segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Croquetes de Cozido à Portuguesa



Cozido à Portuguesa é um daqueles pratos que só gosto de comer em família, na minha casa, dos meus pais ou de outros familiares porque nos restaurantes nunca servem a quantidade de carninhas boas que eu pretendo comer. Pois é mesmo assim: sou super gulosa e um rodelita de cada enchido não me satisfaz. E não sou a única, só por conta do meu marido é quase meia farinheira... Não se assustem, nós não comemos assim todos os dias! Aliás o meu lema é, cada vez mais, comer bem e saudável. Mas há certos pratos em que é difícil (até direi que não é desejável ;) ) moderar o apetite... Um bom Cozido à Portuguesa é um deles! É para comer o que tivermos na vontade e não falo só em quantidade, mas em variedade. Por exemplo, eu adoro as couves e o arroz, mas não como batata nem nabo e não ligo nenhuma à carne de vaca, no cozido só como porco. Adoro a orelha! Cozido sem uma boa dose de orelha, para mim não é cozido! A minha mãe prefere a cenoura. O meu marido é louco por farinheira. Eu sou louca por todos os enchidos e por toucinho (sim, é isso mesmo, as carnes mais gordas!!). O meu pai não dispensa juntar algumas carnes fumadas ao cozido, pelo que põe sempre beiça ou pernil fumado e copita, que é um enchido alentejano, gordo, mas muito saboroso, principalmente cozido. O nosso cozido é muito enriquecido, por isso é sempre difícil compará-lo com o dos restaurantes e nem vale a pena! O melhor mesmo é fazer em casa, comer o que nos apetece e, como ainda assim sobra muita carne, no fim fazemos um aproveitamento top, como foi o caso destes croquetes. Já comi croquetes de cozido em restaurantes, mas estes ficaram mais saborosos, talvez pela diversidade imensa de carnes. E ficaram muito cremosos. Servi-os com uma maionese aromatizada com mostarda e um risotto de ervilhas. Ficou top! Quase que dá vontade de ir fazer o cozido só para fazer os croquetes!
Uma dica importante: não ponham orelha nem nenhum tipo de carne que tenha cartilagem porque nunca vai ficar moída o suficiente para ter uma consistência cremosa. 

Ingredientes:
500 gr de carnes de cozido (usei carne de vaca, entrecosto, toucinho, pernil fumado, todos os enchidos: farinheira, chouriço/linguiça, morcela, chouriço mouro, copita)
3 colheres de sopa de manteiga
4 colheres de sopa de farinha
Cerca de 1,5 dl de leite
Sal e pimenta qb
Noz moscada qb
1 ovo grande
Farinha e pão ralado qb
Óleo para fritar

Preparação:
Pique todas as carnes cozidas na picadora ou processador de alimentos até ficarem mesmo cremosas e bem desfeitas. Reserve. Num tacho deite a manteiga. Quando esta estiver totalmente derretida, deite a farinha de uma vez e mexa rapidamente até formar uma bola. Depois vá juntando o leite aos poucos até obter um bechamel grosso. Tempere com sal, pimenta e noz moscada qb.
Junte o bechamel às carnes picadas, junte a gema do ovo e misture tudo muito bem. Com as mãos enfarinhadas faça uns rolos da mistura de carnes. Passe-os em farinha, depois na clara de ovo (ligeiramente batida, apenas com um garfo) e depois no pão ralado. Congele para consumir mais tarde ou leve ao frio durante 30 minutos para os croquetes ficarem mais sólidos e depois frite-os em óleo entre os 180 e os 190ºC.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável... quando for menos saudável, comam sem culpa, pois de outra forma nem sabe bem ;)



sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Mousse de laranja



No fim de semana de Reis fomos jantar a casa da minha cunhada. Até foi um jantar assim cedinho porque a comida era um pouco "pesada". Ela fez torresmos à moda da Beira Alta, como a mãe fazia. Não são torresmos fritos, são pedaços de carne de porco cozinhados em vinhos e outros temperos. É delicioso!! Também vou experimentar fazer e partilho a receita convosco em breve.
Nesse jantar, ofereci-me desde logo para levar uma sobremesa e a anfitriã pediu algo leve, que não fosse muito doce para não pesar o jantar, que já era farto, e porque ainda estamos todos muito "cheios" da doçaria das Festas. Assim fiz, levei esta mousse de laranja, que foi muito apreciada por todos. Espero que gostem, desejo-vos um excelente fim-de-semana!

