sábado, 30 de novembro de 2013

Saladas de inverno



As saladas são boas durante todo o ano. Qualquer momento é um bom momento para saborear uma salada... Mesmo que seja uma salada quente, uma salada de inverno, como é o caso desta salada de cogumelos e legumes salteados.
Cozinhei os legumes no wook: alhos esmagados, uma cebola, courgette e cenoura raladas, couve branca (tipo repolho) em juliana e cogumelos variados. Salteei tudo em azeite, temperado com sal e pimenta. Depois escalfei um ovo no meio, polvilhei-o com mais um pouco de pimenta e juntei umas avelãs grosseiramente partidas que deitei por cima de tudo para fica uma salada mais rica e com uma textura crocante.
Espero que gostem da sugestão. Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!



sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Broas natalícias


Já se sente um certo espírito de Natal. Nas montras das lojas, nas receitas, na organização de jantares e festas de Natal e fim de ano. A menos de um mês desta festa é mais do que altura de começar a pensar em alguns presentes e coisas boas para dar a quem mais gostamos.

Oferecer algumas iguarias, doces ou salgadas, mas sempre a pensar no gosto de quem recebe, é uma boa sugestão para presentes personalizados, feitos com carinho e dedicação.
Deixo-vos esta sugestão de broas natalícias, que podem fazer para ter em casa, para receber os amigos ou para oferecer como lembrança. E... como "o que é doce nunca amargou", têm garantida a satisfação de quem recebe :)

Broas de batata doce, amêndoa e coco (receita para cerca de 40 broas)

700 gr de batata doce cozida
150 gr amêndoa moída (totalmente triturada, em pó/farinha
75 gr de coco ralado
200 gr farinha de milho
75 gr de farinha de trigo tipo 55
500 gr de açúcar
3 ovos
Raspa de uma laranja grande

Cozer a batata doce e depois esmagá-la totalmente com um garfo. Juntar o açúcar à batata desfeita e levar ao lume até levantar fervura. Quando isso acontecer, juntar a amêndoa, o coco e a raspa de laranja. Misturar e deixar ferver 2 minutos. Tirar do lume e juntar os ovos inteiros um a um, mexendo bem entre cada adição. Voltar ao lume e juntar as farinhas, mexendo sempre muito bem.
Moldar broas e colocá-las num tabuleiro forrado de papel vegetal e untado com margarina. Eu moldei as broas como se fossem pasteis de bacalhau, com a ajuda de duas colheres de sopa. Depois achatei um pouco. Em algumas coloquei umas amêndoas laminadas, nas outras pincelei com ovo batido (estas ficaram um pouco mais escuras porque levaram mais forno, mas ficaram igualmente boas).
As broas cozem 25 minutos no forno a 180º.

Bom apetite e boas festas!


quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Cataplana de amêijoas

Por todo o Portugal se confecionam deliciosas cataplanas com ingredientes diversos. Mas foi em Peniche, minha terra adotiva, de férias, de muitos amigos e de muitas coisas boas, que "apanhei" o "vício" da cataplana. Cataplana de amêijoas com carne e batatinha frita a acompanhar. É muito bom e passou a ser refeição frequente cá de casa. Essencial e obrigatório: ter umas excelentes amêijoas na cataplana, pois os bichinhos são os protagonistas do prato!


Recordo-me uma vez, já lá vão uns anos largos, estava em reportagem no Seixal, e comi uma cataplana de peixe excelente. O prato tinha ganho um prémio num concurso e era, de facto, fabuloso! Vários tipos de peixe, uns camarões, umas amêijoas e um pouco de natas (qb, sem estar enjoativo nem gorduroso) para engrossar o molho. Estava de comer e chorar por mais! E ainda me lembro (ainda hoje com surpresa) de como foi possível os colegas do carro de diretos terem pedido bitoques!?!?! Também gosto de bife, mas quando temos o privilégio de provar uma cataplana assim, recheada de tanto peixe fresco e saboroso... Bom, voltando à minha cataplana, mais modesta, mas também deliciosa, aqui fica o modo de fazer.

