sábado, 14 de janeiro de 2017

Bolo mulato de frutas



Este bolo chegou até mim pelas mãos de uma colega de trabalho do meu marido, a Fátima. Ela fez o bolo e levou para o trabalho, o que deixou todos os colegas deliciados! Aquilo por lá são uma cambada de guloso, eu já tenho comentado isso por aqui. Mas são uns gulosos muito simpáticos e o facto de fazerem alguns lanches e partilharem uns docinhos alimenta, não apenas os estômagos, mas também o bom ambiente de trabalho. Eu contribuo de vez em quando para essas doces partilhas e desta vez foi a Fátima quem deixou o pessoal em êxtase com o seu bolo. O Rui fez tantos elogios ao bolo e eu fiquei tão curiosa que, no dia seguinte, também veio uma fatia para mim :) Os elogios eram totalmente merecidos! O bolo, receita moçambicana que a colega recebeu das mãos de uma familiar, é magnífico! Muito guloso, daqueles bolos difíceis (mesmo muito difíceis...) de parar de comer. A receita original não me foi entregue, devido à promessa feita à detentora da receita original de a manter em família. Mas, com uma receita idêntica, que a Fátima teve a gentileza de enviar, e a ajuda do meu palato, lá consegui reproduzir o bolo. Fiz uns ajustes à minha maneira, nomeadamente a inclusão do mel e do rum, para me aproximar do sabor original. Não sei se a receita tinha esses ingredientes, pois a Fátima é de palavra e continua a não revelar os segredos, mas eu fiz assim e partilho convosco todos os ingredientes e passos, garantindo-vos que ficou muitooo bom.

Ingredientes:
1 chávena de açúcar mascavado
Meia chávena de mel
2 chávenas de farinha de trigo
3 ovos
1 colher de chá de fermento
1 colher de café de bicarbonato de soda
1 colher de chá de canela
1 colher de café de noz moscada moída
Raspas de 1 laranja
6 colheres de sopa de manteiga
1 chávena e meia de vinho do Porto
3 colheres de sopa de rum
Meia chávena de passas (usei passas Moscatel)
Meia xícara de sultanas douradas
1 chávena de frutas cristalizadas (usei apenas cereja)
Meia chávena de ameixas secas
Meia chávena de tâmaras
Meia chávena de nozes ou amêndoas picada

Nota: use sempre a mesma medida de chávena, a que eu usei tem capacidade para 1,8 dl de líquido. Se usarem sempre a mesma medida em todos os ingredientes, vai correr bem!

Preparação:
Na véspera misture todas as frutas partidas em pedaços pequenos e junte-as ao vinho do Porto. Deixe a macerar pelo menos 24 horas.
No dia de fazer o bolo, pré-aqueça o forno a 180°. Numa panela de fundo grosso misture as frutas, a manteiga, as passas e sultanas, a fruta cristalizada, o açúcar e uma chávena de água. Leve ao lume médio/alto e deixe ferver durante 15 minutos, mexendo de vez em quando. A 5 minutos do fim deste processo, junte o rum. Depois deixe arrefecer a mistura completamente. De seguida, junte os ovos, um a um, batendo bem entre cada adição. Junte todas as frutas cristalizadas e secas que, entretanto, absorveram todo o vinho do Porto. Junte a raspa da casca de uma laranja. Misture bem. Por fim junte todos os ingredientes secos (a farinha, o fermento, o bicarbonato de sódio e as especiarias). Envolva tudo. Unte um tabuleiro retangular ou quadrado (30 x 30, por exemplo) e coloque lá a massa. Leve a cozer ao forno durante 30 minutos. Deixe arrefecer quase totalmente antes de desenformar.

Bom apetite e bom fim-de-semana!


quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Caril de camarão e abóbora








Esta era a última abóbora que tinha trazido do terreno dos meus pais. Pequena e muito bonita, suficiente apenas para dois. No início do outono estava verde e eu deixei-a amadurecer até agora. Ficou logo decidido que seria para rechear, pelo tamanho e por ser muito "bem feitinha". De facto, fez uma "tigela" perfeita para os meus camarões de caril. Um caril ligeiro, feito com caril em pó e nata, mas também podem usar leite de coco. O meu objetivo não era obter um sabor muito oriental, mas sim uma invenção que conjugasse o doce da abóbora com os camarões e os cogumelos, tudo aromatizado com o caril. Ficou perfeito, cremoso e muito saboroso. Experimentem! Assar e rechear abóboras é uma delícia, fazem pratos muito saborosos.

