrámos um tabuleiro com papel vegetal untado com manteiga ou margarina. Eu fiz no tabuleiro do próprio forno, que é muito grande e deu para cozer a massa toda de uma vez (tabuleiro de forno de 90 cm). Para quem tenha os fornos de tamanho standard, de 60 cm, convém dividir a massa em duas partes e coze-la por duas vezes. Isto porque não devemos ter uma altura de massa de mais de 2 cm no tabuleiro. O objetivo é conseguir uma placa de massa fina e uniforme.
Colocamos a massa no tabuleiro e alisamos para ficar uniformeesperamos 20 minutos para a massa assentar. Depois levamos ao forno pré aquecido a 220º durante 15 minutos (colocar o tabuleiro na parte baixa do forno). Quando estiver cozido, retiramos e recheamos com a massa ainda um pouco morna.



Recheio: Aqui introduzi pequena diferença em relação à receita original e fiz mais quantidade de recheio porque achei a quantidade indicada insuficiente. Mas a forma de confeção mantém-se.
Fazer uma calda com 10 colheres de sopa de açúcar e 20 de água. Levar ao lume até ficar em ponto de pasta ou calda (calda fraca, não muito espessa - 101º). Quando a calda estiver pronta vamos juntando em fio, muito lenta e cuidadosamente, às 10 gemas ligeiramente batidas. Devemos fazer isto devagar para não haver choque térmico e para as gemas não talharem. Quando estiver tudo bem misturado, levamos ao lume para engrossar o creme.

Depois recheamos a massa com o creme de ovos, polvilhamos com canela em pó por cima do recheio e enrolamos. Por fim cortamos tortinhas com cerca de 8 cm de comprimento cada uma. Bom apetite!




quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Fetuttini em molho cremoso com cogumelos, abóbora assada e vazia grelhada


No Natal recebi o livro do Chef Gordon Ramsay "Cozinhar para os amigos". Já fiz uma receita de couscous desse livro e ficou muito boa, publicarei em breve. Entretanto, há uns dias, tinha uma abóbora que a minha mãe me trouxe, queria assá-la no forno e estava a pensar juntar-lhe massa, mas não sabia muito bem como. Fui ao livro do Chef Ramsay e inspirei-me numa receita que se intitula "Penne com abóbora assada e alecrim". Não fiz exatamente a receita do Chef Ramsay (espero que ele não fique chateado, pois ele é bravo...), pois introduzi as minhas adaptações. Usei fetuttini em vez de penne e juntei cogumelos e umas tirinhas de vazia grelhada ao prato. O resultado foi uma refeição rústica que começou no forno e também passou pelo tacho e pelo grelhador, mas no fim valeu muito a pena!

Receita para 4 pessoas

Ingredientes
600 gr de vazia para grelhar
600 gr de abóbora
8 cogumelos portobello pequenos/médios
300 gr de fetuttini
3 dentes de alho
alecrim e tomilho qb
flor de sal qb
1 colher de chá de cominhos
1 dl de azeite
3 colheres de sopa de nata de soja
3 colheres de sopa de parmesão ralado

Preparação
Assei a abóbora no forno, juntamente com 8 cogumelos portobello dos mais pequenos laminados grosseiramente. Cortei a abóbora em tiras, deixando a casca. Temperei a abóbora e cogumelos com alecrim, flor de sal, tomilho e 3 dentes de alho que foram esmagados juntamente com 1 colher de chá de cominhos. Reguei tudo com um generoso fio de azeite.
Depois de assar cerca de 30 minutos a 200º, retirei do forno. Nesta altura o livro de receitas indicava desfazer a abóbora por completo ou deixá-la em pedacinhos. Eu fiz algo entre uma coisa e outra: triturei uma parte com a varinha mágica e deixei algumas fatias inteiras para decorar o prato e para termos alguma abóbora com uma textura mais "inteira" e crocante. Levei a abóbora triturada ao lume, juntamente com o azeite, temperos que sobraram da assadura e 3 colheres de sopa de nata de soja. Fui mexendo dentro do tacho até formar um creme espesso. Depois uns 3 minutos de fervura, desliguei o lume e juntei 3 colheres de sopa rasas de queijo parmesão ralado e juntei isto tudo à massa previamente cozida al dente, envolvendo bem. A massa ficou cremosa e completamente envolvida no creme de abóbora.
Entretanto temperei 600 gr de vazia com flor de sal e grelhei em tirinhas. Deixei-a mal passada porque é assim que gosto, mas cada cozinheiro grelhará mais ou menos tempo conforme o gosto. Numa travessa coloquei a massa cremosa no fundo, depois as tirinhas de vazia por cima, bem como as fatias de cogumelos e as tiras de abóbora. Ainda juntei uma gulodice a isto tudo: umas fatias de uma broa de carne e chouriço que vendem aqui perto de casa e que é uma delícia! Foi um regalo :)

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!



domingo, 26 de janeiro de 2014

Tomates recheados com atum e camarão



Entrada, petisco ou prato principal. Estes tomates recheados com atum e camarão podem ser servidos de várias formas. Eu coloquei-os em cima de uma fatia de pão torrado no forno e servi como entrada. O pão serviu para acompanhar o recheio cremoso e ficou uma delícia. A receita foi-me dada por uma amiga que a fez porque o marido chegou a casa com esta ideia que tinha visto numa publicação. É caso para dizer que há boas ideias que merecem ser partilhadas :)

Receita de entrada para 6 pessoas:

Ingredientes:
6 tomates redondos médios vermelhos (maduros, mas rijos, não devem estar moles)
250 gr de camarão
2 latas de atum
1 cebola
2 dentes de alho
1 dl de azeite
salsa qb
sal e pimenta qb
0,5 dl de vinho branco
1 pacote de natas de soja