Em primeiro lugar frito uns pedacinhos de carne de porco muito tenra, fazendo-o como se fosse para um prato de carne de porco à alentejana ou para rojões. A carne é temperada com bastante alho, sal, pimenta, louro e massa de pimentão, se gostarem. Frito esta carne em azeite de forma a ficar tostadinha. Na cataplana coloco azeite, cebola em rodelas não muito finas, alho esmagado, tomate bastante maduro em pedaços, rodelas de um bom chouriço e um ramo de salsa e coentros. Refresco com um pouco de vinho branco. Deixo cozinhar alguns minutos para a cebola começar a amolecer e todos os ingredientes largarem os seus sucos e sabores. Depois adiciono as amêijoas. Não as coloco logo de início porque demoram pouco tempo a abrir e ficariam cozinhadas demais de fossem introduzidas no início. Se necessário, retificamos de sal. A cataplana cria bastante suco e molho, tudo vai cozinhar ao natural e os sabores finais vão ser frescos e sumarentos.
Nos últimos minutos adiciono os pedaços de carne já frita. Envolvo tudo e deixo ao lume por mais 2 minutos. Retiro o molho de ervas aromáticas e junto novos coentros e salsa frescos.
Costumo servir com batatas fritas em rodelas ou palitos. Bom apetite!



terça-feira, 26 de novembro de 2013

Lombos de garoupa enrolados em alho francês e bacon

Como tenho mais uma receita de peixe para partilhar convosco, não resisto a transcrever um excerto de um texto do livro de Miguel Esteves Cardoso, "Como é linda a puta da vida". O MEC é, reconhecida, oficial e orgulhosamente, muito guloso e um grande garfo! Gosta de comer, principalmente tudo o que é produto português. Eu acredito mesmo que ele podia ser um embaixador oficial da nossa gastronomia e estaríamos muito, muito bem servidos  Deixo-vos uma pequena parte de um texto delicioso (e útil!) que tem por título "Como pedir peixe". Para lerem tudo, comprem o livro, porque vale mesmo a pena! Não é apenas um relato delicioso de comidas e paparocas, mas também uma descrição maravilhosa de pedaços de vida cheios de amor...

"Como pedir peixe", por Miguel Esteves Cardoso:


(...)"O peixe fresco é de definição complexa. Pode ser um peixe apanhado de madrugada, mesmo ali ao lado, mas basta ter passado duas horas a apanhar sol e calor para perder toda a frescura. Pode ser um peixe apanhado há uma semana e logo congelado a bordo e, se for devidamente descongelado e mantido a baixa temperatura, guarda a frescura.
O peixe fresco é o peixe em bom estado, o mais próximo possível de como estava quando foi pescado.
(...)
O peixe, para ser fresco e bom, tem de ter muito bom aspecto. Se virmos fotografias dos peixes quando estão vivos no mar percebemos que, tal como os seres humanos, são muito mais feios quando estão mortos.
Mesmo assim, o corpo tem de brilhar. Os olhos até podem não brilhar, mas não podem estar afundados. As guelras até podem não ser encarnadas, mas não podem estar castanhas. Mas o teste mais importante é o do dedo: a carne tem de ser elástica. Se deixar impressão digital, não é fresca." (...)


E agora a nossa receita de lombos desta garoupa, um animal lindo, fresco, que tinha quase três quilos e deu estes maravilhosos lombos. Arranjei o peixe, reservando os lombos e aproveitei o resto para fazer o molho. No dia seguinte esse peixe (cabeça, zona do rabo, etc) ainda deu uma maravilhosa omeleta de peixe. Nada se estraga, tudo se aproveita e transforma em pratos deliciosos!



Ingredientes (para 6 pessoas)
1 garoupa de 2,5 a 3 kg arranjada em 6 lombos. Reservar a cabeça e espinhas.
1 cebola
1,5 dl azeite
1,5 dl espumante ou vinho branco
Sal qb
Tomilho limão
8 batatas para puré + 3 dentes de alho esmagados, manteiga, leite, sal e noz moscada para temperar o puré
12 folhas grandes de alho francês
12 fatias de bacon
400 gr de ervilhas cozidas e temperadas com azeite e tomilho