Ingredientes:
Uma abóbora pequena (800 a 1000 gr)
400 gr de camarão tamanho 40/60
200 gr de cogumelos (usei dos marrom, pequenos)
0,5 dl de azeite
Sal e pimenta qb
150 ml de nata ou leite de coco
4 dentes de alho
1 colher de sopa de salsa picada

Preparação:
Asse a abóbora inteira no forno, a 200º, durante cerca de 30 minutos ou até estar macia, mas sem se desfazer. Retire do forno, deixe arrefecer um pouco e corte a "tampa". Retire as sementes e a maioria da polpa, deixando uma cavidade suficientemente resistente para ser recheada. Esmague a polpa com um garfo e reserve-a. Vire a abóbora com a cavidade aberta para baixo para escorrer todo o líquido e reserve-a assim até ter o recheio pronto.
Numa frigideira anti-aderente deite um generoso fio de azeite, quando estiver quente junte os camarões descascados e 2 alhos ralados (pode guardar alguns camarões inteiros para guarnecer). Tempere com sal e deixe cozinhar por 2 a 3 minutos. Retire os camarões, junte um pouco mais de azeite e salteie os cogumelos laminados, temperados com sal e pimenta. Passados 5 minutos junte a polpa da abóbora assada, previamente desfeita com um garfo. Junte o caril em pó e as natas e deixe cozinhar mais 5 minutos, mexendo em lume médio até ficar cremoso. No fim junte os camarões, retifique de sal e misture tudo. Coloque este recheio dentro da abóbora, polvilhe com salsa picada e enfeite com alguns camarões. Sirva com arroz.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!

domingo, 8 de janeiro de 2017

Tiborna de filetes de cavala, tomate cereja e queijo



Domingo, dia de preguiça... pelo menos de inverno, dá-me uma preguiça... ui! E este frio trouxe resfriados e gripes, facto que também não está a ajudar, tem que se dizer a verdade. Por isso, hoje faz-se um daqueles jantares com uma boa sopa, a que juntamos um ou dois petiscos. Se der para aproveitar algum pão de véspera e o que estiver no frigorífico, ainda melhor. Assim a semana começará sem sobras ou restinhos e posso dedicar-me a novas receitas.
Ora, como petisco, entrada ou lanche de fim de tarde, esta tiborna tem tudo o que são os sabores mediterrânicos e que eu adoro! As conservas, neste caso de cavala, o bom azeite, o tomate e os oregãos e o queijo, tudo junto num petisco em cima do pão. Apesar de não ser uma sugestão muito elaborada, é extremamente saborosa e simples de fazer, pelo que me pareceu bem como forma de vos desejar um excelente ano de 2017! Que seja um período de criatividade, partilha e evolução. Por aqui, vou trabalhar nesse sentido, na cozinha e não só. Vai ser um ano de mudança e vai ser uma mudança positiva!

Ingredientes para 4 tibornas:
4 fatias de pão alentejano, pão "tipo Mafra" ou o vosso preferido
2 latas de filetes de cavala em conserva de azeite
150 gr de tomate cereja
50 gr de queijo feta ou outro a vosso gosto
Oregãos e sal qb
1 dente de alho grande

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180ºC. Coloque as fatias de pão a tostar, 5 minutos de cada lado. Enquanto isso, esfregue uma frigideira anti-aderente com um alho. Deite um pouco de azeite das latas de conserva na frigideira e salteie os tomates cereja por 5 minutos, temperando-os com sal. Quando o pão estiver ligeiramente tostado, retire as fatias do forno e deite um pouco de azeite da conserva de cavala em cada uma, esfregue com o alho e depois cubra com os filetes de cavala, os tomates salteados e o queijo esfarelado. Termine polvilhando com oregãos e sirva as tibornas quentes ou frias.