Preparação:
Retire a casca aos camarões, mas deixe-os com as cabeças. Num tacho, faça um refogado com o azeite, a cebola e os alhos picados. Junte os camarões temperados com sal e deixe cozinhar para que o marisco largue o seu sabor. Quando estiverem cozinhados, retire os camarões e separe as cabeças. Reserve 6 camarões inteiros.
Volte a colocar as cabeças no tacho e deixe frigir mais um pouco, esmagando as cabeças com a colher de pau para que larguem o máximo de sabor. Refresque com 0,5 dl de vinho branco e continue o processo sem deixar secar (o objetivo é suar as cabeças dos camarões e obter um suco bastante saboroso). Retire então as cabeças depois de bem espremidas de todos os sucos. Se quiser pode mesmo passá-las pelo passe-vite ou triturar com a varinha mágica e aproveitar o suco, passando-o por um passador. Nesta mistura de suco e refogado de cebola, deite o atum das duas latas. O atum deve ser desfeito com um garfo. Junte também a polpa dos tomates que entretanto foram abertos, retirando-se uma "tampa" de cada um e a polpa interior com a ajuda de uma colher. Junte ainda salsa muito picadinha e tempere com pimenta. Misture bem e deixe cozinhar.
Vá adicionando natas de soja aos poucos. Pode não ser necessário o pacote inteiro das natas (200 ml). Vá deitando as natas e mexendo até obter um creme de boa consistência, use apenas a quantidade de natas necessária. Cozinhe este recheio com o tacho destapado e vá mexendo. Quando tiver uma mistura de consistência cremosa, junte os camarões partidos em pedaços, mexa uma última vez e desligue o lume. Recheie os tomates e leve-os ao forno a gratinar por cerca de 15 minutos a 200º. Nos últimos 3 minutos, coloque um camarão por cima de cada tomate.
Ao mesmo tempo pode tostar fatias de pão no forno. Sirva os tomates no pão e com um raminho de salsa a decorar.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!


sábado, 25 de janeiro de 2014

Entrecosto no forno com castanhas e espargos verdes


Como continuamos com o tempo frio... continuamos a reconfortar-nos com pratos de forno. A comida de forno é mesmo prática, pois pode ser preparada com antecedência e depois é só pôr no forno e quase que a refeição se faz sozinha ;)
Este entrecosto acompanhou com castanhas e espargos. No fim dei-lhe um toque de frescura com bagos de romã. Gosto muito de romã e os frutos vermelhos são anti oxidantes excelentes para o funcionamento do nosso organismo. Juntem algumas bagas e frutos vermelhos aos vossos cozinhados e surpreendam-se com o resultado!

Ingredientes para 4 pessoas:
1,5 kg de entrecosto 
800 gr de castanhas
2 romãs
2 molhos de espargos verdes
Sal, pimenta e tomilho qb
4 folhas de louro
4 dentes de alho esmagados
1,5 dl de azeite
1 dl de vinho branco 
2 cebolas 
1 rama de alho francês

Preparação:
Tempere o entrecosto com sal grosso, mistura de pimentas em grão (branca, preta, rosa), alhos esmagados, louro e tomilho. Num tabuleiro de forno coloque o azeite, o vinho branco, as cebolas cortadas em meias luas e a rama de alho francês. Depois de temperado, coloque o entrecosto por cima da cama de legumes. Leve a assar ao forno a 220º até a carne estar cozinhada (o tempo varia conforme o tamanho da peça). Durante a cozedura vá virando a carne e regando com o molho.


Nos últimos 20 minutos da cozedura assei as castanhas. Neste caso foram castanhas congeladas que temperei com sal grosso e um fio de azeite. Misturei bem e coloquei num tabuleiro à parte da carne para as castanhas não se desfazerem com o molho. Depois de assadas juntei-as, então, à carne.
Entretanto, arranjei os espargos, retirando a pele mais grossa dos caules com um descascador de batatas. Cozi em água e sal por cerca de 5 minutos. Vejam o tempo de cozedura conforme a grossura dos espargos, mas normalmente cozem muito depressa e temos que ter cuidado para não se desfazerem.
Empratei a carne com o molho e as castanhas, juntei os espargos e espalhei bagos de romã por cima de cada prato.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!








sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Bolo de iogurte com creme de baunilha e massa choux



Este foi o bolo que levei para casa da Lúcia e do Rui num jantar de amigos de sábado à noite. A ideia inicial era fazer um bolo de massa choux com recheio de baunilha, mas como não estava a correr pelo melhor, resolvi adaptar. A massa choux cresceu, mas depois baixou muito (tenho que experimentar outra receita...) e acabou por servir apenas como cobertura da parte superior do bolo. Por baixo coloquei um bolo de iogurte fofinho, depois o creme de baunilha e depois a placa de massa choux, que estava bastante saborosa e tenra, apesar de ter baixado mais do que devia. No fim polvilhei com açúcar em pó. Os amigos adoraram :)

Para o bolo de iogurte:
2 iogurtes magros naturais sem açúcar
200 gr de açúcar
200 gr de farinha
2 colheres de sopa de mel
1 colher de chá de essência de baunilha
1 colher de chá de fermento em pó
4 ovos

Bater as gemas com o açúcar até formar um creme esbranquiçado. Juntar aqui a essência de baunilha e os iogurtes. Misturar bem. Envolver a farinha e o fermento aos poucos e bater bem. Bater as claras em castelo firme com umas gotas de limão ou pedrinhas de sal. Quando as claras começarem a ficar firmes, juntar o mel em fio e continuar a bater até ficarem em castelo. Envolver isto no bolo com cuidado, mexendo com a colher de cima para baixo para não perder a leveza.
Barrar com margarina e farinha uma forma redonda sem buraco e deitar lá a massa. Cozer em forno pré aquecido durante 25 minutos a 180ºC

Para o creme de baunilha:
0,5 l de leite
3 ovos
45 gr farinha maizena
20 gr manteiga
1 vagem de baunilha

Misturar os ovos com o açúcar e a farinha com uma batedora ou com as varas. Ferver o leite com as sementes de uma vagem de baunilha e depois ir deitando o leite em fio no preparado anterior. Ir mexendo bem e levar ao lume até engrossar cuidadosamente (com o lume fraco) para não ganhar grumos. Cozinhar o creme até obter uma consistência lisa e espessa. Por fim adicionar a manteiga e deixar arrefecer o creme antes de o utilizar.