Preparação do prato
Levar a cabeça e “aparas do peixe” ao forno com os temperos, cebola, espumante ou vinho branco e azeite. Deixar cozinhar e aproveitar o molho.
Temperar os lombos e deixar a marinar 2 horas com tomilho limão, salsa, sal qb, um pouco de azeite. Entretanto, escaldar as folhas de alho francês apenas por 2 minutos para ficarem macias e moldáveis.
De seguida enrolar cada lombo de peixe (crus) em 2 folhas de alho francês e, posteriormente, em 2 fatias de bacon. Dispor no tabuleiro e levar ao forno com o molho resultante da assadura da cabeça do peixe para continuar a “apurar” e para a cebola ficar macia. O peixe deve estar no forno a cerca de 200º até estar cozinhado e o bacon estaladiço, mas sem ficar seco (cerca de 20 m ou conforme o tamanho dos lombos).
Fazer o puré de batata com os alhos que também cozem com a batata para dar cremosidade e sabor e, depois de feito o puré bem cremoso, levar ao forno a gratinar um pouco. Cozer as ervilhas e temperá-las com azeite e tomilho.
Empratar tudo com um lombo de garoupa por prato.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Frango estufado com arroz de miúdos

Frango constitui sempre uma refeição prática. E é quase como o bacalhau, pode ser confecionado de muitas, muitas maneiras.... Tem ainda as vantagens de ser uma carne económica e com pouco teor de gordura. Eu costumo retirar a pele ao frango, com exceção de quando o faço no forno, em que não abdico da pele tostadinha e dourada. Pode ter um bocadinho de gordura, mas sabe muito bem...

Esta sugestão que vos apresento é muito simples e saudável. Cozinhei tudo "em crú", sem refogados e com ingredientes muito saudáveis.
Coloquem azeite no fundo de um tacho, façam uma cama de cebolas cortadas em meias luas e alhos esmagados. Por cima, coloquem o frango em pedaços temperado com sal e pimenta e adicionem cenouras em pedaços, uma folha de louro e dois ramos de alecrim (é o alecrim que vai dar o sabor especial a este estufado simples). Reguem com um pouco de vinho branco (1 a 2 dl conforme a quantidade de frango).
Deixem cozinhar o frango em lume médio até estar macio e sem sangue agarrado ao osso. Se virem que está a ficar seco, reduzam o lume e adicionem um pouco mais de vinho branco. 

Entretanto, com os miúdos do frango, façam um arroz delicioso: refoguem ligeiramente uma cebola, um dente de alho esmagado e os miúdos em azeite, adicionem água e um caldo de galinha e juntem um pouco de sal (muito pouco, porque o caldo de galinha ou carne já tem bastante sal). Quando a água ferver, adicionem o arroz e deixem cozer por 15 minutos.
Sirvam o frango com este acompanhamento e salada mista a gosto.

Um simples frango e um pouco de imaginação podem, realmente, fazer "milagres" pelas nossas refeições do dia a dia! Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!



domingo, 24 de novembro de 2013

Bacalhau com natas fofo e cremoso

Gosto muito de bacalhau com natas! Há várias formas de fazer o prato, uma das que mais aprecio é esta receita que vos sugiro, em que as batatas em fios ficam muito discretas no meio do bacalhau. Tudo fica perfeitamente envolvido numa mistura homogénea, cremosa e muito fofa. Espero que gostem :)


Receita para 4 pessoas

Ingredientes:
4 postas de bacalhau
1 kg de batatas 
2 cebolas grandes
azeite, 4 dentes de alho, 2 folhas de louro
água de cozer o bacalhau, leite magro, farinha e manteiga para o bechamel
sal, pimenta, noz moscada qb
3 dl de natas de soja
2 claras de ovo
1 colher de sopa de mostarda de Dijon
2 colheres de sopa de mozarella light ralada


Preparação:
Cozo o bacalhau e depois lasco-o, retirando todas as espinhas e peles. Corto as batatas em fios com o cortador de saladas, fica com o aspeto que podem ver na foto. Se preferirem sentir a batata mais inteira, façam palitos finos cortados à mão, que ficaram sempre mais grossos do que cortados na máquina. Mas eu gosto de fazer estes fios mais finos que, depois de cozinhados, ficam macios e misturam-se de forma muito homogénea com o bacalhau. Cozinho os fios de batata salteando-os em azeite numa frigideria. Tempero com sal e pimenta. Depois de estarem macios, retiro e reservo.
Na mesma frigideira coloco o azeite e a cebola em rodelas finas com os alhos esmagados e picados e as folhas de louro. Deixo refogar um pouco, fazendo uma cebolada e depois junto o bacalhau desfiado e envolvo tudo. Deixo cozinhar mais um pouco. No fim, não esquecer de retirar as folhas de louro.
Misturo o bacalhau com as batatas. Entretanto faço o bechamel misturando a farinha e a manteiga. Vou, então, juntando o leite até obter a quantidade e consistência de molho pretendidas. Tempero com sal, pimenta e noz moscada ralada. Junto também as natas ao molho, deixando-o ficar cremoso. Por fim, bato duas claras de ovo em castelo e junto a este molho, que vai ficar muito fofo. Envolvo tudo na mistura de bacalhau, batata e cebola e levo ao forno a gratinar, polvilhando previamente com mozarella light ralada.
Sirvam com uma salada verde.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!


sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Bolo delicioso de batata doce e amêndoa # Sem Glúten


O fim de semana é bom por tantos motivos... Um deles é termos algum tempo para fazer pratos deliciosos e depois termos tempo para os saborear entre amigos... Fins de semana de inverno, com chuva a bater nas janelas ou frio a gelar lá fora, são ainda melhores para passarmos algum tempo na cozinha, acender o forno e dar largas à imaginação!
A ideia deste bolo chegou-me, precisamente durante um fim de semana, de forma tão entusiasmante que, ainda não o tinha feito, já o estava a provar! Senti a conjugação de sabores no palato e pareceu-me tão bem que tomei nota da receita e fiz o bolo pela primeira vez para o aniversário de um grande amigo. Entretanto já voltei a fazê-lo e partilho convosco o resultado e o modo de confecionar. Os sabores são outonais, pois leva batata doce, mas fica tão leve que penso que se come bem em qualquer altura do ano. É delicadamente doce, aromático, desfaz-se na boca e... quando acaba, só peca por isso mesmo... por não haver mais! Experimentem e depois digam-me ;)

Ingredientes:
500 gr de batata doce (pesada crua)
180 gr de açúcar areado amarelo (mascavado)
4 ovos bem grandes (XL) ou 5 se forem mais pequenos
130 gr amêndoa moída (farinha de amêndoa) + 50 gr de amêndoa picada + amêndoa laminada qb para decorar
1 colher de chá de fermento em pó (sem glúten para quem não o possa consumir)
2 colheres de sopa bem cheias de mel
2 colheres de sopa de aguardente velha
1 pau de canela, meia vagem de baunilha, 2 cravinhos, meia colher de chá de noz moscada ralada, 1 estrela de anis 1 colher de chá de sopa de essência ou aroma de baunilha

Para o caramelo (opcional): 100 gr de açúcar branco e água qb até fazer ponto de caramelo (como se fosse para untar uma forma de pudim). Nesse ponto, adicionamos 1 dl de natas e mexemos muito bem para formar uma calda espessa. Aromatizem com umas pedrinhas de flor de sal, se gostarem de caramelo salgado, pois vai realçar o sabor do caramelo.

Modo de fazer:
Cozam a batata doce em água a cobrir com o pau de canela, meia vagem de baunilha, estrela de anis, noz moscada ralada e 2 cravinhos. Depois de cozida, desfaçam-na com um garfo, enquanto está quente. Neste processo, adicionem a colher de chá de essência de baunilha, vai ajudar a desfazer a batata e dá um aroma fenomenal.
Batam o açúcar com as gemas e o mel até a mistura ficar fofa e duplicar de volume. Juntem os 180 gr de amêndoa (a moída e a mais desfeita, tudo junto). Adicionem a aguardente. Misturem tudo, juntem a batata doce esmagada e voltem a mexer. Por fim, encorporem delicadamente as claras batidas em castelo bem firme com uma colher de chá de fermento em pó (este fermento é só para dar alguma leveza, pois este é um bolo que vai ficar relativamente baixo, não cresce muito).
Coloquem a massa numa forma untada de margarina e polvilhada com farinha e levem a cozer durante 30 minutos em forno pré aquecido a 200º.
Por cima coloquei amêndoas ligeiramente torradas no forno para ficarem crocantes e um caramelo caseiro que fiz com calda de ponto de açúcar e natas.
Dica: se não quiser juntar o caramelo, deite as amêndoas laminadas cruas em cima da massa crua e leve-a assim ao forno. Desta forma o bolo fica logo com a cobertura de amêndoa tostada e o tempo que a massa leva a cozer é o tempo da amêndoa ficar tostadinha. 