Ingredientes:
1 lata de leite condensado magro
1 iogurte natural magro
5 claras de ovo
Raspa e sumo de 3 laranjas
3 folhas de gelatina incolor (assim fica uma mousse muito leve, se a quiserem mais presa, junte 5 folhas de gelatina)
1 laranja em rodelas e raspas de chocolate negro para decorar

Preparação:
Comece por colocar as folhas de gelatina a hidratar em água. Deite o leite condensado numa tigela grande. Junte a raspa e sumo das laranjas e misture tudo muito bem. Junte o iogurte e misture. Aqueça um pouco do sumo da laranja ou um pouco de água e dissolva aí as folhas de gelatina previamente hidratadas. Junte isto ao preparado. Por fim bata as claras em castelo bem firme e envolva na mousse. Leve ao frigorífico até ao momento de servir. Decore com rodelas de laranja e raspas de chocolate.

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

O que é a curcuma


A curcuma ou açafrão das Índias, também conhecida como gengibre amarelo ou açafrão da terra, é uma planta da família do gengibre, cuja primeira referência literária data de 600 aC. Essas primeiras menções falam de uma planta usada como corante, o que se percebe pelo forte tom amarelo alaranjado. É este açafrão das Índias (depois de moído em pó) que dá a cor ao que designamos por caril, que não é mais do que uma mistura de várias especiarias, mas disso falarei noutro artigo aqui no blog.
De facto o amarelo é muito intenso e fica desde já o aviso à navegação de cozinheiros que mancha as mãos, as unhas e a roupa, por isso tenham cuidado quando a usarem. Eu costumo usar umas luvas fininhas para descascar e cortar a raiz e até as luvas ficam amarelas ;)  O que veem na foto é a tal raíz da planta e o pó resultante da raíz depois de seca e moída. Não confundam com o outro açafrão, que são os pequenos filamentos laranja avermelhados de uma flor roxa. Esses filamentos também dão cor e sabor a várias receitas, inclusive doces, mas é uma especiaria extremamente cara pelo trabalho que dá retirar cada filamento das flores. É das especiarias mais caras do mundo, talvez a mais cara... Em relação à curcuma ou açafrão das Índias, o preço é equivalente ao do gengibre. Se puderem comprem biológico. Encontra-se no Celeiro ou lojas do género.

(Imagem retirada da net - filamentos de açafrão)
MAS PARA QUE SERVE A CURCUMA? Além de dar um sabor exótico aos cozinhados e de lhes oferecer cor, tem propriedades medicinais incríveis. É um poderoso anti-inflamatório natural, auxilia a função digestiva, ajuda a controlar os níveis de colestrol e os triglicéridos. É muito recomendado para quem tem inflamações, nomeadamente na pele e articulações. Além da ação anti-inflamatória e de combate à dor, também é excelente para reforçar o sistema imunitário e prevenir gripes, muito útil durante o inverno!
Em relação a utilizações culinárias desta raiz originária da Ásia, o sabor é exótico, mas não picante, como o gengibre. É um sabor mais aromático, mais quente e menos ácido que a raiz de gengibre. Em certa medida, faz lembrar um pouco o sabor do caril em pó que habitualmente consumimos, mas não é igual, pois o caril é uma mistura de várias especiarias.
O pó de curcuma é bom para adicionar ao caril, estufados, pratos de peixe ou apenas ao arroz para ficar amarelinho, com uma bonita cor. Experimentem, simplesmente, cozer pescada com uma colher de curcuma em pó. O peixe vai ficar amarelo. Se o triturarem juntamente com um pouco de nata ou queijo quark e mais uns quantos temperos, vão obter uma pasta surpreendente. É uma delícia para usar em sandes ou saladas de verão.
Quanto à raiz, deve ser descascada (a casca é fina e retira-se facilmente) e cortada ou ralada. Costumo juntá-la a estufados de carne, quando encontramos os pedacinhos até parece cenoura, mas o sabor é bem mais exótico e incrível! O prato fica logo diferente. Também podem incluir nos vossos estufados ou salteados de legumes no wook, por exemplo, ou numa jardineira. Não se limitem a utilizar esta especiaria em pratos asiáticos, juntem a receitas da nossa gastronomia tradicional e vão ser surpreendidos com o resultado.

