terça-feira, 31 de dezembro de 2013

O Pudim da D. Rosa e a passagem do ano


Antes de falar do pudim, impõe-se falar da D. Rosa. Trata-se de uma senhora fantástica, amorosa e muito simpática, que nos aluga a casa de férias há anos, juntamente com o marido. Além de serem excelentes pessoas e serem uns queridos, são ambos bons cozinheiros :) Em casa deles, onde já somos recebidos como família, já tivemos oportunidade de comer uns filetes fantásticos, arranjados pelo Sr. Joaquim e cozinhados pela D. Rosa (desses filetes nunca mais me esqueço!!!). Já comemos arroz de polvo muito bom, lulas recheadas, carne de várias formas, bolos bem feitos, e por aí adiante... mas no fim de cada refeição há sempre, mas sempre, o Pudim da D. Rosa. Gostámos tanto do pudim, desde a primeira vez que o provámos, que trouxemos a receita e ficou batizada assim: "Pudim da D. Rosa". É daquelas receitas que sei absolutamente de cor, até porque é muito simples. O pudim já é um clássico cá de casa, é prático, simples e fica sempre magnífico. Desta vez usei uma forma maior, pelo que ficou mais baixinho, se usarem uma menos larga o pudim ficará mais alto.
Fiz para a mesa da passagem do ano, onde vamos estar com amigos, daqueles mesmo bons!! E como este blog fala de amizade e de estar à mesa com quem gostamos, penso que é uma ótima forma de terminar o ano, deixar-vos com a receita desta amiga que é a D. Rosa :)
E fica ainda uma foto da nossa mesa, que já está posta. Os utensílios são todos de plástico e papel para não dar trabalho nenhum, nesta noite de diversão. Mas ficou linda, não ficou?

Bom Ano Novo para todos!!

Ingredientes
8 ovos inteiros
16 colheres de sopa de açúcar (cheias de forma normal e não rasas)
1 litro de leite
casca de limão
1 pau de canela
caramelo líquido para untar a forma

Preparação
Em primeiro lugar há que ferver o leite com o pau de canela e casca de limão (eu ponho 3 pedaços de casquinhas). Depois o leite deve arrefecer totalmente. Batemos os ovos inteiros (à mão, não com batedeira) com o açúcar e misturamos bem com o leite. Untamos uma forma de pudim de tamanho médio com caramelo líquido, despejamos a mistura e colocamos a forma destapada num tabuleiro com um pouco de água para o pudim cozer em "banho-maria". São cerca de dois dedos de altura de água no fundo do tabuleiro, no máximo, se colocarmos mais o pudim vai demorar muito tempo a cozer, é só a quantidade de água necessária para fazer o "banho-maria". Vai assim ao forno cerca de uma hora a  200º. Espetem um palito para ver se o pudim está firme e, se ainda não estiver, deixem um pouco mais. Este pudim também pode ser feito na panela de pressão, mas eu não uso, por isso faço sempre no forno. Deve ser desenformado depois de totalmente frio (de preferência com umas horas de frigorífico). 
Experimente, é simples, mas maravilhoso! Bom apetite!

 

domingo, 29 de dezembro de 2013

Lasanha de pescada e camarão


Gosto muito de massas e pastas. Gosto de fazer pasta fresca, principalmente quando se trata de massas recheadas, como raviolis, pois assim posso fazer o recheio a meu gosto. Esta lasanha que apresento foi, no entanto, feita com massa seca, lasanha de compra, mas que era bastante boa. O recheio foi feito por mim, numa combinação que gosto muito de peixe e marisco. Este prato faz sucesso cá em casa e todos apreciam, mesmo alguns amigos mais "esquisitos de boca", que já provaram e adoraram.


Receita para 4 pessoas:

Ingredientes
5 postas grandes de pescada (nº 4 ou 5)
500 gr de camarão
1 embalagem de placas de lasanha (o suficiente para forrar o tabuleiro e ir fazendo as camadas)
2 cebolas
2 + 3 colheres de sopa de manteiga ou margarina
3 colheres de sopa de farinha
3 dl de leite
água/caldo da cozedura do camarão (cerca de 3 dl)
aguardente qb (2 a 3 colheres de sopa para flamejar)
sal e pimenta qb
cebolinho fresco qb

Preparação
Primeiro que tudo, pomos o peixe a cozer juntamente com os corpos dos camarões em água e sal (previamente retiramos as cabeças dos animais). Quem gostar, pode adicionar uma malagueta à cozedura.  
Enquanto o peixe e marisco cozem, picamos as cebolas que depois amolecem dentro de um tacho em 2 colheres de manteiga ou margarina (eu costumo usar uma margarina para culinária com baixo teor de gordura, mas podem usar o que for da vossa preferência). Quando as cebolas começarem a refogar, adicionamos as cabeças dos camarões que separámos previamente do corpo. Temperamos com sal e deixamos cozinhar as cabeças para largarem o sabor. Enquanto o processo decorre, devemos ir esmagando as cabeças dos camarões com uma colher para largarem os seus sucos. Entretanto deitamos um pouco de aguardente e largamos o lume dentro do tacho para que fique ligeiramente flamejado e se consiga um sabor mais intenso. Deixamos o alcool evaporar e vamos mexendo. No fim desligamos o lume e trituramos tudo com a varinha mágica. A esta pasta juntamos um pouco da água de cozedura dos camarões, mexemos e voltamos a triturar com a varinha. Coamos tudo com um passador para obtermos apenas um caldo que não contenha cascas nem vestígios das cabeças dos camarões. É este caldo que vai servir para o recheio e para o molho bechamel.