Para a massa choux:
Num tacho deitar meia chávena de água e 4 colheres de sopa de manteiga. Quando ferver, juntar três quartos de chávena de farinha de uma vez e deixar cozer em lume médio, mexendo sempre (como se faz para a massa dos rissóis). A massa deve cozer e ser mexida até se despegar do tacho. Depois colocamos a massa na batedora e deitamos 1 colher de sopa de açúcar e 1 colher de chá de essência de baunilha. Bater bem. Por fim, juntamos 2 ovos, batendo muito bem entre cada adição.
Com o saco de pasteleiro fazemos uma coroa, uma placa de forma redonda em cima de papel vegetal e colocamos num tabuleiro para ir ao forno. A massa vai crescer bastante para os lados e para cima (neste caso aconteceu que cresceu para cima, mas depois baixou, mas a massa estava boa a nível de sabor). Como a massa cresce, devem fazer um círculo menor do que o diâmetro que pretendem. A massa vai expandir e vai formar um cículo muito mais largo.
O forno deve estar a 200º nos primeiros 12 minutos de cozedura e depois deve ser reduzido para 180º e coze mais 12 minutos. Não abram o forno a meio do processo para minimizar os riscos da massa descer. No fim vamos obter uma placa que serve de revestimento ao bolo. (Entretanto vou experimentar outra receita de massa choux que vi fazer no programa Chef's Academy).

Resta montar as partes, com o bolo de iogurte por baixo, o creme a cobrir e depois a placa de massa choux a finalizar. Polvilhamos com açúcar em pó e está pronto a servir!


Bom apetite!


quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Lulas de tomatada


Há uns dias uma amiga que cozinha bastante bem comentava comigo das dificuldades em confecionar lulas e polvo. Em relação ao polvo, gosto muito do "bichinho" e terei certamente oportunidade de publicar várias receitas sobre ele. No que diz respeito às lulas, prato que tenho para vos propor hoje, estas foram cozinhadas de forma muito simples, de tomatada, e servidas com arroz branco.
Mas, de facto, os moluscos têm alguns truques para ficarem bem cozinhados. Em primeiro lugar, há que ter em conta que são normalmente salgados por natureza e não necessitam de adição de sal. Nunca se devem salgar as lulas, polvo ou choco, pelo menos sem provar bem primeiro. Depois de provar, se concluirmos que necessita de algum sal, adicionamos mais no fim da preparação. Nunca no início, pois o mais certo é não ser necessário e estaremos a salgar a comida.
Ensinaram-me uma vez que, para os moluscos não ficarem rijos, devem ser cozinhados em lume bastante alto ou  lume baixo, não em temperaturas médias ou que vão variando ao longo da confeção. Quando se trata de polvo, cozo-o em lume alto até ficar tenro. No caso das lulas, opto pelo lume brando para o estufado ganhar molho e não secar. Se o preparado estiver a ficar muito "aguado", retiro a tampa e deixo cozinhar destapado para evaporar um pouco. Se, ao contrário, estiver a secar, faço tudo com o tacho fechado para criar molho. Cerca de 15 minutos são suficientes para cozinhar as lulas, mas convém provar para ver se estão macias.
Outra questão que se verifica por vezes é o facto dos moluscos encolherem muito. No fim do cozinhado, um quilo de lulas já não é bem um quilo... fica muito mais pequeno... Convém, pois, dar esse desconto e comprar um pouco mais quantidade. Neste caso 1 kg serviu para duas pessoas.

Para 1 kg de lulas coloquei tudo em cru no tacho: um bom fio de azeite, 1 cebola grande e 3 dentes de alho,tudo picadinho, as lulas por cima, 5 tomates muito maduros em pedaços (ou uma lata de tomate pelado e respetivo suco) e um ramo de salsa e coentros para aromatizar. Quando as lulas estiverem cozinhadas, se quisermos ainda as podemos retirar do tacho e deixar apurar apenas o molho um pouquinho mais. Neste caso não houve necessidade, estava saboroso e ficou tudo pronto ao mesmo tempo. No fim retirei o ramo de cheiros e polvilhei com salsa fresca por cima. Servi com arroz branco, mas também fica bem com batata cozida, frita ou em puré.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!




terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Couscous de legumes com frango assado


Fazer couscous é das preparações mais fáceis e rápidos do mundo da culinária! É uma comida fantástica. Quando não há tempo para cozer nem arroz nem massa, o couscous é uma boa solução. Há sempre 10 minutos para fazer um couscous rápido. Claro que, se quisermos acompanhar o couscous com algo mais complexo e demorado de fazer, isso vai tomar-nos mais tempo. Mas trata-se sempre de uma comida muito prática e que vai bem com tudo: como acompanhamento ou como prato principal. Se não tiverem muito tempo, façam simplesmente o couscous e depois envolvam com um molho pesto (se o tiverem já preparado no frigorífico) ou simplesmente com um fio de azeite, ervas aromáticas, queijo ralado por cima... Adicionar frutos secos também é uma ideia ou até legumes de conserva já cozidos se estiverem com muita pressa (milho, cogumelos, etc). Este couscous de legumes foi envolvido em pesto de coentros e amêndoas feito por mim (receita no fim do texto) e serviu de acompanhamento a um franguinho no forno.

Receita para 4 pessoas

Ingredientes:
4 pernas de frango
flor de sal com oregãos
azeite qb
300 gr de couscous
3 cenouras grandes
500 gr de bróculos
1 colher de sopa de amêndoas torradas
2 tomates para salada
1,5 dl de molho pesto

Tempere as pernas de frango a gosto. Eu pincelei estas com um fio de azeite e temperei-as apenas com uma mistura de flor de sal e oregãos. Coloquei no forno a 200º e deixei ficar até a pele estar estaladiça (não demora mais de 30m).
Enquanto a carne cozinhava, cozi os bróculos e as cenouras ao vapor para ficarem rijinhos e não se desfazerem. Depois de cozidos, temperei com flor de sal e um fio de azeite e cortei as cenouras em rodelas e os bróculos em "tronquinhos" pequenos. Reservei.