Também uso a raiz de curcuma em chá. Eu já costumava fazer com gengibre, mas este ano passei a incluir também a curcuma na mistura. Gengibre, curcuma, pau de canela e limão ou laranja, é esta a composição do meu "chá de inverno". Por vezes também junto hibisco. É um chá que tenho feito todos os dias como prevenção de gripes e outras mazelas típicas da época. Serve para reforçar o sistema imunitário e a verdade é que me sinto bem e confortável quando o bebo. Como tem estado frio, faço-o à noite e bebo ao serão, a seguir ao jantar. Ajuda a digestão e ajuda a aquecer-me. Aquela sensação de "ainda não decidi se estou a ficar com gripe ou não..." ou "fui atropelada por um camião e não tirei a matrícula" passa logo! Garantido! Se, ao chá, juntarem umas broas de mel, então melhor ainda :) É verdade, este é o chá que aparece na foto das Broas de Mel da Madeira, receita que podem consultar AQUI.

RECEITA DO CHÁ: para um litro de água junto um pedaço de curcuma do tamanho de um dedo (um dos pedaços que podem ver na foto) e um pedaço de gengibre idêntico. Corto ambos em fatias finas. Junto um pau de canela e casca de limão ou laranja (só a parte colorida, sem o branco), bem como o sumo do fruto. Ponho tudo ao lume e, a partir do momento em que ferve, deixo ferver 5 minutos. Desligo o lume e, de seguida, junto o hibisco (ou outras ervas/folhas da vossa preferência, misturem o que gostarem ou fizer bem aos vossos problemas de saúde) e deixo descansar mais uns 10 a 15 minutos. Resta coar e guardar no termo para manter quente. Não precisa de ser adoçado porque a canela já lhe dá o doce suficiente, mas podem juntar um mel de qualidade, se gostarem. Experimentem, é delicioso e saudável. 

Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!


segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Sopa de feijão manteiga


A sopa é uma boa base de qualquer refeição porque contém muita água, vegetais e legumes. Como também lhe podemos juntar leguminosas, peixe ou carne, acaba por ser uma excelente fonte de proteína. Eu não costumo juntar batata porque não gosto muito do sabor e para que a sopa fique mais light, mas quem quiser a energia dos hidratos de carbono, deve juntar. Só mesmo por isso, porque não me digam que só com batata é que se engrossa a sopa... a sopa fica mais ou menos grossa e densa na medida da água ou caldo que lhe juntamos em relação aos legumes que temos, é tão simples quanto isso. Se temos legumes com mais água, como a courgette ou a abóbora, e queremos uma sopa cremosa, temos que ter o cuidado de juntar menos água. Ingredientes excelentes para tornar a sopa mais grossa e cremosa: couve flor, bróculos, chuchu, batata doce, leguminosas. 
Quando junto batata à sopa é da doce, em certas combinações fica saboroso. Também gosto muito de sopa de grão e de feijão e as leguminosas são uma boa fonte de proteína, opto por elas muitas vezes nas minhas refeições, incluindo nas sopas. A sopa é um desafio à imaginação quase tão grande como fazer um bolo... quase!! Um bolo é um bolo, é doce e desperta mais o palato, mas uma boa sopa também se come com muito prazer. Eu sou  gulosa, mesmo por sopa, se for boa, claro! O desafio à imaginação prende-se com o facto de, no fundo, uma sopa ser uma mistura de tantos ingredientes quantos e quais desejarmos (como os bolos... quase como os bolos!). Uma das minhas sopas preferidas é a de peixe, de qualquer peixe, aproveito as cabeças e espinhas, por exemplo, e faço uma sopa deliciosa, vejam aqui, por exemplo, o aproveitamento do tamboril: RECEITA AQUI.
Este fim-de-semana o que me apetecia mesmo era sopa de feijão. A minha mãe tinha-me dado feijão manteiga muito bom e, lembrando-me que o tinha guardado, fui fazer a sopa. Forte, quente, reconfortante... quase uma feijoada, mas sem carne ;) impecável para o frio!

