terça-feira, 16 de agosto de 2016

Salada de agrião, melancia e camarão com molho de iogurte e manga



Não tem colesterol, tem imensa água, vitamina C e muito potássio, a melancia é um ótimo alimento para o verão! Eu gosto muito, principalmente quando é docinha, claro! Gosto de a comer em fatias, em sumos ou batidos. E, desta vez, até a misturei numa deliciosa salada, que ficou fresca e cheia de contraste de sabores. Os agriões amargos, as frutas doces e os camarões fizeram uma combinação daquelas que me agrada mesmo muito. Espero que também gostem.

Ingredientes para 2 pessoas:
Meia melancia não muito grande
150 gr de agrião
Duas mãos cheias de folhas de manjericão fresco
300 gr de camarão cozido
Meia manga madura
2 iogurtes naturais sem açúcar
1 fio de azeite (1 colher de sobremesa)
1 colher de chá de vinagre de cidra
Sal e pimenta qb

Preparação:
Comece por retirar cerca de 150 gr de polpa da melancia em formato de bolinhas. Retire a restante polpa e reserve para uma salada de frutas, por exemplo. Reserve a casca da melancia, que vai servir de "taça". Faça o molho de iogurte misturando os iogurtes, a maioria do manjericão (reserve algumas folhas para guarnecer a salada), um quarto de uma manga, o azeite, vinagre, sal e pimenta. Triture tudo com a varinha mágica. 
Envolva as folhas de agrião com o molho de iogurte. Coloque as folhas na melancia, bem como as bolinhas de melancia, a restante manga em pedaços, os camarões cozidos e previamente descascados e as folhas de manjericão. Regue com mais molho de iogurte, tempere com um pouco de flor de sal e pimenta moída na altura e sirva a salada bem fresca.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!

 



sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Sangria de limão, laranja e hortelã


Eu não costumo gostar muito de sangrias tradicionais porque as considero muito doces. Na maioria dos restaurantes acho que são enjoativas, pelo que só bebo sangria feita por mim ou pelo meu pai. Por vezes eu faço algumas variações com frutos e aromas diferentes. Mas a sangria de que continuo a gostar mais é mesmo esta de limão e hortelã que o meu pai faz. Adoro-a por ser muito fresca, fica uma sangria diferente, os mais gulosos poderão dizer que é pouco doce mas, para o meu gosto, é espetacular! É mesmo super fresca, uma bebida de verão por excelência. Nós costumamos bebê-la a acompanhar petiscos, nomeadamente caracóis, quando os fazemos em casa dos meus pais, no campo. Foi o caso do dia em que tirei estas fotos. Nem fotografei no copo, foi só no jarro e depois começou logo a ser bebida. E desapareceu num instante ;)

Ingredientes e preparação:
4 colheres de sopa de açúcar amarelo
2 limões
2 laranjas (uma é cortada em rodelas para colocar no jarro)
2 raminhos de hortelã ( um é para colocar no jarro)
1 pau de canela
Misturar o açúcar com o sumo dos limões e de uma laranja e um ramo de hortelã, esmagando tudo com um pilão ou colher de pau e deixar repousar no frigorífico durante uma a duas horas (assim esta mistura pode ser preparada com antecedência e misturada depois com os outros ingredientes líquidos no momento de servir a sangria).
Ingredientes líquidos:
Meio litro de vinho tinto
33 cl de cerveja preta
25 cl de refrigerante com gás lima limão
1 cálice de licor Beirão
Gelo a gosto

No momento de servir a sangria, junte estes líquidos (devem estar todos bem frescos) num jarro. Acrescente as rodelas da segunda laranja, o pau de canela, o segundo raminho de hortelã. Acrescente o preparado de sumo de limão, hortelã e açúcar, depois de coado. Para isso pode utilizar um pano, apertar bem e deixar escorrer todos os sucos. Misture tudo bem e junte gelo a gosto. Sirva com o seu petisco de verão preferido, o nosso são os belos dos caracóis ;)

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Gelado de manjericão com doce de tomate e bacon crocante