Para fazer o couscous: quando faço como acompanhamento utilizo 75 gr de couscous por pessoa, se for como prato principal tem que ser mais quantidade. Coloco o couscous seco numa tigela e, à parte, fervo água temperada com sal, um fio de azeite e algumas ervas aromáticas, um alho francês, etc (ou uso caldo, se tiver tempo de o fazer). Depois de fervida, deito a água por cima do couscous. Deito o caldo por cima do couscous e deixo repousar 15 minutos, depois solto-os com um garfo. Eu gosto que fiquem soltos e sequinhos, por isso adiciono pouca água (1 a 1,5 dl por cada 150 gr). Como o couscous é muito miúdo, a quantidade de água que indiquei é perfeitamente suficiente para o alimento ficar macio e cozinhado. Depois de pronto, misturei com os legumes e ainda com umas colheradas de molho pesto de coentros e amêndoas.

Para uma taça pequena de pesto: juntar na trituradora meio ramo de coentros, 0,3 dl de azeite, 4 amêndoas, uma pitada de sal, 40 gr de queijo à vossa escolha (da ilha ou parmesão, emmental se quiserem um sabor ligeiramente mais suave). Triturar tudo até obter uma pasta consistente. Estamos a falar de pequenas quantidades de molho, por isso atenção ao sal! Ponham muito pouco, provem e depois retifiquem se necessário.

No fim empratei o frango com o cuscuz, o tomate em quartos e as amêndoas por cima. Ficou uma combinação deliciosa e muito nutritiva.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!



segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Pescada estufada com cogumelos

Normalmente gosto de começar a semana com jantares simples, práticos e que tenham por base o peixe. São refeições saudáveis e boas porque não demoram muito a confecionar e nos primeiros dias de uma semana de trabalho nem sempre estamos com muito tempo e paciência para refeições mais complicadas. Gosto de fazer a pescada (postas ou medalhões) desta forma, estufada com cogumelos, porque gosto muito de cogumelos e porque o peixe fica suculento quando confecionado desta forma. Além do mais é um prato muito rápido e que acompanha bem com tudo: batata cozida, frita ou em puré ou até arroz branco. Com puré de couve flor e cenoura também fica bom.


Coloco num tacho tudo em cru: um bom fio de azeite, cebola picada bem fininha e uma posta grande de pescada por pessoa (ou 2 medalhões/lombinhos por pessoa). Tempero o peixe com sal e pimenta e deito alhos laminados por cima. Por último adiciono os cogumelos laminados finamente (uma embalagem de 250 gr para cada 3 postas de pescada). Deixo estufar com o tacho fechado durante cerca de 15 minutos, ou seja, até a pescada e cogumelos estarem cozinhados. A cebola, os cogumelos e o próprio peixe vão deitar os seus sucos e criar molho. No entanto, se estiver a ficar seco, podemos regar com um pouco de vinho branco e deixar estufar assim. Se virmos que está "aguado" demais, retiramos a tampa do tacho e deixamos cozinhar destapado para evaporar e engrossar o molho. O lume deve estar médio. No fim de cozinhado, polvilhem tudo com salsa fresca picada e sirvam com o acompanhamento que, neste caso, eram batatas cozidas com pele que depois descasquei e cortei em rodelas.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!



domingo, 19 de janeiro de 2014

Almoço de domingo no inverno.... Cozido à Portuguesa


Gostam de cozido? Eu adoro cozido e faço às vezes, mas é mais habitual comer em casa dos meus pais, como foi o caso, do que na minha. O meu pai faz o cozido com algumas particularidades que me agradam. Junta carnes fumadas e faz um arroz um pouco diferente.
Além das tradicionais carnes frescas de porco, de onde destaco a orelha porque gosto muito, o meu pai introduziu no cozido cá de casa alguns "fumados". Aprecio bastante algumas partes da cabeça de porco fumada. Mas há que ter atenção às carnes fumadas, pois devem ser postas de molho de um dia para o outro para largarem o excesso de sal. Depois de cozidas ficam muito boas.
O arroz é feito com caldo do cozido ao qual se adicionam pedacinhos de farinheira e dos outros enchidos. Fica um arroz muito suculento e guloso.
Uma paparoca verdadeiramente deliciosa
 
Tenham um bom domingo!
Bom apetite!

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Pastéis de massa tenra da D. Joaquina

Pasteis de massa tenra é algo delicioso... se for bem feito, claro! Massa fininha, sem estar ensopada em óleo, recheio cremoso e na quantidade certa em cada pastel para podermos sentir a mistura de sabores entre a massa e o recheio. Quem trabalha com massas sabe que a dificuldade é encontrar-lhes "o ponto" certo, aquele momento em que a massa fica elástica e moldável de forma a conseguirmos esticá-la como queremos para obter uma massa muito fina e delicada.
Os pastéis de massa tenra que hoje aqui partilho, e que comi ainda antes do último Natal em casa de uma grande amiga, são maravilhosos! Mas não foram feitos por ela... desculpa Dora, mas bem sabes que os créditos são da tua mãe ;) É verdade, a D. Joaquina gosta de cozinhar, gosta de fazer massas e gosta de fazer pastéis de massa tenra. E como eles estavam tão bons e a D. Joaquina é uma alentejana tão simpática, os pastelinhos foram logo motivo para uma grande converseta em torno do assunto "culinária"!
Hoje partilho a receita e a foto que, felizmente, tirei no dia do jantar. Quando eu própria fizer os pastéis prometo que partilho com fotos do processo "passo a passo". Por agora, resta-me agradecer à D. Joaquina, que nos ofereceu esta iguaria, e à Dora que proporcionou o jantar e mais um excelente convívio entre bons amigos!