Ingredientes:
1 chávena de chá cheia de feijão manteiga seco
Meio nabo
1 courgette não muito grande
500 gr de abóbora
1 alho francês
1 dente de alho
Meia couve coração
1 fio de azeite
sal qb

Preparação:
Na vêspera, ponha o feijão de molho durante 24 horas. No dia de fazer a sopa, coza o feijão em água só temperada com um dente de alho esmagado. Corte um terço da abóbora e um terço da couve em pedacinhos e juliana, respetivamente e deixe cozer ao vapor, num cesto, no mesmo tacho onde coze o feijão. Quando o feijão estiver macio, retire-o e reserve a água no tacho. Retire também à parte os pedacinhos de abóbora e couve coração. Junte todos os legumes no tacho, com a água de cozer o feijão, junte mais água até cobrir tudo, tempere com sal e leve a cozer até os legumes estarem macios. Quando tudo estiver cozido, triture, junte um pequeno fio de azeite e os feijões e a couve que reservou previamente cozidos. Sirva bem quente.



Bom apetite! Comam bem e de forma saudável!


sábado, 6 de janeiro de 2018

Broas de Mel da Madeira (freguesia de São Jorge)




Bom Dia de Reis e feliz ano novo para todos! Hoje é dia de partilhar, dar presentes, dar algo feito por nós, fazer uma refeição em família... Tudo coisas boas! Não é preciso ser muito complicado ou ter muito valor material, o importante é fazer algo que se possa partilhar e fazer os outros felizes. Conversar, por exemplo, ouvir um amigo, dar uma palavrinha a alguém de quem gostamos e com quem já não falamos há uns tempos... Ser generoso. Connosco e com os outros.
No início de cada ano costumamos fazer balanços e traçar objetivos. Claro que não é necessário o dia 1 de janeiro de cada ano para o fazermos, mas os períodos de tempo servem para nos recordar que o devemos fazer de vez em quando e servem para relativizar a dimensão das obras que temos a realizar. O tempo está dividido, precisamente, para podermos voltar a ganhar energias e traçar novos objetivos. Para relativizar a enormidade de tudo e do próprio tempo. Imaginem que o nosso objetivo seria lutar pela nossa saúde, ter uma vida boa, trabalhar, cuidar de nós e dos outros, etc... durante 70 ou 80 anos seguidos! É imenso. Posto assim pareceria uma tarefa tão dantesca, que poderíamos ter a tentação de desistir. Como o tempo é dividido em parcelas, tudo se torna mais relativo e mais fácil. Encaramos as tarefas como degraus de uma escada grande a subir, mas que não precisa de ser trepada toda de uma só vez. Vamos seguindo por degraus, por patamares.  
Este patamar de janeiro de 2018 parece-me importante para organizar ideias e assuntos e traçar os tais objetivos, mesmo que não sejam enormes, mas pequenas tarefas para ir realizando neste primeiro mês do ano. No meu caso, um dos objetivos que traço quase sempre é descobrir novas receitas e sabores. Neste início de ano voltei a ler vários livros de receitas, alguns antigos. Com alguma regularidade gosto de voltar aos sabores tradicionais e relembrar (ou descobrir) que certos procedimentos que usamos na cozinha não são mais do que preceitos bastante antigos de fazer as coisas com tempo, calma e carinho. Neste ano de 2018 espero inovar, pois também gosto muito de o fazer, mas quero reservar espaço e tempo para receitas e sabores tradicionais nossos e poder aprender e partilhar receitas das várias regiões do nosso país, que é tão fantástico e tão rico em sabores.  
Ora, não podia ter vindo mais a calhar, ainda no fim de 2017, uma mensagem muito simpática e carinhosa que uma das seguidoras do blog me enviou. A Mericia Jarimba é natural da Madeira e teve a enorme generosidade de me dar a receita antiga das Broas de Mel da mãe, uma receita da freguesia de São Jorge, Santana, ilha da Madeira. Esta receita merece ser a primeira do ano de 2018 aqui no blog. Merece por todos os motivos: porque a Mericia foi um doce em dar-me a receita (enviou foto do papelinho antigo escrito à mão pela mãe e tudo, imaginem o valor que isto tem!) e porque as broas são realmente doces e muito boas... são mel, mesmo! E o que eu desejo é que o vosso ano de 2018 seja feito de muito mel! Beijinhos para todos!