Nota: as fotos foram tiradas de algumas das várias vezes que fiz o bolo.





quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Frango de fricassé e memórias de infância





Não sei se concordam, mas as memórias de paladares e cheiros da nossa infância, são algo de maravilhoso. Normalmente associamos essas lembranças a momentos bons, como o Natal ou festas de anos. Tenho duas memórias gustativas em particular que, felizmente, nunca me abandonaram e que ainda hoje tento replicar na cozinha: o arroz de pargo da minha avó materna, que ela me oferecia quando eu chegava da escola para almoçar. E o fricassé de galinha caseira da minha avó paterna, acompanhado de puré de batata e salada de alface, que ela confecionava por altura do seu aniversário (o almoço era sempre fricassé ou favas guisadas, que eu também muito aprecio, ainda hoje!).
Por mais que tente e experimente pratos, nunca vou sentir aqueles sabores exatamente como elas os conseguiam. A avó materna continua, felizmente, junto de mim e ainda a ensinar-me paparocas deliciosas. Em memória da minha avó paterna, deixo-vos aqui a receita do fricassé. Os tempos são outros, o frango já não é caseiro e nem sempre o acompanho com puré de batata, às vezes aparece de mão dada com arroz branco ou batata frita. As matérias primas também vão variando: frango, peixe, cogumelos... gosto de fricassé de tudo!! No fundo, isso são detalhes… o que interessa é que o fricassé esteja bom e apetitoso  ;)    

Ingredientes para 4 pessoas:
1 frango cortado em pedaços
1 cebola grande
3 dentes de alho
1 folha de louro
1 dl de azeite
5 gemas de ovos
Sumo de um limão
1 ramo grande de salsa
Sal e pimenta qb

Preparação:
Cubrir o fundo de um tacho com azeite. Temperar o frango com sal e pimenta e alourá-lo no azeite de forma a que fique bem tostado por fora. Retirar e reservar.
Juntar um pouco mais de azeite para refogar ligeiramente a cebola bem picadinha juntamente com os alhos e a folha de louro. Não deixe a cebola ganhar cor, quando esta estiver macia junte os pedaços de frango para este acabar de cozinhar. Se estiver a secar, junte ou pouco de água ou vinho branco. Quando o frango estiver totalmente cozinhado, retire do tacho, mas mantenha o molho.
Numa tigela, bata as gemas de ovos com o sumo de limão e a salsa picada finamente. Aconselho que vão adicionando o sumo de limão com moderação para não ficar ácido demais, provem e juntem mais a gosto. Bater tudo e juntar ao molho que resultou do frango. Cozinhar em lume baixo durante uns 4 minutos, mexendo sempre, de forma a que as gemas cozinhem, mas sem talharem. Deve ficar um molho homogéneo, consistente e cremoso. Quando o molho estiver pronto, deite novamente o frango no tacho e envolva tudo. No momento de servir, deite mais um pouco de salsa bem fresca por cima.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!

Tagliatelle verde com salmão e camarão


Para os que não gostam muito de peixe, há muitas formas de o preparar para que fique mais "disfarçado" ;) Faço desde já uma declaração de intenções importante: EU GOSTO MUITO DE PEIXE! Adoro todos os peixes, de todas as formas, mas como nem todos cá por casa apreciam assim tanto, tento encontrar receitas saudáveis com peixe, mas que sejam saborosas e diferentes.

O salmão é um peixe muito saudável, rico em ácidos gordos e ómega 3. Gosto de o confecionar desta forma com massa, pois fica uma refeição equilibrada e saborosa.

Receita para duas pessoas

Cozinhei duas postas de salmão no forno temperando-as previamente com sal, pimenta, limão, alho ralado e salsa. Também barrei ligeiramente as postas com um pouco de mostarda e reguei o peixe com um pouco de azeite. Dez a doze minutos no forno a 200º é o suficiente para o resultado pretendido. Retirem o peixe e lasquem-no, retirando todas as espinhas e peles.
Numa frigideira coloquem o azeite que sobrou da assadura do salmão no forno, acrescentando um pouco mais se necessário. Ralem um alho para dentro do azeite e fritem aqui seis camarões já descascados. Depois juntem o salmão em lascas e um pacote de natas de soja. Misturem tudo e deixem cozinhar um pouco de forma a misturar os sabores e obter um creme com os pedaços do peixe. Retifiquem de sal e pimenta. 
Entretanto, o tagliatelle verde foi cozido em água e sal. Escorremos a massa e colocamos o creme de salmão e camarão por cima desta. Por fim, adicionamos uma colher de sopa de alcaparras de conserva. A acidez das alcaparras, do limão e da mostarda vai harmonizar os sabores mais gordos do salmão. O camarão oferece um toque mais suculento e requintado ao prato mas, se não quiserem usar, também fica muito bom só com o peixe. Quanto às natas, são de soja, pelo que a única gordura que adicionamos ao prato é o azeite. Saudável, saboroso e rápido de fazer.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Bolachas de sementes