Massa:
1 chávena almoçadeira de farinha tipo 55 sem fermento (250 gr), 1 gema, banha, margarina, sal e água qb.
Coloque a farinha na bancada, faça uma cova no meio e coloque lá 1 gema de ovo, 3 colheres de banha, 2 de margarina e uma pitada de sal (colher de café). Comece a misturar tudo. Tenha ao lado uma taça de água morna e vá deitando água aos poucos até obter uma boa consistência de massa. Quando a mistura começar a ganhar forma, amasse muito bem a massa na pedra da cozinha. Pode mesmo batê-la contra a pedra e amassar muito bem até ficar perfeitamente elástica. Quem faz rissóis sabe que é exatamente a mesma coisa, temos que amassar muito e dar "tareia" na massa até esta ficar boa. É isto que vai fazer que a massa fique muito elástica e fácil de tender. No fim faça a massa repousar por duas horas à temperatura ambiente, coberta com um pano.
Quando for "montar" os pastéis, estique a massa o mais fina possível com o rolo, coloque uma colher de sobremesa de recheio em cada pastel e feche de forma a que não fique com ar dentro. Corte com uma faca, um cortador próprio ou, se lhe der mas jeito, com um copo como se faz com os rissóis. Depois de prontos devem ser fritos em óleo bem quente, mas sem ser em exagero para que os pastéis não queimem por fora.

Recheio: 
A D. Joaquina não me deu exatamente uma receita muito específica do recheio, pois ela tanto faz os pastéis de frango, como de carne de vaca ou de carnes que sobram do cozido à portuguesa. Eu também faço isso com o empadão e outros pratos que levam carne picada. Trata-se de aproveitar o que sobrou de forma muito saborosa.
Mas, se quisermos fazer os pastéis de raiz, podemos cozer ou estufar carne de vaca ou de porco e juntar um bom bocado de chouriço ou linguiça para dar mais sabor. Depois de tudo cozinhado picamos muito bem as carnes (2 vezes na picadora se necessário). Numa frigideira fazemos um refogado com cebola, azeite e alho e juntamos as carnes moídas. Deixamos cozinhar em lume baixo e juntamos a isto 1 gema ou 1 ovo inteiro para ligar e também um pouco de farinha e leite. Temperar com um pouco de noz moscada e pimenta. Retificar o sal. Mexemos muito bem até formar uma mistura cremosa. O recheio deve arrefecer antes de ser colocado na massa para rechear os pastéis.
Outro recheio que a D. Joaquina costuma fazer é de vegetais: refogado de cebola, alho francês, juntar ervilhas, cenouras em bocadinhos, agrião ou outros vegetais e legumes a gosto. Neste caso a nossa cozinheira costuma temperar com um bocadinho de cominhos, que dão um sabor especial aos legumes, e também junta a gema de ovo, a farinha e leite para ligar o creme.

Bom apetite e bom fim de semana :)



quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Bifes de peru com molho de tomate e manjericão


O peru é uma carne magra e saudável, faz parte das chamadas "carnes brancas", com menos gordura e mais benéficas para a saúde. No entanto, penso que muitas pessoas associam esta carne a algo sem sabor e sem grande graça. Mas tudo depende da forma como se confeciona e dos acompanhamentos que lhe juntamos. Fiz estes bifes de peru simplesmente cozinhados na frigideira, mas temperei-os previamente com sal, alho, louro e tomilho. O tomilho dá um excelente sabor e um toque um pouco diferente. Aliás, o uso das ervas aromáticas é algo extraordinário (e tão simples) quando se trata de dar sabor à comida de forma saudável. Depois de temperados, coloquei os bifes na frigideira com azeite aquecido e o lume alto. Deixei "selar" a carne dos dois lados para ficar tostadinha e depois reduzi o lume. Acrescentei um pouco de vinho branco para refrescar e acabei de cozinhar os bifes. À parte cozi esparguete apenas em água e sal. A cereja no topo deste prato foi o molho de tomate com manjericão que acompanhou os bifes e a massa. E tudo isto em apenas 30 minutos :)

Para este molho de tomate: deitei cerca de 1 dl de bom azeite num tacho com 4 dentes de alho esmagados e picados. Deixei "puxar" os alhos. Quando estes começaram a "saltar", mas sem queimar nem fritar, adicionei 8 tomates muito maduros cortados em cubos (ou uma lata de polpa de tomate). Temperei com uma pitada de sal e deitei no tacho 4 folhas de manjericão rasgadas (para libertarem mais o sabor). Deixei cozinhar tudo por 20 a 25 minutos. A meio da cozedura acrescentei 0,5 dl de vinho branco só para refrescar. O molho de tomate vai cozinhando em lume médio. Provem para ver se está bom de sal e acrescentem uma pitada muito pequena (colherzinha de café) de açúcar de consideraram que está demasiado ácido. No fim, podemos triturar ou não. Desta vez triturei com a varinha mágica e no fim acrescentei mais umas folhas de manjericão fresco. O molho de tomate também pode ser feito com uma cebola picada juntamente com os alhos. Nesse caso, não usem demasiada cebola, uma é suficiente para 6 ou 8 tomates. Deixem cozinhar o molho até estar apurado e a cebola bem cozinhada.
Este é o tipo de molho que pode ser usado para uma base de pizza, para pratos de pasta vários e para acompanhar carnes e massas ou até pratos de peixe.

Dica de nutrição

O tomate, ao contrário de outros frutos e legumes, vê as suas propriedades mais ativadas quando cozinhado. Ou seja, não perde nutrientes pelo facto de ser aquecido, pelo contrário! É um alimento com muitas vitaminas e rico em licopeno (o responsável pela cor vermelha), um poderoso anti oxidante essencial ao bom funcionamento do organismo. Escolha sempre os tomates mais vermelhos e maduros, principalmente para cozinhar. Quanto mais vermelhinhos, mais saudáveis. Além do mais, o tomate é pouco calórico, pelo que um molho deste género pode ser consumido mesmo por quem segue algum tipo de dieta. É a prova de que nem todos os molhos fazem mal ;)

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

A lasanha de grelos e camarão da amiga Lúcia

Fim de semana... jantarada em casa de amigos. E que jantarada! Com tudo o que se quer: boa conversa, muita risada, um belo vinho e boa comida! A Lúcia e o Rui são dois amigos muito divertidos, boa companhia e que cozinham ambos bastante bem. Ora, numa casa assim, só se pode jantar bem e ponto final. E jantou-se! Tenho pena de não ter registo fotográfico de tudo, mas como nunca paro de falar nem de comer, por vezes torna-se complicado gerir  tanta coisa para fazer ao mesmo tempo ;)
Começámos com um queijo assado no forno com oregãos. Uma entrada simples e deliciosa, principalmente para os loucos por queijo, como eu. Requeijão com doce de abóbora e uma broa de milho com chouriço também ligaram na perfeição com o vinho tinto da região de Lisboa que fomos bebendo para iniciar a refeição. Também houve amêijoas com um molhinho que estava muito bom, tudo isto antes de nos lançarmos ao prato principal.
Eu adoro pratos de pasta, adoro marisco e adoro todo o tipo de vegetais. A Lúcia acertou na perfeição quando escolheu fazer uma lasanha quase vegetariana (e digo quase porque tinha camarões pelo meio, o que a tornou ainda mais deliciosa).