Bom apetite! Bom Ano Novo!


quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Tarte de avelã # Feliz Ano Novo



A família do meu marido é da zona de Viseu. Uma recordação de infância que ele tem, das férias de verão passadas na "terra", são as avelãs. Ele ia com as primas às avelãzeiras e às pinhas, apanhavam os frutos e depois seguia-se todo o ritual de partir e comer... avelã a avelã, pinhão a pinhão, pela volta do caminho, seguindo o ribeiro. Ele adora avelãs desde pequeno. Eu também gosto muito, é um fruto seco com um sabor muito distinto. Fiz esta tarte a pensar nele e tinha que ser uma receita assim, simples, mas cheia de significado, para fechar este ano em grande. Porque é grande a pessoa a quem dedico a receita.
A todos vocês, que me leem, desejo-vos uma entrada feliz no novo ano, que 2017 traga alegrias a todos nós. Alegrias familiares, de amizade, de saúde, profissionais e de sucesso e realização pessoal. Obrigada a todos por estarem por aí e... até para o ano ;)

Ingredientes:
200 gr de açúcar
1 dl de água
200 gr de avelã moída com a pele (costumo encontrar no LIDL ou Aldi)
60 gr de manteiga sem sal
5 ovos inteiros

Preparação:
Junte o açúcar e a água num tacho e leve ao lume até ficar em ponto de pérola. Retire do lume, junte a  avelã moída, a manteiga e misture. Deixe arrefecer até estar morno e junte os ovos batidos. Misture tudo bem e deite o preparado numa forma de tarte untada. Leve ao forno pré-aquecido a 200º durante 30 minutos.
Deixe arrefecer quase totalmente antes de desenformar. Decore com açúcar em pó antes de servir. Uns frutos vermelhos, como groselhas, também ligam bem aqui.

Bom apetite e Feliz Ano Novo!



terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Peito de perua recheado




Quando era criança lembro-me do meu pai ter feito algumas vezes um grande peru recheado para o dia de Natal. Na noite sempre comemos bacalhau, na altura era sempre cozido. O meu pai testava uns recheios que tinham alguma diferença de ano para ano. Ficava bom, eu gostava daquilo! Desde que casei que passo o dia de Natal em casa da família do meu marido, só a noite da Consoada é cá em casa e eu faço sempre bacalhau (sem ser cozido...). Mas este ano decidi experimentar um peito de perua recheado para receber a nossa afilhada e primos. Foi no fim-de-semana antes do Natal, mesmo a tempo de partilhar convosco esta receita, que pode servir como sugestão para a vossa mesa de festas. Quanto ao peito de perua, trouxe-o já arranjado de um talho fabuloso que há na Castanheira do Ribatejo. É o Batcarnes, fica na rua principal, uma casa familiar com uma variedade de carnes e um atendimento excecionais. A simpatia é tanta como a diversidade e qualidade dos produtos. No dia em que comprei esta carne, um dos donos foi desmanchar a perua de propósito para me arranjar o peito com pele, tal como eu pedi. Se moram na zona de Vila Franca de Xira, acreditem que vale mesmo a pena abastecerem-se neste talho. Eu gosto muito de ser bem atendida em tudo e, principalmente, no que às paparocas diz respeito, por isso recomendo esta casa de forma muito sincera. Espero que gostem, se por lá passarem, e espero que também gostem da receita. Boas Festas!

Ingredientes para 8 pessoas:
Um peito de peru ou perua com 1,5 a 1,8 kg
300 gr de castanhas (usei congeladas)
2 maçãs reineta
100 gr de passas de uva Moscatel
2 cebolas
4 dentes de alho
80 gr de castanha de cajú
2 dl de azeite
Sal e pimenta moída qb
Pimenta rosa em grão (1 colher de chá)
Alecrim (2 colheres de chá)
Sementes de mostarda (2 colherees de chá)
Pimentão doce (1 colher de chá)
1,5 dl de vinho Madeira (ou do Porto)