Num tacho colocamos 3 colheres de sopa de margarina e juntamos a farinha. Mexemos muito bem, começando a fazer a base do bechamel. Depois vamos juntando o leite em fio, bem como o caldo de camarão. Vamos misturando até fazer a quantidade de molho pretendida e de forma a que fique bem cremoso. Temperamos com pimenta e retificamos de sal.
Para fazer o recheio, desfazemos a pescada em lascas e cortamos os camarões em pedacinhos, depois de descascados. A isto juntamos uma boa parte do bechamel até obter um creme consistente (ver foto). Reservamos o restante molho bechamel para colocar por cima da lasanha no tabuleiro.
Por fim cozemos as placas de massa e vamos dispondo num tabuleiro as placas de lasanha e o recheio de camarão e pescada (alternadamente massa e recheio). Terminamos com placas de massa e deitamos o restante molho bechamel por cima de tudo. Levamos ao forno a gratinar a 220º. No fim polvilhei com cebolinho fresco picado. Servi com uma salada verde.

Bom apetite e Boas Festas!








Hamburguer do Chef Rui

O meu marido não cozinha muitas vezes... cozinha mesmo muito poucas ;) Não sabe e não gosta, pelo que deixa a tarefa sempre a meu cargo. Mas arruma a cozinha, ajuda no necessário e, acima de tudo, ajuda a comer e a provar, o que é fantástico! Eu não seria feliz se não tivessem quem apreciasse os meus cozinhados. E ele aprecia :) E cada vez dá mais sugestões, ideias de pratos ou detalhes de receitas. Já passou tantas horas comigo a ver programas de culinária, tantas noites de conversas sobre o assunto, tantos pratos e receitas novas para degustação, que a culinária já não lhe é estranha. O Rui já gosta da temática, mas continua a preferir comer.
De vez em quando lá faz um bife ou um hamburguer, mas quando faz... sai-lhe sempre bem! Este hamburguer do meu querido Chef Rui estava fantástico, com rodelas de cebola macia, bacon gratinado, queijo derretido, pão integral e um ovo estrelado perfeito e no ponto. Não é para qualquer um! Que me desculpem os profissionais da matéria, mas o Rui é o meu Chef preferido!!!! :D


sábado, 28 de dezembro de 2013

Entradas Parte II

Com a aproximação da noite de passagem de ano, são bem vindas ideias de entradas para uma mesa requintada e bem recheada. Aqui em casa a passagem do ano é sempre vivida entre a grande algazarra do grupo de amigos :) Nestas festas, o que dá imenso jeito, são entradas e petisquinhos fáceis e práticos, mas que façam muita vista e sejam saborosos. Como estes dois que vos sugiro hoje. espero que gostem.

Entrada de salmão em massa folhada

Comprei massa folhada fresca já pronta, desenrolei a placa e cortei rodelas (com um cortador redondo, se não tiverem podem improvisar com um copo e cortar com uma faca). Coloquei essas rodelas num tabuleiro forrado com papel vegetal. Levei ao forno a 190º cerca de 15 minutos, virei a meio para as rodelinhas ficarem tostadas de ambos os lados. A massa folhada deve cozinhar a temperaturas não muito altas para ir enfolando e crescendo, de forma a ficar com o aspeto folhado. Deste processo resultaram uns folhados redondos. Com muito cuidado, fiz um buraco com o dedo em cada folhado e recheei com creme de queijo e salmão. Para o creme de queijo usei quatro colheres de sopa de queijo fresco em creme, sal e pimenta para temperar, pedacinhos de couve flor em pickle e umas duas colheres de sopa de um queijo creme já com sabor a salão. Misturei tudo, coloquei uma colher de creme em cada folhado e por cima um pedaço de salmão fumado previamente temperado com pimenta e sumo de limão. Ficou delicioso!


Canapés de camarão e requeijão

Nesta entrada os camarões foram fritos na frigideira com azeite e alho. Depois foram feitas espetadinhas com três camarões em cada. Desta vez não retirámos as cabeças porque um dos comensais gosta muito desta parte do camarão, mas será melhor opção retirá-las para que os camarões possam ser comidos em espetada em uma ou duas dentadas. Não são camarões muito grandes (tamanho 40-60), precisamente porque o objetivo é comer cada espetada de uma vez acompanhada de uma tosta de requeijão.
O que está à volta são rodelas de pão tostadinho no forno (podem usar tostas redondas de compra) com creme de requeijão, sal, pimenta, ervas finas e um pouco de nata de soja para que o requeijão fique perfeitamente cremoso. Foi tudo batido até obter um creme e foi colcoada a mistura por cima das tostas. 
Os créditos desta receita vão para o meu pai, que a confecionou e também não se fez rogado a comer ;)

Bom apetite e Boas Festas!



sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Salmão com arroz cremoso de espinafres e feijão branco

Depois do Natal e enquanto nos preparamos para a passagem do ano, um prato simples e saudável. Um salmão na frigideira com pouca gordura. Um peixe que cozinha muito rapidamente e é simples de preparar, acompanhado de um arroz cremoso com vegetais e leguminosas. O salmão que utilizei foi comprado já em lombos arranjados (100% prático!). Quanto ao arroz, foi confecionado tal e qual com a técnica do risotto, mas com o bem português arroz carolino. O resultado é o mesmo, apenas é necessário termos atenção ao tempo de cozedura, dado que o arroz carolino cozinha rapidamente.