A pedido de algumas amigas, partilho a receita das bolachas de sementes. Foi uma inspiração a partir de uma receita que vi no canal 24 Kitchen.
Juntem 4 colheres de sopa de sementes de girassol, 4 colheres de sopa de sementes de linhaça, 4 colheres de sopa de sementes de abóbora, 4 colheres de sopa de sementes de sésamo pretas (não tinha, por isso adicionei sementes de chia em substituição). Juntem a isto 1 colher de chá de sal e 1 colher de chá de manjericão seco. Deve ser tudo triturado no processador de alimentos ou numa simples picadora. Não triturem de mais para não ficar uma pasta tipo manteiga. Triturem qb de forma a ficar tudo moído, mas de forma a conseguirmos encontrar os pedacinhos de sementes.
Numa tigela juntem todas as sementes com uma chávena de chá de farinha integral. Adicionem a isto 3 colheres de sopa de azeite, 2 colheres de sopa de mel e água qb, talvez menos do que 1 dl. Eu fui adicionando e mexendo a mistura de forma a formar uma pasta homogénea. Não deitem muita água de uma só vez para que a mistura não fique muito líquida e impossível de moldar.



De seguida, coloquei a pasta em cima de uma folha de papel vegetal e espalhei. Coloquei outro papel vegetal por cima e passei com o rolo da massa para a pasta ficar lisa e com uma espessura uniforme, tal como podem ver na foto.
Retirei o papel vegetal superior e marquei a pasta com uma faca, fazendo quadrados (foi nestes locais que depois de cozidas parti as bolachas). Levei ao forno a 190º por 10 minutos, até as bolachas ficarem ligeiramente tostadas e rijinhas.
No fim, obtemos umas bolachas muito saudáveis e deliciosas. Têm a doçura do mel, um ligeiro salgado do sal e todos os nutrientes saudáveis das sementes e da farinha integral. Muita fibra, muito saudável! Bom apetite, espero que gostem!




segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Empadão de carne e arroz



Se têm algumas sobras de carne do fim de semana e ainda não se adaptaram ao ritmo da segunda-feria, deixo-vos uma sugestão simples e prática: empadão de carne.

Como aproveito todas, mas mesmo todas as sobras, costumo guardar restos de carnes várias que sobram de algumas refeições. Guardo em saco bem fechado no congelador e não deixo ficar conservado por mais de 10 dias. Restos de carne assada, bife, frango ou cozido à portuguesa (esta última, a melhor opção!!), tudo serve para picar e fazer um excelente empadão. Quanto maior a variedade de carnes, mais rico o sabor.

Claro que também podemos fazer o empadão com carne fresca picada na altura, com um ligeiro refogado de cebola, alho francês e tomate fresco maduro. Junto bastante salsa picada para refrescar o sabor do prato, retifico de sal e pimenta e resta cozer o arroz para juntar à carne em camadas.

Como sugestão de apresentação, coloquei umas rodelas de tomate temperadas com oregãos, sal e azeite, bem como uma rodela de chouriço e foi tudo a tostar ao forno. Sirvam com mais tomate fresco em salada e... bom apetite!

Robalo no forno em crosta de sal



Hoje deixo-vos uma sugestão muito saudável, deliciosa e suculenta: peixe em crosta de sal no forno. Este robalo de mar foi simplesmente temperado com rodelas de limão e um ramo de cheiro com ervas variadas que coloquei dentro da "barriga" do peixe (salsa, coentros e oregãos frescos). Gosto muito de tomilho limão no peixe, mas desta vez não encontrei e fiz esta mistura de ervas aromáticas à qual juntei rodelas de limão.