Preparação:
Comece por colocar 0,7 dl de azeite num tacho. Junte uma cebola picada e 2 dentes de alhos laminados. Quando a cebola começar a ficar transparente, junte as castanhas, tempere de sal e pimenta e junte o vinho. Tape o tacho e deixe estufar. Passados uns 10 minutos junte a maçã ralada, as passas e os cajus picados grosseiramente. Deixe cozinhar até as castanhas estarem macias. No fim esmague as castanhas com um garfo, de forma a obter uma pasta em que tudo esteja bem misturado e homogéneo, mas em que ainda se encontrem pedacinhos de castanha.
Abra o peito na bancada da cozinha e recheie-o com a pasta de castanhas. Enrole cuidadosamente, deixando a parte da pele para fora e ate com fio de algodão próprio para cozinha. Num almofariz esmague a pimenta rosa com as sementes de mostarda, 2 dentes de alho, um pouco de sal grosso, o pimentão doce, o alecrim e um pouco de azeite para ajudar a misturar tudo. Faça uma pasta e barre todo o rolo de peru com esta mistura. Coloque o rolo de carne no tabuleiro com a pele virada para cima e junte azeite e uma cebola grande cortada em gomos. Leve ao forno a 200ºC durante cerca de hora e meia (uma hora e 45 minutos se testar e a carne ainda não estiver bem cozinhada). Não assem a carne a mais temperatura para não secar e, a meio do processo, verifiquem se não está a ficar demasiado queimada e reguem com azeite do molho para a pele ficar estaladiça. Depois de assar, deixar a carne repousar por 15 minutos, tapada com folha de alumínio, antes de a fatiar. Enquanto isso, triture o molho de cebolas e azeite com a varinha mágica. Vai obter um molho cremoso bastante bom, pois vai ter todos os temperos e sucos que foram saindo da carne.
Sirva as fatias de peito de peru com o molho, verduras salteadas e batatinhas ou um arroz de cogumelos, que foi o que escolhi para acompanhar esta carne. 

Bom apetite! Boas Festas!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Doce de abóbora assada # Sugestões de Natal




Esta é mais uma sugestão de prenda de Natal que podem fazer para os vossos familiares e amigos. Fiz este doce precisamente com esse objetivo e ficou maravilhoso, espero que agrade a quem o vai receber. A abóbora assada larga menos água e fica mais suculenta, resultando num doce muito consistente, de textura perfeita. Tenho a cozinha cheia de compotas e doces e durante a semana ainda vou fazer bolachas e chocolates, também para oferecer.

Ingredientes:
1 kg de abóbora
600 gr de açúcar
2 paus de canela
Raspa de 1 laranja
0,7 dl de vinho do Porto

Preparação:
Comece por partir a abóbora em pedaços, mantendo a casca. Eu coloquei a abóbora dentro de um saco e atirei-a ao chão para a abrir. Coloque os pedaços num tabuleiro de forno, tape com folha de alumínio e leve a assar a 200ºC até a abóbora estar  macia. Retire do forno e, com a ajuda de uma colher, retire toda a polpa de abóbora para dentro de um tacho. Desfaça a abóbora grosseiramente com um garfo. Junte o açúcar, os paus de canela, a raspa de laranja e o vinho do Porto. Leve ao lume durante 40 a 60 minutos, até formar ponto de estrada. Coloque o doce em frascos esterilizados, feche-os e vire-os para baixo para ganharem vácuo, deixando-os assim de um dia para o outro.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Bacalhau com acelgas, batata doce e Queijo da Serra # Sugestões de Natal



Todos os anos gosto de inovar no bacalhau que faço para a Ceia de Natal. Quando eu era criança, em casa dos meus pais a ceia era sempre bacalhau cozido. Quando o Natal começou a ser passado em minha casa, eu continuei a fazer o "bacalhau cozido com todos", mas também outro prato de bacalhau diferente para os mais gulosos. De há uns anos a esta parte transformei toda a família em gente gulosa e já não há bacalhau cozido para ninguém, só há o "outro" bacalhau. Não me levem a mal os mais tradicionais, e deixem-me dizer-vos que gosto imenso de bacalhau cozido (sempre acompanhado de grão, obrigatório para mim!). Mas, num dia especial como é o de Natal, considero que é bem melhor um prato mais elaborado do que o bacalhau cozido e toda a família já se rendeu. Já tenho feito bacalhau e polvo no forno com batatas a murro e migas. É um prato ótimo e simples, exatamente com os mesmos ingredientes (bacalhau, batatas e couves), mas muito mais suculento. Bacalhau com natas ou espiritual também são, muitas vezes, as opções. O bacalhau espiritual é uma das minhas especialidades, podem ver a receita AQUI. O ano passado fiz uma receita que aprendi num workshop com o Chef Avillez, estava uma delícia, podem ver AQUI.
Este ano trago-vos uma proposta de bacalhau cremoso, gratinado no forno, que fica uma maravilha! É daqueles pratos que temos dificuldade em parar de comer. O doce da batata, o salgado do bacalhau e do queijo e a acidez das acelgas, conjugam tão bem, que o resultado é um prato equilibrado nos sabores e muito guloso. Se não encontrarem acelgas, podem fazer com espinafres ou grelos, mas não será exatamente a mesma coisa. As acelgas têm um sabor forte e dão um equilíbrio excecional ao prato. Espero que gostem e que possam surpreender os vossos convidados na Ceia de Natal.