Comecei por refogar uma cebola em azeite. Alguns minutos depois adicionei o arroz e deixei fritar ligeiramente. Juntei vinho branco (uma chávena da mesma medida da do arroz) e mexi até o arroz absorver o líquido. Depois temperei com sal e fui fazendo como se fosse risotto: fui acrescentando caldo bem quente enquanto o arroz foi cozendo lentamente e largando toda a sua goma para ficar "malandrinho", bem cremoso. Quase no fim do tempo de cozedura, acrescentei os espinafres crus em folhas e uma chávena (a mesma medida novamente) de feijão branco já cozido. Quando o arroz estava completamente cozinhado, desliguei o lume e acrescentei uma colher de sopa de manteiga e outra de mozarella light ralada, bem como um pouco de pimenta moída na altura. Mexi bem e ficou pronto o arroz!
Neste meio tempo, fui fazendo o salmão, que estava previamente temperado com sal, pimenta preta e sumo de limão. Deitei um fio de azeite na frigideira e "selei" os lombos de salmão de ambos os lados, de forma a ficarem tostadinhos. Três a quatro minutos de cada lado (conforme tamanho dos lombos) são suficientes para cozinhar este peixe. No fim reservei os lombos embrulhados em folha de alumínio e acrescentei à gordura que sobrou na frigideira 1,5 dl de natas de soja e mais um pouco de sumo de limão. Retifiquei de sal e pimenta e deixei engrossar o molho. Servi os lombos com o molho e cebolinho. Acompanhei como o arroz cremoso.

Bom apetite e Boas Festas!

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Fritos de abóbora tão bons!

A 26 de dezembro continua a ser Natal. Continuamos em período de festas. Continuamos a celebrar o nascimento de Jesus, a família, os amigos e a amizade e partilha em torno da mesa. Uma mesa com muitas iguarias por esta altura do ano.  Os sonhos, bem como os fritos de abóbora (também há quem faça de cenoura) são algumas das sobremesas mais tradicionais das mesas dos portugueses nestas datas festivas.
Deixo-vos uma receita de fritos de abóbora que deram à minha mãe e que ela executou na perfeição. Penso que o facto da abóbora ser do nosso terreno e ser de grande qualidade foi um dos factores de sucesso destes fritos que estavam mesmo muito bons. E o carinho da mãe ao fazê-los, claro está! Deliciosos!

Ingredientes:
0,5 l de leite à temperatura ambiente
500 gr de abóbora cozida e escorrida (para obter o meio quilo depois de cozida, devemos ter cerca de 1 kg de abóbora quando crua)
500 gr de farinha de trigo
2 ovos
2 colheres de sobremesa bem cheias de fermento em pó
raspa de 2 laranjas
óleo para fritar
açúcar e canela para polvilhar

Preparação:
Depois de cozida e muito bem escorrida a abóbora, desfaz-se muito bem com um garfo (o garfo é suficiente porque a abóbora fica muito bem cozida e macia). Vai-se mexendo bem enquanto se vai juntando alternadamente o leite e colheradas de farinha (onde misturámos o fermento em pó). Devemos mexer entre cada adição. Depois juntam-se as 2 gemas e a raspa das laranjas, mexendo sempre muito bem. Por último, batem-se as claras em castelo com uma pitada de sal e gotas de limão. Envolvem-se as claras na massa, misturando bem. Chegada a hora de fritar, vão-se deitando colheradas de massa em óleo quente até terminar. Depois de fritos e bem escorridos do excesso de óleo, polvilham-se os fritos com açúcar e canela.

Bom apetite e Boas Festas!


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Arroz doce cremoso da Avó Lurdes



A minha Avó Lurdes é muito especial! E o arroz doce que ela faz também! Neste dia 24 de dezembro, só podia partilhar convosco uma paparoca que me é muito querida, uma receita de família, que a minha avó passou para mim e que eu faço com muito amor. No Natal, na Páscoa, nos aniversários e em todas as ocasiões especiais, há sempre arroz doce cá em casa. A minha avó ainda o faz muito bem feito, sai sempre bem! E a minha mãe também faz às vezes e fica muito bom, mas sou eu quem mais replica esta receita antiga que foi dada à minha avó há décadas pela dona de uma mercearia antiga que existia em Vila Franca de Xira...
Com esta partilha de hoje, esta receita que faço sempre com tanta dedicação, quero desejar-vos um Natal muito feliz junto de quem mais amam, com saúde, amizade e partilha.

Boas Festas!

Ingredientes:
250 gr de arroz carolino
375 gr de açúcar
1 litro de água
1 litro de leite gordo do dia (previamente fervido)
Cascas de um limão inteiro (só a parte amarela)
1 pitada de sal grosso
4 a 5 gemas de ovos, conforme o tamanho e se queremos o arroz mais "amarelinho"
125 gr de manteiga com sal
Canela em pó para polvilhar