Ingredientes:
1 kg de açúcar
1 kg de farinha
5 ovos inteiros tamanho M/L
2 dl de mel de cana (usei mel de flores bastante escuro e biológico)
250 gr de manteiga (usei sem sal)
2 colheres de sopa de banha
1 colher de chá rasa de noz moscada em pó
1 colher de chá (bem cheia) de canela em pó
1 colher de chá de fermento em pó

Preparação:
Misture tudo e amasse até obter uma massa homogénea. O preparado vai ficar um pouco mais mole do que massa de bolachas. Com as mãos ligeiramente enfarinhadas, faça bolinhas pequenas (do tamanho de um bombom - ver foto). Disponha-as separadas num tabuleiro forrado com papel vegetal. As bolinhas devem ficar bem espaçadas porque vão expandir-se bastante com o calor e vão ficar quase tipo bolachas, é mesmo assim. Leve ao forno pré-aquecido a 200ºC. Coza cada fornada entre 10 a 12 minutos. Se cozer por 10 minutos, as broas vão ficar mais moles por dentro, ficam meladas, deliciosas! Se cozer mais um ou dois minutos, vão ficar menos meladas, mas igualmente deliciosas. Em qualquer dos casos, ficam crocantes por fora. São absolutamente deliciosas e dificéis de parar de comer!!
Quanto ao chá, este é de hibisco com gengibre, curcuma (ambos em raíz) e pau de canela. É um chá bastante anti-inflamatório, bom para prevenir gripes e as maleitas típicas desta época do ano.

Bom apetite e votos de bom ano para todos!


ANTES DE IREM AO FORNO:




sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Camarões com espumante e salada de framboesas # Feliz Ano Novo


Cozinhar é um algo muito prazenteiro para quem o faz e uma demonstração de amor pelos outros. Por isso cada vez me dá mais prazer fazê-lo para quem gosto, ver os sorrisos e ouvir os "Isto é ótimo!", "É mesmo a minha cara", "Esta tens que repetir"... Cada vez mais é isto que faço: cozinho para familiares, amigos, pessoas de quem gosto e ofereço-lhes de muito boa vontade sabores e ideias novas. No fim deste ano quero deixar-vos mais esta sugestão para servirem com amor e carinho a quem mais amam e a vocês próprios, claro! No novo ano tenham a capacidade de se mimar, seja com paparocas, com novos projetos pessoais e profissionais, seja a cuidarem da vossa saúde ou (muito importante!) a rodearem-se de bons amigos. Cuidem de vocês, que eu por cá vou continuar a cuidar de mim e dos estômagos dos que me rodeiam ;) Feliz 2018!

Ingredientes para 2 pessoas:
400 gr de camarão grande
1 colher de sopa de manteiga
3 dl de espumante meio seco
1 colher de sopa de mel
Flor de sal qb
1 colher de sobremesa de pimenta rosa
Sumo de meio limão

Preparação:
Descasque as gambas, mas deixe as cabeças. Seque-as com papel absorvente e reserve. Num tacho coloque o espumante e deixe reduzir em lume brando até ficar com um molho espesso, caramelizado. Numa frigideira anti-aderente deite a manteiga, quando estiver derretida e bem quente, junte os camarões e tempere-os com flor de sal e pimenta rosa. Deixe fritar um minuto a minuto e meio de cada lado. Retire os camarões. Adicione a redução de espumante ao molho da fritura das gambas. Junte uma colher de mel, mexa. Sirva as gambas com salada de agrião e framboesas e regue tudo com o molho reduzido. Sirva com o mesmo espumante com que cozinhou o camarão.

Bom apetite e Boas Festas!

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Strudel de Bacalhau # Sugestões de Natal


Todos os anos faço um bacalhau diferente para a Consoada. Este ano a eleita foi uma receita do livro do Chef Avillez "As melhores Receitas do Ano'15". Fiz pequenas adaptações, já testei o prato, ficou aprovado, por isso vai ser a estrela da nossa mesa de Natal :)
Espero que apreciem e que também gostem do vídeo explicativo que fiz. Deixem-me as vossas opiniões e comentários, é isso que faz o trabalho evoluir e melhorar :)
Desejo-vos um Natal muito feliz, com saúde, paparocas e amigos!