Ingredientes para 4 pessoas:
4 postas de bacalhau de tamanho médio
7 dl de leite 
4 colheres de sopa de farinha de trigo
2 cebolas 
5 dentes de alho
1,5 dl de azeite
1 molho de acelgas
600 gr de batata doce
Cerca de 100 gr de Queijo da Serra muito cremoso (o suficiente para cobrir todo o bacalhau). 
Sal e pimenta qb
2 colheres de sopa de amêndoa palitada

Preparação:
Coza o bacalhau no leite, juntamente com um dente de alho esmagado, durante 10 minutos. Retire o bacalhau e reserve o leite. Retire espinhas e peles ao bacalhau e deixe-o em lascas. Numa frigideira deite metade do azeite, as cebolas em rodelas e 2 dentes de alho laminados e deixe a cebola cozinhar até estar macia e transparente. Junte as lascas de bacalhau e envolva. Cozinhe mais 2 minutos. 
Coza a batata doce em água e sal. Quando estiver macia, escorra a água e esmague as batatas com um esmagador ou com um garfo. Vá deitando um pouco de leite de cozer o bacalhau até obter uma esmagada macia, mas não demasiado mole. Retifique temperos com sal e pimenta. quando a esmagada estiver pronta, envolva-a com o bacalhau e a cebolada. Misture tudo bem e reserve.
Deite o restante azeite e alhos laminados numa frigideira e junte as acelgas previamente cortadas em juliana. Salteie a verdura e, assim que começar a murchar, vá juntando colheres de leite de cozer o bacalhau e colheres de farinha de forma alternada. Tempere de sal e pimenta e vá mexendo sempre. Use a farinha e o leite necessários até obter uma espécie de esparregado.
Num tabuleiro de forno disponha o esparregado de acelgas. Por cima disponha a mistura de bacalhau e batata doce. Por fim cubra tudo com o Queijo da Serra. Polvilhe com amêndoas palitadas e leve ao forno a gratinar a 200º até estar tostado.

Bom apetite e Boas Festas!

 
 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Bolo natalício de frutos secos # Sugestões de Natal




Nunca comi um Bolo Inglês tão bom como o da minha avó paterna. Ela fazia vários bolos e outros doces muito bem, nomeadamente nas épocas festivas, em que trazia para casa dos meus pais várias iguarias que confecionava a partir de receitas antigas e muito experimentadas, que já tinha na cabeça, mas que continuavam anotadas em papeluchos. Esta não é a receita do bolo da minha avó, pois tenho tentado recuperá-la e ainda não consegui encontrá-la no meio de alguns papeluchos, uns dela, outros da mãe do meu marido. Pessoas queridas que já não estão connosco, memórias e sabores que ficaram...
Esta é uma receita do mesmo género, de um bolo natalício, de frutos secos e consistência perfeita para acompanhar café ou chá. Gosto muito destes bolos nesta altura do ano. Este ficou muito suculento e o sabor a vinho do Porto na massa amanteigada fez-me lembrar, de alguma forma, a minha avó e seu Bolo Inglês. Não é a mesma coisa, mas fez as delícias de um lanchinho entre amigos.

Ingredientes:
200 gr de açúcar
150 gr de manteiga sem sal
250 gr de farinha de trigo com fermento
4 ovos inteiros tamanho L
0,5 dl de leite morno
0,3 dl de vinho do Porto
250 gr de frutos secos (usei nozes, amêndoas e arandos desidratados, que podem ser substituídos por passas)

Preparação: 
Bata muito bem o açúcar com a manteiga. Junte os ovos inteiros um a um, continuando a bater. Junte o leite morno e o vinho do Porto. Retire da batedeira e junte a farinha, envolvendo e misturando bem. Por fim junte os frutos secos, envolva e deite o preparado numa forma.
Coza a massa em forno pré-aquecido a 180ºC durante uma hora. Desenforme quando estiver morno.