 
Tenho a dizer que fazer gelados é fantástico, comê-los é delicioso, mas fotografá-los de verão é algo complicado. Escorregadio, digamos, derretido, peganhento... difícil mesmo! Pronto, já desabafei :)
Aceitei mais este desafio do grupo "Dia Um... Na Cozinha", desta vez não podia mesmo faltar, pois adoro gelados, sempre gostei muito, é das minhas sobremesas preferidas seja em que altura do ano for. Uma vez, tinha eu uns 12 anos, numas férias de verão, o meu pai provocou-me com qualquer coisa e fez uma aposta comigo em como eu não conseguiria comer imenso gelado. Já não me recordo de toda a argumentação que, na altura, levou à aposta e à nossa "picardia", só sei que aquilo acabou com os meus pais a almoçarem num restaurante em Tomar e eu a ver, sem comer nada. Se seguida fomos a uma gelataria e eu almocei só gelado, não sei quanto comi... foi muito! O meu pai disse para eu comer o que conseguissse... e eu comi!
Muitos anos depois, com o meu marido, em Florença, aventurámo-nos com uns gelados tão grandes (o meu devia ter quase um quilo), que o gelado já derretia pelas minhas mãos, pelos braços, enfim, aquilo nunca mais terminava, estava calor e eu não conseguia comer a maior ritmo, apesar de tentar com todas as minhas forças! Sempre que vamos a Itália não perdemos os gelados deliciosos e brutalmente cremosos que eles fazem por lá. Este ano foi numa viagem à Sicília, onde comemos o melhor gelado de pistácio de sempre!
Em casa faço gelados às vezes e esta foi a oportunidade para fazer algo diferente. Como gosto muito de manjericão e estamos na altura do tomate maduro, ocorreu-me a combinação destes sabores, muito mediterrânicos, deliciosos na minha opinião. Por fim, resolvi dar um toque salgado à sobremesa, mas é facultativo. O bacon conjugou na perfeição com o tomate e manjericão, ficou mesmo uma delícia. Estou muito orgulhosa desta criação (apesar das fotos não serem das melhores... tentei por trêss vezes e o gelado derretia sempre muito depressa). Espero que também gostem, deixem-me a vossa opinião e tenham um excelente (e querido) mês de agosto.


Ingredientes:
Para o doce de tomate: 500 gr de tomate chucha maduro + 250 de açúcar + 1 pau de canela (depois de pronto, utilize apenas a quantidade de doce necessária para o gelado: cerca de 4 colheres de sopa). Podem ver a receita AQUI.
Para o gelado: 2 mãos cheias de folhas de manjericão, meia lata de leite condensado (usei magro), 200 ml de nata fresca, folhas de manjericão para decorar, fatias de bacon fumado (uma por pessoa no momento de servir), 1 colher de sopa de manteiga e 1 colher de sopa de mel para caramelizar o bacon

Preparação: Comece por colocar as folhas de manjericão e o leite condensado num copo misturador e triture tudo com a varinha mágica. À parte bata as natas frescas, juntando apenas 1 a 2 gotas de limão. Bata até estarem espessas e com picos firmes. Envolva as natas no preparado de manjericão. Coloque num recipiente e leve ao congelador. Duas horas depois mexa o gelado e junte o doce de tomate, envolva. Volte a colocar no congelado. Duas horas depois volte a mexer. No momento de servir, junte folhas de manjericão a gosto, um pouco mais de doce de tomate e bacon crocante, se gostar. Caramelize o bacon numa frigideira com manteiga e mel e deixei-o arrefecer antes de servir.

Bom apetite!