O VÍDEO: 



A RECEITA: 

Ingredientes para 2 pessoas (multipliquem conforme o nº de convidados):
2 postas de bacalhau 
600 gr de couve coração
60 gr de chouriço de carne de boa qualidade
1 dl de azeite
2 dentes de alho
1 folha de louro
4 folhas de massa brick
Manteiga derretida qb
Sal e pimenta qb
Para o molho branco: 1 colher de sopa de farinha, 1 colher de sopa de manteiga, caldo do bacalhau qb, sal e pimenta
30 gr de miolo de broa 

Preparação:
Comece por cozer o bacalhau em água com uma folha de louro e um dente de alho esmagado. Não coza o bacalhau em demasia, apenas até lascar (cerca de 10 minutos em fervura lenta). Depois limpe o bacalhau e desfaça-o em lascas. 
Numa frigideira deite o fio e salteie-e o chouriço picado em pequenos cubinhos até este começar a ficar crocante. Junte a couve cortada em juliana e um dente de alho laminado. Deixe saltear até a couve estar macia, tempere de sal. Junte as lascas de bacalhau e envolva tudo.
Faça o molho branco deitando a manteiga num tacho, juntando a farinha e juntando, pouco a pouco, o caldo de cozer o bacalhau. Tempere com sal e pimenta e mexa até obter a consistência desejada. Junte este molho à mistura de bacalhau e couve e deixe arrefecer (para não amolecer a massa brick quando a rechear).
Quando o preparado estiver frio, recheie as folhas de massa, fazendo uma espécie de crepes. Coloque uma folha de massa na bancada, pincele com manteiga derretida, colo a outra folha e recheie com o preparado. Feche o "crepe", mais um avez com a ajuda de um pouco de manteiga para "colar". Leve ao forno pré aquecido a 190º durante cerca de 15 minutos ou até a massa estar tostada e estaladiça. Sirva com salada de agrião e tomate cereja. Para guarnecer juntei miolo de broa tostado na frigideira com um pouco de azeite e alho.

Bom apetite e Boas Festas!


segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Morcela assada com compota de marmelo e maçã



Hoje temos uma sugestão de entrada ou petisco. Se ainda conseguirem marmelos, façam a compota como é sugerida, se já não encontrarem, façam só com maçã, também fica muito boa. A compota doce e alguma acidez da fruta são o contraste perfeito para a morcela. Pessoalmente gosto muito destas combinações. Espero que também gostem e que seja mais uma boa sugestão para as vossas mesas festivas!

Ingredientes:
1 morcela de arroz ou a que preferir
2 marmelos com casca cortados em pequenos cubos
2 maçãs com casca cortadas em pequenos cubos
5 colheres de sopa de aúcar mascavado
2 hastes de alecrim
Raspa da casca de um limão
1 cálice de vinho licoroso D. Elvira da Adega de Arruda (1,5 dl)
1 pedaço do tamanho de um polegar de gengibre fresco ralado

Preparação:
Enrole a morcela em folha de alumínio e leve ao forno a 200º até estar assada. Deixe descansar 5 minutos antes de cortar em rodelas.
Coloque todos os outros ingredientes num tacho e leve tudo a lume brando até a fruta amolecer e caramelizar (30 a 40 minutos). No fim não triture a compota, o objetivo é ter os pedaços de fruta caramelizados para acompanhar a morcela. Sirva com a morcela como entrada ou petisco.

Bom apetite e Boas Festas!



sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Bolo de chocolate e claras # Sugestões de Natal




Por alturas do Natal é bastante frequente fazermos doces que consomem muito gemas. As claras que sobram podem ser congeladas ou transformadas em farófias, suflés ou outras iguarias. Outra boa opção são os bolos sem gemas. Com a utilização das claras ficam muito fofos e macios, com uma consistência fantástica. Este bolo de chocolate fica com uma textura espetacular porque é leve, mas não tem demasiado ar. É quase leve e denso ao mesmo tempo. Isto deve-se ao facto das claras serem batidas com o açúcar até ficarem em picos mesmo muito firmes. Fica um bolo sublime, experimentem para a vossa mesa de Natal!