 

Receita da "Lasanha Vegetariana com Camarão"

conforme as explicações da cozinheira

(quantidades conforme o número de comensais)

Numa frigideira grande faça um refogado com azeite, cebola e alho. Junte tomate muito maduro em pedaços ou tomate de calda pelado. Depois adicione grelos congelados diretamente do pacote ou grelos frescos (neste caso têm que ser cozidos antes para ficarem macios). O prato também pode ser feito com espinafres em vez de grelos ou até uma mistura dos dois. Deixe refogar e cozinhar os vegetais. Tempere com sal e pimenta e deixe apurar. Depois de cozinhado, triture este preparado com a varinha mágica de forma a obter um creme, uma espécie de esparregado. Volte a colocar na frigideira e junte os camarões (só miolo já descascado). Os camarões cozinham neste preparado, mas também os pode saltear à parte em alho e azeite e depois juntá-los aqui no fim de tudo. Como o miolo de camarão cozinha rapidamente, são apenas mais uns minutos até ter o recheio pronto. Desta vez a cozinheira foi generosa na quantidade de camarão, mas cada um pode adicionar mais ou menos conforme o seu gosto.
Entretanto tenha pronto o molho bechamel e as placas de lasanha cozidas. Eu costumo dar sempre uma cozedura na lasanha de massa seca (mesmo quando a embalagem diz que não é necessário), uns três minutos em água fervente com sal e um fio de azeite. Resta dispor as placas de lasanha intercaladas com o creme de espinafres e camarão. Vá dispondo tudo num tabuleiro de forno. Adicione o bechamel na primeira camada de lasanha e recheio e depois volte a adicionar só na última para que o bechamel entranhe em todo o preparado e fique tostadinho por cima. Leve ao forno até estar tostado e depois reserve mais uns dez minutos antes de servir para a lasanha secar um pouco mais.

Bom apetite e obrigada à Lúcia e ao Rui pela receita e pelo jantar!

PS - a sobremesa foi por minha conta: bolo de iogurte com creme de baunilha e cobertura de massa choux. Partilho as fotos e prometo dar-vos a receita em breve.






domingo, 12 de janeiro de 2014

Bolachas de manteiga à antiga

Esta receita de bolachas de manteiga foi retirada de um livro antigo da minha mãe e ela costuma dizer que as bolachas ficam mesmo a saber às que se vendiam antigamente. Eu uso mesmo manteiga, neste caso sem sal, e respeito todas as quantidades, utilizando a farinha maizena, que dá um toque muito macio e leve às bolachas e às massas em geral. Reproduzi aqui as quantidades, tal e qual como estão descritas no livro, ou seja, em chávenas. Usei chávenas de chá de tamanho normal (não das "almoçadeiras", que são muito grandes). A receita não indica tempos de cozedura, por isso passo a relatar a forma como fiz e garanto que o resultado final foi muito bom!


Ingredientes
Duas chávenas e meia de farinha maizena
Cinco chávenas de farinha de trigo
Duas chávenas e um quarto de açúcar
Duas chávenas de manteiga sem sal
Dois ovos inteiros

 
Preparação
Mistura-se tudo bem e amassa-se durante 30 minutos. Depois estende-se a massa com o rolo de forma a ficar com a espessura de 2 mm. Cortam-se as bolachas com o formato desejado e levam-se ao forno num tabuleiro forrado de papel vegetal.
Devem ficar na prateleira do meio do forno cerca de 10 minutos a 180ºC. O forno deve ter sido pré aquecido a esta temperatura. Vejam conforme a potência do vosso forno e não as deixem cozer demais (estas não chegaram a estar os 10 minutos, mas sim 8). Depois de retiradas do forno, as bolachas ainda continuam a cozer com o calor que têm e depois ficam rijas quando arrefecem. Há que dar o desconto a estes aspetos e retirar as bolachas quando estas ainda estão moles (de contrário vão ficar demasiado cozidas).






sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Pernas de frango recheadas com morcela acompanhadas de batata doce, ananás e grelos

Costumo acompanhar o programa Chef's Academy da RTP. Gosto de ver a prestação dos alunos e dos professores e de aprender as dicas e técnicas que ensinam. Gosto, em particular, das aulas do professor Kiko porque ele explica tudo realmente muito bem. Há cerca de duas semanas ensinou a desmanchar frango e a desossar as pernas. Boa ideia, pensei! E, se assim pensei, melhor o fiz :)


Pernas de frango recheadas com morcela

- 4 pernas de frango desossadas (Tenha as pernas inteiras, ou seja, perna e coxa. Vá deslizando uma faca pequena e bem afiada ao longo do osso e em seu redor. Cuidadosamente gire a faca sempre em redor do primeiro osso de forma a separá-lo da carne. Dobre na cartilagem/articulação para ajudar a perceber até onde vai este primeiro osso. Depois de retirar este, repita o processo para o segundo osso). Da próxima vez que fizer este procedimento, prometo acompanhar o post de fotos explicativas. Se tiverem dúvidas, podem ver o vídeo do programa Chef's Academy AQUI.