Bom apetite e Boas Festas!


sábado, 3 de dezembro de 2016

Sonhos de Natal # Sugestões de Natal



Esta é a receita de Sonhos de Natal que está num livrinho que ofereci à minha avó em abril de 93, por ocasião do 63º aniversário dela. Este ano a avó já completou 86 primaveras. Deu-me o livrinho, que tem receitas e anotações escritas pela sua própria mão, por mim e pela minha prima. Já me disse que vai fazer pastéis de bacalhau e pudim para trazer para a ceia de Natal. Não é das melhores prendas que se pode receber? Adoro a minha avó!

Ingredientes:
2,5 dl de água
2,5 dl de leite
100 gr de margarina
1 casca de limão
Uma pitada de sal
6 ovos
300 gr de farinha de trigo (usei farinha muito fina já com fermento)
Óleo para fritar
Açúcar e canela qb para polvilhar

Preparação:
Deite a água, o leite, a margarina, a casca de limão e uma pitada de sal num tacho e deixe aquecer até ferver. Nesse momento junte a farinha toda de uma vez e mexa, com o lume médio, até que a massa faça uma bola e se despegue do tacho (tal como na massa de rissol). Deixe a massa arrefecer e retire a casca de limão. Depois coloque-a na batedeira (ou bata à mão com uma colher de pão, mas é necessário bater com muita força para a massa ficar fofa). Vá batendo e juntado os ovos inteiros um a um até que a massa esteja a fazer bolhas. Deve bater cerca de 12 minutos na batedeira com o gancho. Aqueça óleo entre os 180º e os 190º e frite colheradas de massa durante 7 a 10 minutos, conforme o tamanho. As bolas de massa devem crescer, "tufar" e rebentar, é isso que faz com que os fritos fiquem fofos. Tirei a foto de um por dentro para verem como deve ficar, a massa fofa, esburacada e mesmo oca. O óleo não deve estar demasiado quente para que os fritos não fiquem queimados por fora e a massa crua por dentro.
Espero que gostem, estes sonhos são divinais por serem muito fofos e ficarem ocos e leves.
Depois de os fritar, polvilhe com uma mistura de açúcar e canela. eu costume retirá-los da fritadeira com uma espumadeira, escorrer um pouco e depois coloco-os diretamente no açúcar com canela.

Bom apetite e boas festas!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Doce de romã # Sugestões de Natal



Começa hoje o mês do Natal e eu continuo com as minhas pequenas bricolages e ideias para prendas, com a decoração de latas, caixas e outras embalagens e, claro, com a confeção de coisas boas para pôr lá dentro. Presentear família e amigos com iguarias feitas por nós é uma forma muito especial de mimar aqueles de quem gostamos, faço isso há vários anos. Compotas, bolachas e chocolates, patés e chutneys, são alguns dos miminhos que costumo preparar. As compotas e doces são o que pode ser confecionado com mais antecedência, por isso já iniciei essa tarefa. Todos os anos gosto de fazer uma compota diferente e este ano a escolha recaiu sobre este doce de romã, cuja receita vi na Dica do LIDL. Como gosto muito de romã e a minha prima me ofereceu algumas biológicas, deitei logo mãos à obra, sendo que também serviu como sugestão para mais este desafio do grupo "Dia Um... Na Cozinha". O doce ficou uma maravilha, além de lindíssimo com a côr da romã e os bagos espalhados por todo o frasco, fica uma prenda muito bonita. Espero que gostem e possam fazer para os vossos amigos.


Ingredientes:
1 kg de bagas de romã (cerca de 1,4 kg antes de as descascar)
750 gr de açúcar
Sumo de 1 limão

Preparação:
Descasque romãs até obter 1 Kg de bagos. Junte 750 gr de açúcar e sumo de um limão e deixe a macerar, já dentro do tacho, durante uma hora. No fim desse tempo leve ao lume para fazer a compota e deixe cozinhar durante mais uma hora.
Depois de pronto, coloque o doce em frascos esterilizados, feche-os, vire-os de cabeça para baixo e deixe assim de um dia para o outro para criar vácuo.