Ingredientes:
6 claras
200 gr de açúcar + 1 colher de sopa de açúcar baunilhado
100 gr de chocolate em pó
100 gr de farinha com fermento
Cobertura: meia tablette de chocolate com 65% de cacau, 2 colheres de sopa de manteiga sem sal e 2 colheres de sopa de leite

Preparação:
Bata as claras em castelo. Conforme forem ficando espumosas, vá juntando o açúcar aos poucos, tal como se estivesse a fazer merengue. As claras vão formar picos e ficar cada vez mais firmes. Continue a bater na máxima velocidade e a juntar o açúcar. Vai sentir a densidade das claras a aumentar, devem ficar muito presas e rijas. Mantenha a batedeira a bater, mas reduza um pouco a velocidade e junte o chocolate e, por fim, a farinha aos poucos. Depois de juntar a farinha bata apenas  1 minuto para envolver delicadamente.
Coloque o preparado numa forma redonda sem buraco, untada e forrada com papel vegetal e leve a cozer em forno pré-aquecido a 180º durante 30 minutos.
Para a cobertura, ponha o chocolate, o leite e a manteiga a derreter em banho maria, misture muito bem e deite por cima do bolo quando este estiver frio. Decore com bombons.

Bom apetite! Boas Festas!

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

A tecnologia chegou à cozinha

Para quem gosta de cozinhar é essencial fazer boas escolhas no que a eletrodomésticos diz respeito, aparelhos que nos ajudem no dia-a-dia e nos facilitem as tarefas. Cozinhar é, acima de tudo, um ato muito criativo. Se tivermos eletrodomésticos que nos ajudem em alguns passos, ganhamos mais tempo para criar e trabalhar os ingredientes da melhor forma. E se tivermos eletrodomésticos inteligentes, interativos e intuitivos, nesse caso elevamos a nossa cozinha a outro nível!

Para a minha cozinha escolhi, já desde há muitos anos, a Candy. Recentemente a marca tem apostado numa inovação tecnológica extraordinária. Enquanto há uns anos eram apenas as salas que beneficiavam da tecnologia de topo, atualmente a inovação chegou às cozinhas. E, com a Candy, chegou de uma forma incrível!
Depois de ter sido pioneira na primeira gama completa de eletrodomésticos com ligação WiFi, a marca lançou, este ano, um forno interativo e uma máquina de lavar roupa inteligente, que comunica com o utilizador... até fala! É verdade, a Bianca fala para nos aconselhar os melhores programas de lavagem, como tirar uma nódoa ou para nos fornecer estatísticas sobre os consumos energéticos. Memoriza os nossos hábitos de lavagem e, desta forma, entende as necessidades de cada utilizador, fazendo poupar tempo e conseguindo resultados de topo na lavagem da roupa.
A Bianca é uma máquina de lavar roupa verdadeiramente intuitiva e inteligente e usa essa inteligência para facilitar o dia-a-dia de quem a usa. Consegue estabelecer verdadeiros diálogos com o utilizador, através do assistente de voz e da aplicação no smartphone. Num único botão, o Smart Ring, podemos controlar todas as funções e programas e com a aplicação Simply Fi podemos descarregar programas extra num total de mais de 700 combinações de lavagem. Confuso? Claro que não porque a máquina aconselha a melhor opção de lavagem conforme o tipo de roupa que queremos tratar. Só temos mesmo que pôr as peças lá dentro!

A Bianca foi recentemente apresentada no Estoril, onde a Candy também já tinha apresentado o inovador forno Watch & Touch. Trata-se de um forno interativo com câmara incorporada no interior.  Na porta de ecrã tátil podemos ir acompanhando as receitas em permanência sem ter de abrir o forno com muita regularidade. O ecrã de 19 polegadas permite também visualizar um imenso livro digital de receitas, com tutoriais explicativos, indicações de quantidades e modos de confeção de receitas pré programadas. Mas também pode memorizar as suas receitas e criar o seu próprio livro de culinária. Quando voltar a repetir aquela receita da avó que toda a família adora, só tem que aceder a ela e pôr o forno em funcionamento, todos os parâmetros já estarão definidos. O Watch & Touch também dispõe de conectividade online para aceder a sites de culinária e de notícias. Veja... toque... e cozinhe! Este forno é o futuro, mas já existe, hoje, e vai revolucionar a forma como cozinhamos!

A apresentação da Bianca





A home stylist Ana Antunes é a embaixadora do forno Watch & Touch