Preparação:
Num tacho grande coloco a água com uma pitada de sal e as cascas do limão. Quando estiver a ferver, junto o arroz, baixo o lume e vou mexendo sempre até o arroz cozer e abrir o bago completamente. Não escorro água nenhuma, ou seja, deixo cozer o arroz até este absorver toda a água, sempre em lume brando para que coza lentamente. Depois começo a juntar o leite a ferver (é importante que esteja fervente). Vou juntando aos poucos e mexendo sempre. Quando o leite começa a ser adicionado já o arroz está completamente cozido. Vão mexendo sempre para ganhar nata e o arroz continuar a libertar toda a sua goma. Adicionamos todo o leite, mexendo sempre e retiramos as cascas de limão.
Só depois adicionamos o açúcar. Mexemos novamente. O açúcar adicionado no fim torna o arroz mais cremoso. Depois de encorpado o açúcar, retiro o tacho do lume. Numa tigela bato 4 gemas de ovos, junto-lhe umas colheradas de arroz e misturo tudo bem. De seguida junto esta mistura ao restante arroz, mexendo e misturando com muito cuidado. Só depois das gemas estarem completamente misturadas (para não talharem) é que o tacho volta ao lume mais 5 minutos para as gemas cozinharem, mas sem que se notem "fios" amarelos dos ovos.
O conselho é repetitivo, mas é mesmo assim: mexam sempre muito bem! Este arroz doce é para fazer com tempo e dedicação, leva uma hora ou mais ao lume. Mas o resultado vale tanto a pena.... Seguindo com a receita: depois do passo anterior, retiramos em definitivo o tacho do lume e adicionamos toda a manteiga que vai derreter no calor do arroz. Mexemos bem mais uma vez para a manteiga derreter completamente e está pronto! Deixem arrefecer e decorem com canela em pó.
Como disse, a receita é um pouco morosa, é calórica, é verdade, mas em dia de festa não se contam calorias. Para conseguir exatamente este resultado não devem alterar as quantidades. Este arroz doce é tão cremoso e delicioso, que parece um leite creme ou pudim com bagos de arroz muito bem cozidos. É absolutamente divinal! Espero que gostem!





segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Peru de Natal

Cá em casa já fizemos uma ceia de Natal antecipada com uns amigos muitos especiais, daqueles que estão sempre no nosso Natal e sempre em todos os momentos da nossa vida. Como ceia de Natal especial que foi, teve direito a abertura de presentes e a peru recheado. O nosso sobrinho Miguel abriu prendas, nós também, terminámos a noite a rir à grande com o jogo de tabuleiro novo do Miguel e foi mais um daqueles momentos fantásticos, passados com quem mais gostamos. Mas, antes de pormos o jogo de tabuleiro em cima da mesa, pusemos o peru... e estava muito bom!!


Num primeiro momento fiz uma assadura prévia ao peru num tabuleiro com uma cama de sal, no forno a 190º. Assou cerca de 40 minutos de um lado, 40 minutos do outro para o peru cozinhar uniformemente e ganhar apenas o sabor do sal (o animal tinha 4 kg). Dentro do peru também coloquei um ramo de alecrim e tomilho para aromatizar. No fim retirei.
Depois desse tempo, retirei o peru do forno e recheie o interior da carcaça com os míudos do animal previamente salteados em manteiga e um pouco do paté caseiro de fígados de aves (receita aqui no blog (http://paparocadeliciosa.blogspot.pt/2013/12/frango-com-pate-de-figados.html). A esta mistura de miúdos adicionei tâmaras, alperces secos, amêndoas e nozes em pedaços. Misturei ainda um pouco de vinho do Porto, 2 ovos para ligar tudo, temperei com pimenta e retifiquei de sal. Coloquei o recheio dentro do peru e depois pincelei toda a pele por fora com uma mistura de mel, flor de sal e azeite. É importante pincelar a pele para que esta fica estaladiça, brilhante e caramelizada.
Depois de totalmente assado (o tempo varia conforme o tamanho do animal), adornei a zona da carcaça com rodelas de laranja e alecrim. Por dentro estava o recheio, que servi em colheradas juntamente com a carne do peru.


Acompanhei com legumes em rodelas fininhas, também assados no forno: batata doce, cenoura e beterraba, tudo temperado com flor de sal, azeite e alecrim.
Os amigos gostaram muito e o meu sobrinho Miguel comeu uma perna inteira do peru com uma satisfação, que ainda me deu mais prazer a mim só de ver do que a ele de comer ;)

Boas festas!!!


sábado, 21 de dezembro de 2013

Entradas Parte I

Entradas, petisquinhos, amuse bouche, utilizando a expressão francesa que se pode traduzir por "algo para entreter a boca", enfim tudo o que possa ser saboroso para começar a conversa e a refeição, antes de chegarem os pratos principais. Estas iguarias são a minha perdição... Adoro entradas e petiscos, por isso estou sempre a ter ideias novas para os inícios de convívios à mesa.

Deixo-vos algumas sugestões de entradas, boas para a mesa da Consoada ou para qualquer dia de festa e de jantarada em boa companhia.

Uma das ideias são as "tacinhas"  de massa philo, cuja preparação está exemplificada no vídeo da reportagem da RTP. Moldo as tacinhas com a ajuda das formas de cup cakes e levo ao forno a 180º durante muito poucos minutos (5 a 10). Depois podemos rechear as tacinhas com o que preferirmos: queijo, paté, queijos com doces vários, ovos mexidos com farinheira, mistura de farinheira com espinafres e maçã, etc.  
Claro que os queijos também podem ser servidos numa tábua apenas acompanhados de um bom pão ou tostas. Ou numa travessa, acompanhados de alguns sabores que liguem bem, como estes exemplos: fatias de queijo de cabra com folha de manjerião e tomate cereja, as mesmas fatias de queijo com requeijão e doce de abóbora e, por fim, com mel e sementes de sésamo. Sempre o mesmo queijo, três sabores diferentes!


O tradicional requeijão com doce de abóbora, onde eu também gostos de juntar nozes, também constitui uma boa entrada ou sobremesa, dado que é um prato que se adapta bem a qualquer uma das hipóteses. Costumo escolher um requeijão de Seia, cremoso e delicioso.