- 1 morcela
- 1 chávena de arroz bem cozido
- 2 rodelas de ananás
- 2 batatas doces
- 1 molho de grelos
- azeite, alho, sal qb, flor de sal com tomilho

Depois de desossar as pernas, reservei-as barradas com um fio de azeite e temperadas de flor de sal com tomilho. Cozi o arroz e a morcela e misturei metade do enchido com o arroz cozido. Este preparado serviu para rechear as pernas do frango que fechei com 4 palitos em cada uma. A outra metade da morcela foi cortada em rodelas e tostada numa frigideira juntamente com o ananás em pedacinhos, de forma a ficar tudo tostado e caramelizado.
Enquanto assei as pernas já recheadas no forno (30 minutos a 200ºC), também assei as batatas doces que depois servi em esmagada. Depois de assadas até ficarem macias, foram apenas esmagadas com um garfo e dispostas no prato. Também as podem fazer cozidas, mas eu acho que assadas ficam mais saborosas. Os grelos foram cozidos em água e sal e depois salteados em azeite e alho.
Empratei da seguinte forma: coloquei a esmagada de batata em forma redonda no prato, dispus a perna de frango cortada ao meio e um pouco do molho criado da assadura do frango. Por cima da esmagada de batata doce coloquei as rodelas de morcela que tinha reservado, bem como o ananás que caramelizei na frigideira. Os grelos completaram o prato.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Salada de pescada grelhada e legumes cozidos

Esta salada de peixe e legumes pode ser servida quente ou fria, conforme o apetite e a estação do ano. Para comer à beira da piscina num dia de calor, entre uns banhos refrescantes, é boa fria e temperada com maionese (ai as saudades do verão...). Para ser degustada agora, de inverno, deu-se o caso de a fazer e comer quase de seguida, assim "morninha". Como tinha a alface por baixo, e para que esta não ficasse cozida com o calor, deixei arrefecer um pouco os restantes alimentos. Este é um prato leve e saboroso, que faz a diferença pelo facto do peixe ser temperado com ervas aromáticas e pelo vinagrete também bastante aromatizado.


Ingredientes para 4 pessoas
4 postas de pescada grandes (nº 4 ou 5) + flor de sal com oregãos para temperar
4 batatas pequenas ou 2 médias
4 cenouras
4 folhas de alface grandes
400 gr de bróculos
Rama de alho francês
Molho vinagrete (1,5 dl de bom azeite, uma colher de sopa de vinagre, sumo de meia lima, sal qb, salsa picada qb)

Preparação

Cozi as batatas, cenouras e bróculos com sal e pouca água no fundo do tacho para os legumes não perderem a cor. Juntei rama de alho francês (a parte verde) para aromatizar. Também podem cozer os legumes ao vapor. Eu cozi assim com alguma água para abreviar e fui retirando os legumes mais sensíveis conforme foram ficando cozidos (os bróculos em primeiro lugar). Pretende-se que os legumes não fiquem demasiado cozidos para não se desfazerem.
Temperei a pescada com uma mistura de flor de sal e oregãos que me ofereceram no Natal e que é muito boa (obrigada André :)). Grelhei a pescada cerca de 5 minutos de cada lado num grelhador apenas untado com um fio de azeite.


A pescada não deve secar demasiado, ficando ligeiramente tostada por fora, como se pode ver na foto. Depois lasquei a pescada que dispus por cima das folhas de alface (1 folha por prato, rasgada em pedaços). Por cima coloquei os tronquinhos de bróculos e rodelas de cenoura. Finalizei, temperando tudo com um molho vinagrete feito com os ingredientes indicados. Para fazer o vinagrete costumo misturar tudo num frasquinho e agitar para ficar bem ligado. Se quiserem coloquem ainda umas azeitonas por cima desta salada. Eu ia pôr, mas confesso que me esqueci ;) Ficaram a aguardar por outro prato.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Bolo de Reis e Rainhas, princípes e princesas...

Fiz este bolo por ocasião do Dia de Reis e porque uma seguidora do blog me deu a ideia da farinha de alfarroba. A essa seguidora, bem como a todos os outros, aos amigos, familiares e a todos os que seguiram, acarinharam, partilharam e até experimentaram algumas receitas da Deliciosa Paparoca ao longo destes últimos meses, desejo-vos um excelente ano de 2014 neste Dia de Reis.


Bolo de alfarroba, laranja e frutos secos

Ingredientes
180 gr de farinha de alfarroba
4 ovos
230 gr de açúcar
1 dl de leite morno
raspa de duas laranjas + sumo de meia laranja
125 gr de mistura de frutos secos cortados em pedacinhos pequenos (nozes, avelãs, amêndoas e tâmaras)

Preparação
Comecei por bater as gemas com o açúcar. Juntei a raspa das laranjas e sumo e continuei a bater muito bem até a mistura formar uma espuma esbranquiçada. Depois de partidos os frutos secos, juntei-os à farinha, envolvendo bem. Juntei esta mistura à "gemada" e adicionei o leite morno. 
Pré aqueci o forno a 200º. Voltando à massa, misturei tudo muito bem, já com os frutos secos, farinha e leite, sendo que este último elemento deixou a mistura mais maleável. Por fim adicionei as claras em castelo. Deitei o preparado em forma untada de margarina e farinha e levei a cozer ao forno a 200º por 25 minutos.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Moelas estufadas

Enquanto há sabores que associamos mais ao verão, como caracóis ou percebes, há certos "petiscos de domingo à tarde" que tanto sabem bem de verão como de inverno. Moelas é uma dessas iguarias!
Estas vêm de mão dada com batata frita e ovo estrelado. Uma verdadeira e enorme gulodice!!



Moelas estufadas

Costumo estufar as moelas "em cru", ou seja, não faço refogados. Ponho azeite, cebola e alhos picados no tacho e, por cima, as moelas depois de arranjadas, limpas de gorduras, lavadas e cortadas em pedaços pequenos. Gosto de cortar em pedaços pequenos para as moelas absorverem melhor os sabores.