sexta-feira, 29 de julho de 2016

Doce de tomate



Sou ribatejana e, desde pequena, que me recordo de ver os camiões de tomate a passar nas estradas a partir do meio do verão. A campanha do tomate nas Lezírias em agosto é uma memória de infância que guardo. Tenho que reconhecer que agora vejo menos carros carregados de tomate a passar, não sei porquê... talvez tomem uma rota diferente ou sou eu que passo menos vezes naquelas estradas e ando mais por outras. A verdade é que a fábrica de tomate continua a existir e o tomate maduro, aromático, ácido e doce ao mesmo tempo, continua a ser uma produção típica das Lezírias, um produto que tanto é bom utilizado fresco, como em conserva e que serve para pratos salgados e doces deliciosos. Desta vez fiz doce de tomate chucha fresco e esta compota também já foi utilizada noutra receita que publicarei em breve e que ficou uma delícia.
Outra memória de infância que guardo é o doce de tomate da minha avó paterna. Era o melhor doce de tomate que já comi e comi-o durante muitos anos. A minha avó Josefina, Avó Fina, como eu lhe chamava, era uma cozinheira especialmente dotada para doces. Era bastante gulosa (punha sempre 2 pacotes de açúcar em cada café!) e fazia algumas sobremesas e doces que eram a minha perdição. O doce de tomate era um deles. Fazia-o sempre em agosto e eu adorava comê-lo com bolachas de água e sal ou com queijo nos lanches de domingo em casa dela. Este meu doce tão está ao nível do que a minha avó fazia, mas ficou bastante bom e deu para matar alguma saudade.

Ingredientes:
1 quilo de tomate chucha maduro
500 gr de açúcar
1 pau de canela

Preparação:
Comece por dar um escaldão aos tomates para os pelar. Retire a pele, corte os tomates ao meio longitudinalmente e retire as sementes. Corte os tomates em pedaços pequenos, junte o açúcar e coloque tudo num tacho. Junte o pau de canela e deixe cozinhar em lume médio. Eu utilizo o pau de canela apenas para "cortar" a acidez do tomate, mas não o deixo durante toda a preparação para não libertar demasiado aroma. Ao fim de 30 minutos retirei o pau de canela e deixei o doce apurar até atingir um ponto de compota. Demora algum tempo, pois o tomate tem muita água. Em relação à canela, aromatizem conforme o vosso gosto.

Bom apetite!

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Wraps de abacate e salada russa de atum



Aqui está uma receita prática, fresca e perfeita para estes dias de muito calor. Serve como refeição leve para tomar em casa ou para levar para a praia ou para um piquenique. A salada russa pode ser feita de véspera e guardada no frigorífico e depois é só montar os wraps. Espero que gostem da sugestão.
Votos de bom fim-de-semana e boas férias para quem está de férias.
 
Ingredientes para 4 wraps:
4 tortilhas para wrap
2 latas de atum
100 gr de ervilhas cozidas
1 abacate maduro, sem estar desfeito
Sumo de meia lima
1 cenoura grande
4 folhas de alface 
Meio pimento vermelho
Maionese ou outro molho à escolha qb

Preparação:
Prepare a salada russa. Coza as ervilhas em água e sal. Reserve até arrefecerem. Numa taça coloque as ervilhas já frias, a cenoura (crua) ralada em fios grossos e a alface cortada em juliana fina. Junte o atum desfeito com um garfo. Envolva tudo com alguma maionese ou com outro molho a gosto.
No momento de montar os wraps, aqueça-os ligeiramente na frigideira ou micro-ondas, conforme as instruções da embalagem. Abra o abacate e corte-o em gomos, humedecendo logo com o sumo da lima para não oxidar. Corte o pimento em tiras. Monte os wraps, colocando 2 a 3 colheres de sopa de salada russa em cada um, algumas tiras de abacate e pimento. Guarneça com um pouco mais de maionese. Feche-os, enrole com um guardanapo e sirva. Se optar por levar os wraps na lancheira para comer mais tarde, embrulhe-os em folha de alumínio.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!
 

terça-feira, 19 de julho de 2016

Bolo de pistácio com creme de ricotta e gelado



A última viagem a Itália foi à Sicília, uma ilha com produtos magníficos, onde tudo o que cresce na terra e nas árvores é delicioso. A cozinha siciliana usa muito o pistácio, tanto em doces, como em pratos salgados. Voltei com muita vontade de utilizar mais pistácio nas minhas receitas, até porque gosto bastante deste fruto. Esta sobremesa foi a primeira criação inspirada nos doces que provei nas férias.
 