Outra receita que já deixei aqui no blog foi o paté de fígados de aves. Paté caseiro, que podemos fazer e temperar à nossa maneira, com pimenta, com ervas aromáticas, com umas colheradas de bebida alcoolica a nosso gosto. Também podemos juntar frutos secos ao paté e dar largas à imaginação para fazer algo delicioso. A receita do paté de fígados de aves: Cozinhei 500 gr de fígados em manteiga, temperados com pouco sal e bastante pimenta moída. Juntei 2 colheres de sopa de aguardente velha e deixei cozinhar numa frigideira até os fígados estarem no ponto, sem deixar secar em demasia. Depois de arrefecidos, triturei no processador de alimentos até obter uma pasta. Neste momento juntei uma colher de sobremesa de vinagre balsâmico e, depois de tudo pronto, 2 colheres de sopa de pimenta rosa em grão. Se virem que o paté está muito espesso, juntei um pouquinho de água morna e retifiquem o sal.



Sugiro ainda uma entrada quente, esta mais adequada para ser servida já no prato, pois requer faca e garfo: cogumelos recheados. São cogumelos castanhos dos grandes, ótimos para rechear. Desta vez fiz com espinafres, pedacinhos de presunto e o interior dos cogumelos picados. Salteei tudo em azeite e alho e recheei os cogumelos. Não necessita de sal, pois o presunto já dá o sabor necessário à receita. Por cima guarneci com queijo ralado (mozarella light neste caso) e levei ao forno por uns 20 minutos a 190º.
Espero que gostem das sugestões. Em breve trago-vos outras diferentes, mais umas pitadas de imaginação para entreter as bocas, a primeira hora do jantar e as conversas animadas entre amigos :)

Bom apetite e Boas Festas!





sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Sugestões e prendas de Natal


A época do Natal é marcada por tanta coisa diferente... sentimentos que às vezes são alegres, outras vezes mais nostálgicos. Mas trata-se, sem dúvida, de uma época festiva e em que a partilha está sempre presente... ou deveria estar.
Eu gosto de partilhar, de preferência sentada à mesa, durante todo o ano. Mas aproveito esta altura para presentear de forma especial aqueles de quem mais gosto com alguns miminhos deliciosos.
Deixo-vos uma sugestão de prenda de Natal que podem fazer e personalizar para amigos e familiares. Eu usei um cestinho para este conjunto, mas também costumo usar caixas bonitas alusivas à época ou sacos de sarapilheira atados com uma bonita fita. É tudo uma questão de imaginação.
Este cesto tem um frasco de doce de castanha com noz (receita aqui no blog: http://paparocadeliciosa.blogspot.pt/2013/12/doce-de-castanha-e-noz.html), um frasco de doce de courgette com bagos de romã (http://paparocadeliciosa.blogspot.pt/2013/11/coisas-de-outono-compotas-e-bolachas.html), uma garrafa de azeite aromatizado com alho, malagueta, tomilho e alecrim e ainda um saquinho de "Estrelas de Amêndoa". Estas estrelas são uns biscoitos muito bons, cuja receita vi numa revista e adaptei, usando farinha integral misturada com a farinha de trigo e acrescentando a dose de farinha de amêndoa, o que deixou estas estrelas verdadeiramente cintilantes ;) Fiquem com a receita.



Biscoitos "Estrelas de Amêndoa"

200 gr de farinha integral
50 gr de farinha de trigo sem fermento, tipo 55
150 gr de amêndoa triturada, muito moída (como se estivesse em farinha)
150 gr de açúcar branco
150 gr de margarina ou manteiga sem sal

Comecei por triturar tudo num processador de alimentos e depois amassei à mão com a ajuda de um pouco de água para ligar os elementos (cerca de 1 dl ou menos). Depois de pronta a massa, estendi com o rolo e fiz uma placa de 2 cm de altura para as bolachas não ficarem muito finas. Cortei em estrelas com um cortador. Atenção que esta massa fica tipo "areia", não fica uma massa elástica, devemos ter muito cuidado ao moldar as estrelas. Retirei-as da bancada com a ajuda de uma espátula para cima de um tabuleiro forrado de papel vegetal e levei ao forno a 200º durante cerca de 10 minutos (espreitem ao fim de 7 minutos e vejam como estão, não esquecendo que os biscoitos vão ficar mais rijos cá fora depois de arrefecerem). Se considerarem que estão bem ao fim de 7 ou 8 minutos, retirem. Não deixem cozer demais para manterem a suculência por dentro.

Bom apetite e Boas festas!!



quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Deliciosas sugestões para a ceia de Natal

Tenho dado algumas sugestões para a ceia de Natal e para as refeições destes dias festivos que se aproximam. E vou deixar-vos mais algumas nestes próximos dias. Entradas, pratos de bacalhau, sobremesas... podem pesquisar aqui ou na página de facebook e encontram muitas ideias deliciosas. A esse propósito, a RTP veio até à minha cozinha fazer uma reportagem sobre sugestões boas e gourmet, mas económicas e possíveis de fazer em casa para a noite da consoada.
Deixo-vos o vídeo e o agradecimento aos fantásticos jornalistas Lavínia Leal e Rui Silva que estiveram uma tarde inteira a ver-me cozinhar e a filmar todas estas preparações. Penso que foram bem recompensados no fim ;)