Não vejo a necessidade de fazer refogados porque, se as moelas forem bem temperadas e tiverem os sabores certos, ficam muito saborosas.
Depois de dispostas as moelas no tacho, tempero com sal e pimenta, um cubo de caldo de galinha (ou dois, conforme a quantidade de moelas a cozinhar), duas folhas de louro, um raminho de alecrim e um outro de salsa. Rego com vinho branco e adiciono tomate bem maduro em pedaços pequenos. Levo ao lume o tempo suficiente para as moelas ficarem cozinhadas e tenras e o molho reduzir. O molho que vai resultar daqui é espesso e suculento, resultante da mistura de todos os sabores e da mistura dos sucos que a cebola e o tomate largaram durante o cozinhado. Por fim, retiro as folhas de louro e ramo de salsa e polvilho com salsa fresca picadinha.
Eu confeciono as moelas num tacho normal, mas há quem prefira fazer esta receita na panela de pressão. Obviamente demorará menos tempo. No tacho, as moelas têm que cozinhar pelo menos uma hora até ficarem tenras.
De uma forma ou de outra, o essencial é que fiquem bem temperadas e deliciosas!

Bom apetite e bom domingo!



sábado, 4 de janeiro de 2014

Vazia grelhada com folhado de espinafres e cogumelos salteados

Quando a carne é boa, não precisa de muito para ficar suculenta e saborosa. Do que precisa mesmo é de muita atenção ao tempo de grelha ou frigideira para não passar do ponto. Sendo que "o ponto" tem sempre a ver com o gosto de cada um. Eu gosto da carne de novilho mesmo "no ponto", um nadinha para o lado do "mal passado".
Se for para grelhar, o bife deve ser alto (2 a 2,5 cm) para não ficar seco e manter os seus sucos interiores intactos. Para confecionar esta vazia no grelhador, selei a carne apenas por um minuto de cada lado, temperei com flor de sal e depois cozinhei por mais três minutos.



Como o modo de confecionar a carne primou por ser muito simples, acompanhei a vazia de várias coisas boas e diversificadas para oferecer sabores e cores diferentes ao prato. Assei tomates no forno, temperados só com flor de sal e tomilho. Salteei no wook cogumelos brancos e castanhos em azeite e alho e juntei uma colher de mostarda de Dijon ao prato, tendo em conta que a carne não tinha nenhum molho em especial.
Como gosto muito de espinafres, fiz também uns folhados com as folhas deste vegetal. Salteei os espinafres no wook por dois minutos com alho e azeite. Deixei arrefecer e depois coloquei-os em cima de retângulos de massa folhada fresca (de compra). Dobrei os retângulos para cima dos espinafres e apertei as pontas com os dedos para não abrirem. Antes de ir ao forno dei uns pequenos golpes com a fava. Os folhados foram ao forno a 190º até a massa estar tostada. Assei os folhados enquanto assei os tomates.
O resultado final dos folhados de espinafres foi este que podem ver na foto. Resultaram bem com a carne, mas também são bons para acompanhar outros pratos.

Bom apetite!



quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Coscorões e... Feliz ano novo!!

Passámos mais um ano entre amigos e passámos de um ano para o outro também entre amigos. Ao longo de 2013 foram tantas as vezes em que partilhámos conversas, desabafos e risadas sentados à mesa... Tantas horas na cozinha a criar, a imaginar e a confecionar com carinho e tantas horas de partilha de comidinhas maravilhosas e cavaqueira deliciosa entre pessoas especiais. Partilhar comidas e conversas, sentados em torno de um bom prato de comida e de um copo de descontração, é dos maiores prazeres da vida! São anos de vida ganhos!! Foi assim que terminámos o ano e foi assim que entrámos em 2014 :)
O marisco foi o prato principal da noite de passagem de ano e do dia de ano novo. Comemos camarões simplesmente cozidos, que estavam muito bons, e sapateiras recheadas. Como as sapateiras estavam bastante ovadas, vinham muito cheias. A essas ovas, bem como ao restante interior do animal (depois de retirados os pulmões e cascas), costumo acrescentar apenas pickles picados muito finamente, um pouco de maionese e uma colherinha de vinagre balsâmico. O recheio fica simples, sem grandes misturas e com o sabor predominante do marisco, que é como eu aprecio. A quantidade de pickles e maionese varia conforme o gosto de cada um. Quando o recheio está muito firme, para que fique mais cremoso, acrescento um pouco de água de cozedura das sapateiras ou de outro marisco. Os pickles e restantes ingredientes servem apenas para dar consistência, algum sabor, alguma acidez e textura ao recheio. Mas não gosto de exagerar para que o sabor do marisco possa sobressair.


A mesa de doces também foi muito recheada, com o Pudim da D. Rosa, mousse de chocolate da amiga Paula, que estava tão boa que nem deu tempo de fotografar.... tarte de pêra (pois claro!), tarte de amêndoa da Joana, entre outras coisas. E também fiz coscorões, que não tinham saído de feição no Natal e que agora repeti, com receita adequada e que resultou maravilhosamente. Estavam muito fininhos e estaladiços, com a massa bastante rica e saborosa.


Receita para uma travessa média de coscorões (esticar a massa fininha para render e dar esta quantidade)

Ingredientes
250 gr de farinha tipo 55 (sem fermento)
2 ovos inteiros
1 colheres de sopa de açúcar
Raspa de uma laranja + sumo de meia laranja
1 colher de sopa de banha
1 colher de sopa de bom azeite
1 colher de sopa de aguardente velha
Uma pitada de sal
Óleo para fritar
Açúcar e canela para polvilhar

Preparação
Colocar a farinha numa tigela grande ou alguidar e juntar todos os outros ingredientes. Amassar muitos bem com as mãos até obter uma massa bastante elástica. A massa deve ficar húmida, mas de forma a que se despegue das paredes do alguidar ou da bancada de pedra onde for amassada. Deixar repousar por 3 horas e depois estender com um rolo de forma a que a massa fique mesmo muito fininha. Para isto devemos polvilhar a bancada com farinha e estender aí, com a ajuda do rolo, a massa muito fina, quase transparente. Cortamos retângulos e fazemos dois golpes em cada um. Assim que feitos os retângulos, pomos a fritar de imediato. O óleo deve estar quente (não excessivamente para a massa não queimar). Os coscorões devem fritar até estarem louros, depois viram-se para fritar do outro lado. Retiram-se para um prato onde escorrem e polvilham-se com açúcar e canela ainda enquanto estão quentes.

Bom apetite e Feliz Ano Novo!