Ingredientes:
3 ovos
150 gr de açúcar
150 gr de manteiga sem sal
100 gr de farinha com fermento
60 gr de pistácio moído
Para o creme:
250 gr de queijo ricotta + 100 gr de açúcar em pó + pistácio triturado qb
Para o gelado: 250 gr de massapão de pistácio + 200 ml de nata

Preparação:
Bata a manteiga com o açúcar até obter um creme esbranquiçado e fofo. Junte os ovos inteiros, um a um, continuando sempre a bater. Por fim envolva a farinha e os pistácios moídos. Coloque o preparado numa forma redonda de 20 cm, previamente untada. Leve a cozer durante 30 minutos em forno pré-aquecido a 190º. Entretanto prepare o creme, misturando a ricotta com o açúcar em pó.
Depois de frio, desenforme o bolo, parta-o ao meio e recheie com metade do creme, usando a outra metade para cobrir. Polvilhe com pistácio triturado.
Podem guarnecer o bolo com gelado de pistácio ou outro, sendo que o bolo é delicioso por si só. Como eu tinha trazido da Sicília uma espécie de massapão de pistácio, experimentei fazer o gelado: bati, no liquidificador, 250 gr da pasta de pistácio (massapão) com um copo de água. À parte bati 200 ml de nata fresca sem açúcar e envolvi no preparado anterior. Levei ao congelador e fui mexendo de 2 em 2 horas para ficar mais cremoso e não ganhar cristais de gelo. Ficou uma delícia! Por fim polvilhei tudo com pistácio triturado.






quarta-feira, 13 de julho de 2016

Salada de couve e manjericão com mirtilos e laranja



Eu gosto de saladas durante todo o ano mas, como a maioria das pessoas, suponho, também as consumo mais de verão. Gosto de saladas quentes e frias, com todo o tipo de ingredientes, até porque adoro misturar sabores, pelo que uma salada é uma tela (neste caso um prato) em branco onde posso dar largas à imaginação sem limites. Muitas vezes faço saladas com o que tenho no frigorífico, principalmente aos almoços, quando quero uma refeição rápida, a meio do dia de trabalho. Esta salada ficou deliciosa!! A conjugação de sabores resultou mesmo muito bem. Eu gosto muito de juntar mirtilos com queijo e a laranja deu uma acidez qb que ficou fantástica com a frescura da couve e do manjericão. Adorei mesmo o resultado, quando comecei a misturar ingredientes nem pensei que ficasse tão boa. Esta é para repetir!

Ingredientes para 2 pessoas:
Meia couve coração
2 laranjas
100 gr de mirtilos frescos
80 gr de queijo da ilha ou ementhal em cubos
6 ramos de manjericão fresco (só folhas)
2 fatias finas de presunto
Azeite, vinagre de cidra, sal e pimenta qb
Sumo de uma laranja
2 colheres de sobremesa de sementes de papoila

Preparação:
Lave bem a couve e corte-a em juliana muito fina. Descasque as laranjas e corte-as em gomos, retirando todos os caroços e partes brancas. Corte o queijo em cubos pequenos. Misture a couve com os mirtilos, o queijo, a laranja e o manjericão. Corte as fatias de presunto em tiras. Numa frigideira anti-aderente deite um pequeno frio de azeite e deixe o presunto fritar até ficar muito crocante.
Num frasco ponha o sumo da laranja, 1 colher de sopa de azeite, 1 colher de chá de vinagre de cidra, sal e pimenta. Misture tudo, emulsionando no frasco, e regue a salada com esta mistura. Termine guarnecendo a salada com as sementes de papoila e o presunto crocante.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Panna Cotta Tropical (com manga e coco)



Adoro fazer panna cotta por vários motivos: porque é fácil, porque permite várias conjugações de sabores, porque o meu marido diz que a minha é melhor do que a de alguns restaurantes italianos :) Com tal elogio, fico tão contente, que faço a panna cotta ainda com mais prazer! Ele gosta muito e eu também. É uma sobremesa fresca e que conjuga bem com qualquer doce, compota ou fruta que tenhamos em casa. Esta é uma panna cotta tropical, de coco e manga. Ficou muito boa, sirvam-na bem fresca e gozem o fim-de-semana!