video

Gostava ainda de vos deixar a ideia de que termos uma mesa recheada de coisas boas, não significa termos comida em excesso. Penso que mais vale uma mesa variada, com um bocadinho de cada coisa, do que enormes quantidades de comida que depois sobram e acabam, muitas vezes, irremediavelmente, no lixo. Principalmente em relação aos doces, deixo-vos uma dica: façam meias receitas, ou seja, dividam por dois todos os ingredientes e confecionem uma quantidade razoável de cada sobremesa. Mesmo que a família seja grande, já se sabe que cada um gosta de participar com algo e há doces obrigatórios que não podem faltar. Por isso, por haver sempre muita comida nestes dias, experimentem fazer as receitas por metade para ser mais económico e terem menos desperdício.
E puxem pela imaginação! Há muitas coisas deliciosas e interessantes que se podem fazer para entrada, por exemplo. Deixo-vos esta ideia das "tacinhas de massa philo, uma das sugestões que fez mais sucesso na reportagem da RTP. E fica a promessa de publicar brevemente um post só dedicado a entradas. Estas tacinhas da foto foram recheadas com queijo de cabra e doce de courgette e romã, na reportagem mostro umas recheadas com queijo de Seia e doce de abóbora, outras com doce de castanha e outras com farinheira e espinafres. São várias ideias, juntem a vossa imaginação a estas sugestões e façam pratos deliciosos.

Beijinhos e Boas festas :)

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Tarte de Pêra Rocha do Avenal, sobremesa premiada!

O último fim de semana foi passado no Porto. A pretexto da final do concurso Chefs lá de Casa, fomos um dia antes e aproveitámos para visitar a Casa Aleixo e comer uns belos filetes de polvo. Estavam ótimos, foram antecedidos de bolinhos de bacalhau com salada de feijão frade e precedidos de pudim francês e aletria. Um bom vinho acompanhou tudo e o resto da noite de sábado foi animado por uma "movida" portuense sempre em alta!
Domingo, véspera da final... aproveitámos para visitar uma amiga na zona de Gaia, mais uns petiscos, mais uns votos de boa sorte, mais gente simpática do norte!

E chegou, finalmente, o dia da grande final. Para alguém como eu, absolutamente amador, fazer um jantar para 100 convidados é um enorme desafio! Estive a fazer tartes de pêra rocha das 9 da manhã às 9 da noite, tendo parado 30 minutos para almoçar. Uma dúzia de tartes, cerca de hora e meia a descascar 100 pêras (nem sei quantos quilos eram...), a primeira massa que correu mal, sete litros de creme, dois litros de geleia de pêra com vinho do Porto...
Segunda massa, melhor... graças à ajuda dos pasteleiros do hotel onde decorreu o evento, o Sr. Pinto e o jovem Leandro. Cozer as tartes, arrefecer as tartes, cortar em fatias iguais e direitinhas, empratar as fatias, colocar 100 pauzinhos de canela...... UFA!!!
Fazer tartes para uma centena de pessoas não é o mesmo que fazer cá em casa para os amigos, ai não é, não! Ainda hoje me doem os músculos de tanto amassar e esticar massa, o rolo devia pesar uns cinco quilos, nunca tinha visto um rolo da massa daquele tamanho. Se alguém que me lê é casado com uma pasteleira ou pasteleiro, tenham muito medo de apanhar com um rolo daqueles!!


Com isto tudo, fui a última a entrar na sala do jantar e comecei a comer com bastante atraso. Mas recuperei a todo o ritmo e provei a ementa completa, com tudo aquilo a que tinha direito: Creme de Lavagante, Robalo com Cadelinhas, Bacalhau com todos na Broa e a Tarte de Pêra Rocha do Avenal. No fim da degustação so convidados votaram os pratos, deram o 1º lugar ao bacalhau e o 2º lugar do pódio à minha tarte, o que me deixou bastante orgulhosa :D
A tarte está de parabéns, a pêra rocha e a minha ideia de fazer esta sobremesa também foram uma ajuda ;) Parabéns a todos os participantes e, em especial, aos outros três finalistas que me acompanharam. Afinal, é a gastronomia portuguesa que está de parabéns!





sábado, 14 de dezembro de 2013

Bacalhau dos dias de festa



Chamo a este prato "Bacalhau dos dias de festa" porque cá em casa faço-o em ocasiões especiais, como o Natal ou o aniversário do meu marido, que adora este bacalhau. É um dos pratos preferidos dele. No que diz respeito a bacalhau, é mesmo a forma como o Rui prefere que eu confecione o fiel amigo da nossa mesa. Ele diz com frequência que já está satisfeito, mas que não consegue parar de comer o bacalhau... mais uma colherinha, só mais um bocadinho e continua...
Os outros familiares e amigos, tal como eu própria, todos apreciamos bastante o prato. Trata-se de uma espécie de bacalhau espiritual, mas feito à minha maneira, não leva pão, mas broa de milho amarela. Fica numa consistência "cremosa firme", é muito suculento e guloso. Costumo fazer em tabuleiros de forno grandes, mas desta vez empratei de forma especial. Podem fazer no tabuleiro e depois retirar quadrados assim e colocar de forma bonita no prato, com um camarão (reservem alguns) por cima e tomates cereja para enfeitar. É uma boa sugestão de prato para a noite da consoada, fica requintado, saboroso e diferente.
Espero que gostem! Bom apetite!

Ingredientes
(para 4 pessoas)
4 a 5 postas de bacalhau (conforme tamanho, mas convém que sejam postas do meio)
500 gr de camarão 60/80
1 kg de cenouras
2 cebolas
3 dentes de alho
2 folhas de louro
3 dl azeite
Manteiga, leite, água de cozer o camarão e farinha qb, tudo para o bechamel
200 gr broa de milho amarela
2 molhos de espinafres
Tomate cereja para enfeitar

Preparação do prato
Cozer o bacalhau, retirar todas as espinhas e peles e lascá-lo. Amolecer a cebola e alhos em azeite, refogando levemente, e juntar o bacalhau com o louro para tudo ganhar sabor. Misturar bem, fazendo isto numa frigideira ou caçarola grande.
Cortar as cenouras em fiozinhos (como se fosse para salada, mas no corte mais grosso). Cozinhar as cenouras em azeite, temperadas com sal, até estarem moles. No fundo trata-se, igualmente, de um refogado. Juntá-las ao bacalhau, tendo o cuidado de não levar azeite em excesso para não ficar gorduroso. Misturar tudo. Acrescentar os camarões descascados que foram previamente cozidos em água e sal.
Com um pouco da água de cozer o camarão, amolecer a broa de milho. Juntar isto ao preparado anterior. Retificar o sal e a proporção entre o bacalhau e os outros ingredientes.
Envolver todo o preparado com um bechamel feito da água de cozer o camarão, leite, farinha e manteiga. Levar ao forno a gratinar. À parte, saltear em alho e azeite os espinafres e empratar todo em conjunto.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Rabanadas ou fatias douradas?


Rabanadas ou fatias douradas? Batizamos este doce típico do Natal conforme a região do país e o modo de confecionar também varia de acordo com a geografia. Antigamente só mesmo a norte do Rio Mondego se usava a expressão "rabanada", termo que depois se alargou à zona sul do país. Mas a expressão "fatias douradas" continua a ser utilizada, até porque estas fatias são mesmo douradinhas e deliciosas.
"Fatias paridas" é outra expressão, menos comum, mas que também serve para denominar este doce natalício. E, neste caso, a explicação parece residir na tradição que remonta ao século XV de alimentar as mulheres que tinham acabado de dar à luz com fatias de pão com mel e muitos ovos, refeição que se considerava indicada para recuperar dos partos. As primeiras receitas registadas desta sobremesa remontam a livros de cozinha espanhóis do século XVII. Também existem as versões francesa e inglesa do doce, mas vamos centrar-nos na deliciosa tradição portuguesa...
As fatias de pão de trigo (cacete ou de forma) são ensopadas em leite, vinho ou calda de açúcar conforme a receita (mais uma vez... conforme a região do país). Depois são passadas por ovo e fritas em óleo ou azeite bem quente. Por cima deita-se açúcar e canela ou rega-se com calda de açúcar, que pode ser simples ou aromatizada a gosto.
Ou seja, cada um faz como quer ou de acordo com a receita da bisavó ou da avó que foi passando de geração em geração. E como é que eu as faço? Bom... sigo a receita da minha avó e acrescento-lhe um toque pessoal. Fervo o leite com cascas de laranja e deixo-o arrefecer quase totalmente. Embebo as fatias de pão de forma no leite, depois passo nos ovos batidos e frito em óleo. Escorro-as em papel absorvente e polvilho com bastante açúcar e canela. Faço na véspera do dia de servir para que fiquem durante a noite a absorver o açúcar com canela que acaba por se transformar numa calda. Assim ficam húmidas e deliciosas. No dia de servir, abro uma romã e deito por cima das fatias os bagos vermelhos e brilhantes. Há coisa mais linda do que ver chover bagos de romã por cima de uma rabanada na noite de Natal?...

Boas festas...



terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Doce de castanha e noz



Este doce de castanha é muito cremoso e ficou delicioso! Vi uma receita e adaptei-a a meu gosto. Cozi um quilo de castanhas congeladas com água e uma pitada de sal e fiz uma calda com 600 gr de açúcar e 3,5 dl de água. Deixei ferver o açúcar com a água até estar em ponto de pasta (na realidade, ficou entre o ponto de pasta e o ponto de fio, ficou uma pasta grossa - temperatura do termómetro nos 103º). Quando atingirem o ponto, retirem do lume. Entretanto passamos as castanhas no pass vite ou processador de alimentos, desfazendo tudo bem. Colocamos a pasta de castanha num tacho e vamos juntando a calda de açúcar em fio e mexendo sempre, de forma a conseguir um creme homegéneo e muito cremoso. Aromatizamos com uma colher de sobremesa de aroma de baunilha. Quando tudo está misturado na perfeição, voltamos com o tacho ao lume a ferver até o doce ficar em ponto de estrada (quando a colher abre uma "estrada" no fundo do tacho). Depois de retirar do calor, adicionei nozes em pedacinhos. Podem adicionar outro fruto seco que tenham em casa ou que prefiram. Coloquem em recipientes esterilizados e fechem os frascos assim que o doce arrefecer.

Este doce pode servir como prenda de Natal para surpreenderem os vossos familiares e amigos com uma prenda doce, pode ser saboreado ao lanche, sobre pão ou tostas ou pode ainda ser utilizado conforme a vossa imaginação mandar em sobremesas várias.
Eu tive esta ideia: coloquei duas colheres de sopa de doce num prato, depois uma colher de gelado por cima (este gelado era de compra, sabor "leite creme com caramelo"e finalizei com amêndoas caramelizadas cortadas em pedaços. Estava tãoooooo booooom! Verdade, experimentem :)
Bom apetite e boas festas!


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

A Tarte está na final dos Chefs lá de Casa!!