Fiz uma pasta com muito sal e 3 claras de ovo (sem serem batidas) para dar consistência à mistura, para ser mais fácil de moldar em torno do peixe e também para o alimento não secar e para que possa manter os seus sucos naturais. Cobri o peixe com a mistura de claras com sal. Depois foi só levar ao forno a 180º por 30m (o peixe tinha pouco mais de um quilo e para ser confecionado desta forma deve ficar no forno 25 minutos por cada quilo de peixe).


Sirvam com batata cozida com pele ou legumes. Eu cozi feijão verde e alho francês. Para acompanhar preparei um azeite de ervas frescas com 2 dl de azeite, salsa, coentros, oregãos, manjericão, tudo picado, e ainda um alho ralado. Ficou maravilhoso por cima do peixe e dos legumes! Depois de retirarmos do forno, a crosta de sal, bem como a pele do peixe, saem muito facilmente. Ficamos apenas com a carne suculenta e deliciosa.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!



domingo, 17 de novembro de 2013

Risotto de farinheira em courgette redonda


Há uns tempos que andava para partilhar convosco esta ideia. O meu marido foi a um almoço de trabalho e uma das pessoas que o acompanhava nesse dia comeu risotto de farinheira. O meu marido adora farinheira (é mesmo viciado neste enchido!!!), mas não arriscou pedir o prato. Preferiu chegar a casa e relatar-me os detalhes para eu concretizar à minha maneira. E assim foi! Não tenho a receita do restaurante mas, como estou muito habituada a fazer risotto de tudo e mais alguma coisa, achei que seria fácil e apetitoso pôr mãos à obra ao risoto da deliciosa farinheira.
Não me limitei a cozinhar o arroz. Resolvi inovar, introduzir umas alterações e dar o meu "toque" pessoal. Servi o risotto numa courgette redonda assada no forno. Ficou muito bom, com a vantagem de ter um legume saudável a acompanhar o prato, tornando-o mais desenjoativo e menos gorduroso. O ovo é de codorniz, um pequeno detalhe apenas, um miminho para tornar o prato delicioso e ficarmos com vontade de o voltar a cozinhar ;)

Bom apetite! Fiquem com a receita.

Risotto de farinheira em courgette redonda

Ingredientes
(para 4 pessoas)
4 courgettes redondas pequenas
4 ovinhos de codorniz
1 chávena e meia de chá de risotto
1 farinheira e meia previamente cozida
1 cebola grande
1 dl azeite
1 chávena de chá de vinho branco
Caldo para cozer o risotto (com água, alho francês, 1 caldo de carne, pimentas várias, folha de louro, sal)
1 colher de sopa de mozarella ralada light + 1 colher de sopa de queijo parmesão ou da ilha ralado
1 colher de sopa de manteiga

Preparação do prato
Cozer a farinheira e reservar a água. Retirar cuidadosamente uma “tampa” e a polpa das courgettes com uma colher e assá-las por 20 m no forno a 180º. Não retirem toda a polpa da courgette. Deixem alguma agarrada à casca, uma espécie de "paredes" para que a courgette não se desfaça. Depois de assadas, retirar do forno, escorrer o suco que tenha formado e reservar.
Refogar a cebola picada em azeite, juntar o risotto e mexer um pouco, deixando fritar o arroz. Depois juntar o vinho branco e mexer até o arroz absorver todo o líquido. De seguida, ir deitando caldo que foi feito com a água de cozer a farinheira e os temperos referidos (mesmo que uma parte da farinheira rebente, aproveita-se tudo na água que fica com mais sabor). Adicionar toda a polpa da courgette (numa outra versão também juntei espinafres, é uma hipótese e fica muito bom). Ir adicionando sempre caldo lentamente até o risotto estar cozido no ponto. O rissotto deve cozinhar sempre em lume brando, com pouco caldo para ir absorvendo o líquido lentamente e largando toda a sua goma. É isso que faz com que fique cremoso. Também podemos fazer qualquer prato de risotto com o bem português arroz carolino, tendo o cuidado de não o deixar cozer demais.
Voltando a esta receita, devemos também ir adicionando pedaços de farinheira que se vai desfazendo, mas guardamos um bom pedaço para juntar no fim em bocadinhos mais inteiros. Entretanto retificamos o sal.
Depois de desligar o lume, adicionar os queijos ralados e a manteiga ao risotto, bem como pimenta preta moída na altura. Colocar o risotto dentro das courgettes com a “tampa” por cima e um ovinho de codorniz estrelado em cada courgette. Servir com salada de agrião ou outra salada verde.