Ingredientes:
250 ml de leite de coco
400 ml de nata
70 gr de açúcar
5 folhas de gelatina incolor
400 gr de polpa de manga
3 a 4 colheres de sopa de leite condensado magro
2 colheres de sopa de caju torrado sem sal

Preparação:
Demolhe as folhas de gelatina em água cerca de 5 minutos ou até estarem hidratadas. Coloque o leite de coco, as natas e o açúcar num tacho e leve ao lume até quase levantar fervura, nesse momento desligue o lume e junte as folhas de gelatina espremidas. Mexa até que a gelatina se desfaça totalmente. Unte com óleo vegetal pequenas formas de pudim (ou uma grande) e despeje o preparado nas formas. Leve ao frigorífico até solidificar (4 horas no mínimo).
Misture a polpa de manga com o leite condensado. Toste ligeiramente os cajus no forno (10 a 12 minutos a 190º) e pique-os grosseiramente, depois de arrefecerem. No momento de servir, coloque as panna cotta no prato e deite umas colheradas de molho de manga em cada uma. Termine polvilhando com caju picado.

Bom apetite! Bom fim-de-semana!

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Couscous de caldeirada de bacalhau



O desafio deste mês do grupo Dia Um... Na Cozinha era incontornável, pelo menos para mim. Gosto muito de couscous, é um alimento muito fácil de preparar e versátil. Os couscous podem receber todos os sabores e fazer todo o tipo de refeição, da mais tradicional à mais inovadora, com sabores de outros continentes ou mais mediterrânicos. Podem constituir o prato principal ou servir de acompanhamento e conjugam bem com peixe, carne, legumes ou mariscos. Dá para tudo. Na minha opinião, é como o arroz. Talvez por isso eu, que sou uma arrozeira convicta desde criança, também tenha ficado rapidamente fã de couscous.
Apesar de ser um alimento muito usado na culinária do norte de África, desta vez resolvi adaptá-lo a sabores muito nossos: bacalhau e caldeirada. Fiz a experiência. Correu bem. Uma das coisas que mais me agrada na cozinha é este aspeto camaleónico dos alimentos e das próprias ideias. Basta adaptar, transformar uma ideia de peixe num prato de carne, uma receita do mundo num sabor português ou um empratamento de uma bonita sobremesa numa ideia original para servir um prato principal. Hoje assim, amanhã assado (literalmente ou não...), hoje de uma cor, outro dia de outra, uma vez sushi de alheira, de outra vez pizza alentejana, desta vez couscous de caldeirada... de bacalhau! Não podia ser mais tuga e não deixa de ser couscous. Votos de bom fim-de-semana para todos!
Ingredientes para 4 pessoas:
400 gr de couscous
2 postas de bacalhau ou 600 gr de pedaços para caldeirada
1 cebola grande
Meio pimento verde
Meio pimento vermelho
Meio pimento amarelo
4 tomates maduros
3 dentes de alho
1 dl de azeite
1 ramo de salsa 
1 ramo de coentros
Sal e pimenta qb
 
Preparação:
Deite o azeite num tacho juntamente com a cebola em rodelas, os alhos esmagados, o tomate em pedaços e os pimentos cortados em tiras. Tempere com um pouco de sal e deixe cozinhar até os pimentos começarem a ficar macios. Nesse momento junte o bacalhau, o ramo da salsa e um pouco de água (1 a 2 dl). Deixe cozinhar por 10 minutos com o tacho tapado. No fim desse tempo, retire o tacho do lume. No suco da caldeirada (aproveite todo o tomate, cebola, pimentos e todos os sucos) deite o couscous. O líquido deve ficar a cobrir o couscous por completo. Tape o tacho e deixe repousar por 10 minutos. Aproveite esse tempo para lascar o bacalhau e retirar todas as peles e espinhas. No fim dos 10 minutos, solte o couscous com um garfo, junte o bacalhau ao couscous e misture tudo. Retifique de sal e pimenta e polvilhe com coentros picados. Está pronto a servir!

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!

 

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Caponata siciliana # Viagem à Sicília