Estou muito contente, pois claro que estou, pois a Tarte de Pêra Rocha do Avenal conquistou os palatos e os corações do júri do concurso Chefs lá de Casa :)
Fui apurada para a final com a tarte e vou confecioná-la num jantar para uma centena de convidados, no dia 16 de dezembro, no Porto. O palco do evento vai ser o Porto Palácio, um hotel de 5 estrelas, cheio de estilo, charme e chefs profissionais do melhor, por isso a responsabilidade é enorme!
Muito e muito obrigada a todos os que têm apoiado a minha doce caminhada neste concurso. Estou muito orgulhosa, contente e ansiosa por desfrutar da última etapa desta experiência que está a ser fantástica!
Beijinhos deliciosos a todos ;) 






domingo, 8 de dezembro de 2013

Frango com patê de fígados

A fotografia deste prato não revela exatamente o bom sabor que tinha. Talvez a pressa de o provar me tivesse roubado a paciência para a fotografia. A ânsia de jantar já era alguma, depois de um dia inteiro a cozinhar. Estar entre tachos e panelas é fantástico, mas provar também é bom...

Voltando à receita, trata-se, simplesmente, de frango. Mas a junção de vários sabores, cores e elementos no prato fez desta refeição um momento muito agradável ao paladar. Podia ter chamar ao prato "Ode ao frango", pois cozinhei o animal e fiz patê dos fígados de vários primos. Mas batizei-o apenas de "Frango com patê"... patê de fígados de frango, caseiro, feito por mim. Comecei por cozinhar os fígados em manteiga, temperados com pouco sal e bastante pimenta moída. Juntei 3 colheres de sopa de aguardente velha e deixei cozinhar numa frigideira até os fígados estarem no ponto, sem deixar secar em demasia. Depois de arrefecidos, triturei no processador de alimentos até obter uma pasta. Neste momento juntei uma colher de sobremesa de vinagre balsâmico e, depois de tudo pronto, 3 colheres de sopa de pimenta rosa em grão. Tudo isto para cerca de 700 gr de fígados de ave. Fiz bastante quantidade para conservar e guardar para posteriores utilizações (ficou conservado num frasco, barrado com manteiga clarificada).

De seguida comecei a trabalhar o frango, levantando a pele do peito, com muito cuidado, de forma a que não se rompesse. Com os dedos fui levantando a pele delicadamente para abrir um espaço (uma bolsa) entre a pele e a carne. Misturei nozes picadas a uma porção de patê e recheei/coloquei esta mistura debaixo da pele do frango (também podem fazer o mesmo com um perú ou colocar o patê a servir de recheio dentro do corpo do animal em vez de ser debaixo da pele).
Numa assadeira deitei uma cama de sal e o frango em cima. Primeiro tostou no forno de um dos lados e depois do lado do peito (onde tinha o recheio do patê). Nesta altura da confeção é necessário baixar o forno dos 220º para os 180º para que a pele não fique queimada. Isto porque a pele foi desprendida da carne e muito esticada, pelo que se encontra bastante sensível. O frango vai ao forno completamente cru, pelo que deve assar até a carne estar cozinhada e a pele tostada sem queimar.
Servi este frango com porções do patê do recheio, arroz cremoso de espinafres, chalotas caramelizadas e fatias de abóbora e beterraba desidratadas (são os elementos vermelhos e amarelos, quase parecem flores). Estava bom e guloso! Quando fizer da próxima vez vou tentar uma foto com o frango inteiro acabadinho de sair do forno e tostadinho.

Deixo-vos a foto do aspeto do patê que serviu de recheio, mas também foi e será usado como entrada, servido com tostas ou pão. Bom apetite!



sábado, 7 de dezembro de 2013

Pãezinhos surpresa

Chamei "Pãezinhos Surpresa" a estes pães porque são mesmo uma surpresa quando os abrimos e comemos. Fiz com farinha integral para ficarem mais saudáveis e com um aspeto rústico.

São bons para o pequeno almoço, para o lanche ou para acompanharem entradas, barrar com manteigas, queijos, patés...

Acho que são bons com tudo e uma sugestão bonita e saborosa para a mesa de Natal.


Receita para uma dúzia de pães (cada um, depois de cozido, fica com cerca de 60 gr)
 
Ingredientes:
- 500 gr da farinha integral
- 3 dl de água morna
- 1 saqueta de fermento rápido de padeiro (fermento de padeiro em pó, que se vende em supermercados)
- 2 colheres rasas de chá de sal
- 60 gr de tâmaras + 60 gr de avelãs cortadas grosseiramente em pedacinhos
- 1 colher de chá de mel por cada pãozinho + uma pitada (3 a 4 pedras) de flor de sal também por cada pão
- 1 gema de ovo para pincelar

Preparação:
Amassar a farinha com a água morna onde dissolvemos o sal. Trabalhar a massa até ficar homogénea e com boa consistência. Moldar um rolo e cortar rodelas com dois dedos de espessura. Com essas rodelas fazemos umas bolas ovaladas que depois abrimos e recheamos com uma colher de chá de mel, uma pitada de flor de sal, uma colher de chá bem cheia de pedacinhos de avelãs e outra igual de pedaços de tâmara. Fechamos e moldamos os pãezinhos e dispomo-los num tabuleiro forrado a papel vegetal onde ficam a levedar pelo menos 30 minutos, cobertos com um pano húmido e em ambiente quente (perto do forno acesos, por exemplo). Antes de levar ao forno, dar uns golpes a gosto nos pães e pincelá-los com gema de ovo. Cozem 20 minutos no forno pré aquecido a 180º.