Já tenho referido várias vezes que adoro Itália. Adoro viajar, de uma forma geral, mas Itália é sempre um país a ter em conta. Quando penso em escolher um destino de férias, qualquer cantinho de Itália está sempre na lista das possibilidades. Desta vez rumámos à Sicília, eu e o meu marido. Porque já era um desejo antigo e porque o meu 40º aniversário justificou uma viagem especial! Noutro post conto-vos mais sobre a viagem e tentarei fazer um roteiro para quem estiver interessado em conhecer esta belíssima ilha.
Hoje gostava de vos contar que a comida foi uma das maravilhas sicilianas que descobrimos. Já levávamos a referência de que a gastronomia da ilha é maravilhosa, mas fomos confirmar. E se confirmámos... Excelente comida, ainda melhor do que na Itália continental. Muita variedade, alimentos com grande sabor, frutas, vegetais, azeite, peixe... em resumo: cozinha mediterrânica no seu melhor! E ainda maravilhosas sobremesas, muitas delas à base de amêndoa e/ou pistácio, dois frutos que abundam na ilha. Tanto eu como ele, trouxémos uns quilos a mais, mas valeu a pena porque, para nós, as viagens também são sempre gastronómicas. Conhecer os produtos e a culinária de determinado país ou região, além de servir para conhecer a própria cultura e história desse local, serve para tornar as férias muito mais saborosas e inesquecíveis. Este foi um dos melhores roteiros gastronómicos de sempre, provámos muitos pratos típicos, recebemos explicações sobre os mesmos, trouxémos livros de receitas... muito bom!
Um dos ícones da gastronomia siciliana é a Caponata (em siciliano é  Capunata, com "u"). Trata-se de um antipasti (entrada) ou contorni (acompanhamento) que consta da carta de muitos restaurantes, sendo servido antes dos pratos principais e das massas. É um petisco que em tempos idos era servido como prato principal, apenas acompanhado por pão. Representa bem tudo o que a ilha tem de melhor e a verdadeira cozinha mediterrânica: excelente azeite, vegetais e legumes maravilhosos, cores, aromas e paladares intensos e diversificados. E muitaaaa beringela (em italiano melanzana), que os italianos em geral, e os sicilianos em particular, adoram e consomem imenso. Há receitas de caponata ligeiramente diferentes, algumas feitas no forno, muitas delas guarnecidas com pinhões ou com outras ervas aromáticas. Eu fiz esta mais tradicional, que aromatizei com hortelã porque comi assim num quiosque de rua que tinha uma comida maravilhosa e fiquei encantada com o sabor. Podem aromatizar com manjericão e também podem juntar umas azeitonas e os já referidos pinhões para guarnecer o prato. Acompanhem com pão, ele é essencial para saborear o bom azeite que fica repleto dos sabores de todos estes vegetais e temperos.

Ingredientes para 4 pessoas (entrada ou petisco)
1 pimento verde
1 beringelanão muito grande (se quiserem juntar mais quantidade, utilizem 2 pequenas)
2 courgettes pequenas
3 pimentos doces italianos
1 cebola roxa
3 cogumelos portobello grandes
8 tomates cacho mini
3 dentes de alho
1,5 a 2 dl de azeite
Sal e pimenta qb
1 raminho de tomilho
1 raminho de hortelã
1 colher de sobremesa de oregãos

Preparação:
Lave todos os legumes e corte-os em pedaços não muito pequenos (cerca de 4 a 5 cm cada). Corte a beringela de forma a que todos os pedaços tenham pele e corte as courgettes em rodelas. A cebola deve ser cortada em gomos e os alhos esmagados grosseiramente.
Deite 1 dl de azeite numa frigideira anti-aderente. Quando o azeite estiver bem quente, junte os pedaços de pimento verde, os pedaços de beringela, a cebola e os alhos. Tempere de sal e junte o tomilho. Passados três a quatro minutos junte os pedaços de cogumelos, de courgette e os pimentos vermelhos doces. Volte a temperar de sal e pimenta. Inicialmente deixe saltear com o lume médio alto para que aconteça um choque térmico e os vegetais ganhem textura. Depois reduza para lume médio, um pouco mais baixo e acrescente um pouco mais de azeite de forma a que os vegetais cozinhem  em bastante azeite e absorvam todos os sabores. Entretanto junte os tomates cortados ao meio e os oregãos. Deixe cozinhar até que os legumes estejam bem macios sem se desfazerem (por isso é que não os deve cortar muito pequenos e por isso é que todos os pedaços de beringela devem ter casca/pele).
Quando estiver pronto, desligue o lume e junte o ramo da hortelã, mexa, reserve tudo e deixe arrefecer. Sirva morno ou à temperatura ambiente, acompanhado de pão, como entrada de uma refeição ou como petisco.
 
Bom apetite!


Ainda na frigideira: